
Fórum de Reflexão Económica e Social
domingo, outubro 17, 2010
Workshop Educação

quarta-feira, setembro 29, 2010
PARTIDOS ( UNIDOS )
Estas reuniões com carácter de urgência foram motivadas por, em vésperas da apresentação do Orçamento de Estado para 2011, as posições assumidas pelos diversos Partidos indiciaram a possibilidade de o Orçamento não ser aprovado, podendo daí resultar uma crise política.
Mas reconheço que enquanto todos estivermos Partidos ( em vez de Unidos ), não vai ser tarefa fácil.
O risco que corremos se os Partidos não se unirem mais interna e externamente, é só o de Portugal perder mais um ano ?
sexta-feira, setembro 24, 2010
Surf gets in your eyes

Queremos afirmar os Açores como um destino de turismo ativo." O desejo de Vasco Cordeiro, secretário regional da Economia do arquipélago, é mais que uma declaração de intenções. "Temos 30 milhões de euros para investir em campanhas de promoção, durante os próximos dois a três anos",
2º A questão: Embora os 30 Milhões de Euros de Investimento em Promoção da Ilha não sejam obviamente integralmente dedicados à prova de surf, como se pode aferir que um determinado investimento de promoção turística tem o retorno desejado ?
( Se fossem apenas as receitas do surf, teríamos 3 Milhões de Euros de Receita para 30 Milhões de Investimento o que seria obviamente um prejuízo elevado. )
terça-feira, setembro 14, 2010
Pré-Conceito
José Sócrates e Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, celebraram o arranque do ano lectivo no ensino politécnico, numa cerimónia que decorreu no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).
“Venho aqui para contribuir que não haja o preconceito que sempre houve na sociedade portuguesa de que ensino politécnico é igual a ensino de segunda categoria”, afirmou o primeiro-ministro.
Ano ( Co ) Lectivo
Agora que estamos no arranque do novo ano lectivo, relembro mais um apelo recente de Sua Execelência o Sr. Presidente da República ao pedir novamente a união dos Portugueses, derivando daqui a minha associação Lectivo / Colectivo.
Lectivo traduzir um conjunto de ensinamentos que serão transmitidos a dezenas de milhares de alunos . E um ensinamento poderia ser precisamente o de transmitir o que pode significar a palavra Colectivo.
segunda-feira, setembro 13, 2010
Ver da de Des por ti va

Assim sendo, as medidas que o Sport Lisboa e Benfica anunciou para combater os que no seu entender desvirtuam a verdade desportiva são:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
Dirão muitos: “ Mas são só 7 letras, o Alfabeto tem muitas mais ”
Calma amigos.
Também o campeonato tem muitas mais jornadas.
As medidas encontram-se facilmente no site do Glorioso ( http://www.slbenfica.pt/ )
quarta-feira, agosto 25, 2010
Os melhores do mundo para viver

Esta análise tem como critérios a qualidade da educação (onde nos posicionamos em 37º lugar) da saúde (23º lugar) a qualidade de vida (27º lugar) o dinamismo económico (42º lugar) e por fim o ambiente político (onde arrecadámos a 23ª posição).
A Grécia tomou a 26ª posição e a Espanha, um pouco acima de nós, a 21ª posição. À nossa frente temos ainda a Irlanda a França, Bélgica, Israel ou Itália.
Vale a pena consultar em:
http://www.newsweek.com/2010/08/15/interactive-infographic-of-the-worlds-best-countries.html
O meu patriotismo e o gosto pelo meu país, leva-me a torcer o nariz a esta classificação no ranking, tendo em consideração todos os factores críticos de sucesso desta nação à beira mar plantada. Lembro-me por exemplo do clima, da cor do céu, da riqueza gastronómica, das praias, da hospitalidade e pacatez de um povo, dos registos históricos e culturais e penso para mim que é injusta esta posição. Parece-me que merecemos melhor.
Mas depois recordo que muito disto que refiro, para ser usufruído, é pago! E que a carteira é um dos nossos pontos fracos.
Vem esta notícia a propósito da tentativa a que se assiste em Portugal, através de uma proposta incluída no projecto de revisão constitucional do PSD, para eliminar do texto da constituição relativamente ao Serviço Nacional de Saúde, a expressão “tendencialmente gratuito”.
Quando assistimos nos países que estão acima de nós neste ranking a um esforço contínuo para tornar os sistemas de vacinação gratuitos, o seu sistema nacional de saúde tendencialmente gratuito e de melhor qualidade, suportados maioritariamente pelos impostos já pagos pelos contribuintes (onde a carga fiscal na maior parte deles até está abaixo da nossa) e com níveis de qualidade de vida (e rendimento disponível) já bem acima do nosso, a pergunta que se impõe é: para onde caminhamos?
Se recordarmos que o rendimento mínimo no país são 475 Euros e o médio 900 Euros, outra pergunta que se impõe é: como podem as pessoas suportar o pagamento de mais esta factura, quando sabemos, numa boa parte dos casos entre os cidadãos mais idosos e de pensões mais fracas, que já muitos não conseguem pagar o que necessitam?
Apesar do sol, do clima e das praias, da sardinha e do carapau, do fado, futebol e pão saloio, do presunto de barrancos e do sorriso afável dos portugueses, dificilmente subiremos neste ranking.
domingo, agosto 22, 2010
FRES - " SE NÃO INTERVIERMOS E DESISTIRMOS, FALHÁMOS"
quinta-feira, julho 29, 2010
D.Afonso Henriques - 1º. Rei de Portugal
quarta-feira, julho 07, 2010
Princípios basilares para um comportamento profissional

Agora que tem estado na ordem do dia a problemática das competências da gestão de grandes empresas, organizações estratégicas, centros de decisão nacionais, presença ou domínio de capitais estrangeiros nas nossas empresas, aqui fica uma pequena reflexão sobre o que são alguns dos princípios basilares de um comportamento profissional.
O repto está lançado, outros princípios haverão. Cada um terá os seus, alguns se cruzarão outros não. Mais algumas reflexões se seguirão.
Organização
É indispensável uma boa capacidade para estabelecer métodos adequados de organização do trabalho extensíveis quer à vida pessoal quer a outras actividades sociais, de cidadania ou outras em que o indivíduo se envolve, priorizando as tarefas a desempenhar.
Rigor
Deve prevalecer a preocupação com os detalhes e com a qualidade quer da informação recebida quer prestada. Deve procurar-se dar cumprimento aos critérios de qualidade definidos pela organização ou por si próprio de acordo com os próprios valores, em todas as suas vertentes, sejam técnicas, de direcção, de orientação ou de relacionamento humano. Deve exigir-se exactidão no que é produzido e no que é solicitado.
Atitude
A atitude muda tudo. Faz tornar possível o que nos parece muitas vezes inalcançável. Permite realizar tudo aquilo a que nos propomos, com maior ou menor dificuldade. Sem atitude e vontade não se criam obras, não se estabelecem metas e não se conquistam objectivos.
Confiança
É determinante uma consistência de pensamento e firmeza na acção. De modo a demonstrar competência e criar laços de confiança entre as pessoas e as organizações. Um discurso firme, sólido, sério e sustentado, suportado no domínio das matérias, cria confiança nos interlocutores com benefícios futuros nas relações e nos negócios.
quinta-feira, junho 17, 2010
Quem é o outro finalista ?

Bom, na realidade não estamos ainda a promover um equilíbrio orçamental, mas a minorar um desequilíbrio, cuja principal ameaça é precisamente o de ter ( ou poder vir a ter ) um cariz duradouro.
Tem-se debatido muito sobre a justeza das medidas adoptadas pelo Governo e de facto, na extrema diferença de opiniões pode estar muita da explicação porque é tão difícil entendermo-nos.
Se consideramos que o Plano de Estabilidade, traduzido em Pactos de Estabilidade e Crescimento nas suas diversas versões e nos Orçamentos de Estado que vão vigorar nos próximos anos, se considerarmos, dizia eu, que estes Documentos guia das nossas vidas nos próximos anos, reflectem um grande esforço de redução do défice (procurando que ele volte a ser em 2013 inferior aos 3%), ficaremos com a sensação de que o nosso esforço de contenção da despesa é importante mas, no longo prazo, não será suficiente.
A solução estará no lado da receita, ou seja, na criação de riqueza nacional devendo os esforços concentrar-se na oferta de bens e serviços competitivos.
O Presidente da República voltou a referir a importância de Portugal ter presente nos 4 cantos do mundo, Portugueses que estão a partir agora ou que já são filhos das gerações anteriores que partiram há muitas dezenas de anos.
É mais uma achega importante, pois a luta que hoje se trava a nível mundial, trava-se País a País, mercado a mercado, e muitas vezes o descurarmos de um mercado que pode não parecer significativo, pode revelar-se num erro a longo prazo.
Estejamos pois atentos e participativos ( de forma mais exposta ou mais discreta ).
Há muitas formas de apoiarmos o nosso País e o esforço que vamos continuar a fazer nos próximos anos, vai ser decisivo para nos re-orientar para um caminho saudável em termos financeiros, logo saudável em termos económicos e sociais.
Como infelizmente esta continuará a ser uma luta duradoura, vou agora divagar para temas não importantes:
Desde os miúdos na minha rua, aos adultos na zona do trabalho, aos espectadores nos Estádios onde se Joga o Mundial de Futebol, parece que todos se uniram para nos tramar. As vuvuzelas, usadas como estão a ser, sem o mínimo de respeito pelos aparelhos auditivos dos outros, é de facto algo terrível. Tentando analisar a questão pelo lado positivo, resolvi aproveitar o lado fonético e adoptar em vez de Vuvuzela, Vou a Vouzela.
Porque não descobrir mais uma pequena localidade mas sem dúvida com motivos de interesse para visitar? Fim à Vuvuzela, Viva o Vou a Vouzela. http://www.cm-vouzela.pt/portal/page?_pageid=764,1&_dad=portal&_schema=PORTAL
2º Quem é o outro finalista ?
Ao fim de uma semana de competição a dúvida mantém-se: Com quem irá Portugal disputar a Grande Final do Mundial ?
FORÇA PORTUGAL.
sexta-feira, maio 14, 2010
Lisboa a Premiada

Este ranking é elaborado segundo uma consulta efectuada às expectativas e grau de satisfação dos gestores europeus, realizado entre Dezembro de 2009 e Janeiro de 2010.
À frente de Colónia, Helsínquia Lion e Estugarda, Lisboa posiciona-se, não só como uma cidade preferida pelos europeus como o destino turístico para férias como uma cidade referência para negócios.
Certamente que as suas infra-estruturas, o seu clima, a beleza natural e arquitectónica, a oferta de serviços, hotelaria, gastronomia, cultura histórica e restauração, são apenas alguns dos predicados que fazem desta cidade uma das capitais preferidas dos europeus.
Discutimos já por diversas ocasiões entre nós a problemática das cidades e o seu papel como pólos de desenvolvimento regional e como elementos que projectam o país no exterior qual bem transaccionável. Lisboa é um dos melhores activos do país e a prova de que uma aposta estratégica nacional na projecção das nossas cidades é um instrumento valioso de afirmação de Portugal no Mundo.
Temos certamente que concluir que, apesar das insuficiências reconhecidas na sua promoção externa e da necessidade de encarar de forma profissional o desenvolvimento das actividades culturais e turísticas necessárias ao melhor acolhimento de todos aqueles que nos visitam, algo de positivo estará a ser feito para que lhe sejam atribuídos tais prémios. Ou então tudo isto resulta das suas características topológicas, climatéricas, arquitectónicas, gastronómicas e outras muito próprias. Tendencialmente estou mais inclinado a acreditar na primeira hipótese.
Ainda assim, Portugal não se confina a Lisboa, por isso se torna indispensável investir numa estratégia turística de promoção das cidades. Deste modo é bom não esquecer que temos por cá outras pérolas entre as quais, citando apenas algumas, podemos destacar Braga, Évora, Coimbra ou Guimarães. Cada uma com os seus atractivos, cada uma com as suas funções.
Desta vez e mais uma vez, Lisboa deixa-nos bem, e deixa-nos bem alto.
quinta-feira, maio 06, 2010
Quem se segue ?
Hoje as noticias sobre a greve geral na Grécia e as trágicas consequências de uma multidão exaltada e em fúria? 3 mortos ? Quem se segue ? Penso que de momento um facto está bem patente, está cada vez mais difícil arranjar créditos para financiar as colossais dividas contraídas pelos governos ocidentais.Os problemas na Grécia são apenas um indicio para um agravar de uma situação já existente,a de, como reduzir o gigantesco défice nos orçamentos estatais e privados ? Um motivo desta problemática, a partir de 2011 parece estar eminente um refinanciamento de divida global num montante inimaginável ( os zeros quase não cabem numa linha) de dinheiro em grande parte devido á escassez de liquidez a nível mundial,e, um dos países que pode bem estar perante uma crise “ existencial é; o Reino Unido. Senão vejamos:
Se amanhã, e na sequência dos resultados eleitorais assistirmos a um empate técnico, e se chegar a lume , num cenário pós eleitoral , o “real” estado das contas públicas inglesas, a”verdadeira situação “ do já tão desolado sector bancário e do estado da “real” economia, e, se, o governo que for eleito tiver que confessar que a situação do país é , muito pior do que aquela que originalmente seria de supor,( aquela difundida antes das eleições)que acontecerá ?
A propósito, se quisermos “apostar” em qual o país que, próximamente venha a estar numa situação de incumprimento das suas obrigações financeiras, basta seguir uma pista lançada pela Goldman Sachs. E que prevê, que a partir do verão começará uma nova”batalha” pela Inglaterra., com a qual se tentará evitar um “desmoronamento” em torno da libra esterlina e das finanças estatais britanicas. E, uma coisa parece certa, a libra não irá passar incómule esta situação de divida extrema, e que poderá originar por parte do novo governo eleito, o encetar da implementação de um programa de austeridade de dimensões nunca antes vistas. Será que o FMI e a UE irão intervir em favor do Reino Unido ? Se sim , de que forma? Com que montantes ?
Seguramento que os ingleses possuem um argumento que não está á disposição do governo grego, ....a desvalorização da sua divisa, mas , perante o cenário actual, será que é uma medida suficiente ?
Não sou por natureza pessimista nem , muito pelo contrário, um cavaleiro da “Apocalypse”, mas , há alguns anos que venho defendendo a ideia de que “temos que mudar de vida” e mais do que a letra de uma canção, me parece que esta crise nos deixa uma grande oportunidade de mudança de mentalidades, mas, acima de tudo, de atitudes perante as nossas finanças particulares ( numa ambiente micro) as nossas finanças estatais( num ambiente macro ), e sobretudo que nos seja possível ter estas trocas de ideias num ambiente de serenidade social , longe das imagens “radicalizadas”assistidas hoje na Grécia.
Boas reflexões,
quarta-feira, maio 05, 2010
Frente-a-Frente vs Lado-a-Lado
Coincidiu este período com o “zapping” que pude fazer entre alguns canais como a Sic Notícias, a TVI 24 e a RTPN, entre outros que, confesso, não fazia a ideia que eram tantos e a dedicar tanto tempo aos chamados frente-a-frente em que se confrontam ideias diferentes.
O confronto de ideias diferentes é algo de bastante positivo se o ponto de chegada for relevante mas parece estar aqui um grande problema.
Esta posição pode ser encarada como cobardia e medo do combate, embora eu sempre a tenha privilegiado por pensar primeiro no interesse comum. E qual é actualmente o nosso interesse comum?
Haverá de facto um interesse comum, ou teremos apenas em comum o facto de cada um defender o seu interesse ?
terça-feira, maio 04, 2010
Uma Europa mais unida

Como é comum nesta vida, encontrámos diversas posições relativas a esta ajuda: uns a favor, outros contra, uns crentes e optimistas outros descrentes e críticos. A verdade é que, com este acto, a Europa surge mais unida como talvez nunca tenha surgido. Surge mais solidária, forte e demonstrativa do que pode ser o verdadeiro poder e importância de uma verdadeira Europa Unida. Pessoalmente tive sempre poucas dúvidas sobre a concretização desta ajuda pois sempre acreditei que ela seria realizada. Como não seria? Qual seria então o papel da UE?
Sou crente no Euro e com a plena convicção de que o país estaria nas “ruas da amargura” se não nos tivéssemos aliado à Europa e ao Euro. Aliámo-nos no tempo certo e no momento certo à modernidade, à segurança, ao prestígio, ao conhecimento e desenvolvimento mas também à responsabilização, à competitividade, à concorrência e aos desafios do futuro. Mas só assim será possível evoluir.
Mais do que nunca este é o tempo da Europa, ela própria, demonstrar união e força indispensáveis para o confronto com os vários blocos económicos concorrentes – O Mercosul, o Bloco Asiático, ACP, os EUA. É neste “campo de batalha” que a Europa se confronta com os seus adversários comerciais. E Portugal, se integrado na Europa, faz parte do conjunto de soldados que participa nesta batalha. Fora dela, seria um exército já vencido do qual ninguém se lembraria e que não contava para nada.
Nãos nos esqueçamos que os EUA sempre olharam com desdém e cepticismo para a Europa Unida e para o Euro. As posições que muitos defendem tendem a enfraquecer e a desacreditar a nossa moeda. Com o que agora assistimos, a Europa acaba por dar uma lição aos seus detractores e reforçar, acredito, o seu papel e posição/força política no Mundo.
Continuo a ser daqueles que acredita que a Europa é aquele Continente onde todos, mas todos os povos gostariam de viver (ok exceptuando os indígenas americanos e os cowboys do Texas) pois Europa é sinónimo de evolução, modernidade, qualidade de vida e desenvolvimento (sim também desemprego dirão alguns – mas onde não há desemprego?).
A força demonstrada pela Alemanha, a França, o Reino Unido, o Luxemburgo, Portugal ou a Eslováquia, para citar alguns exemplos, demonstraram a união indispensável. Pese embora todas as polémicas, os debates e as críticas. Estas também indispensáveis para tornar o processo totalmente transparente. A comissão do Presidente português Durão Barroso (justiça lhe seja feita) trabalhou muito para esta união e para esta solução. O BCE ajudou e deu um empurrão por detrás.
Agora há que exigir austeridade é certo, realismo, controlo e critério nos gastos. A Europa falhou também porque falhou nos processos de controlo. Mas está a tempo de corrigir o tiro, em especial depois de levar tanta pancada das Agências de Rating, com muito poder americano lá encaixado.
Acredito que este seja apenas um primeiro (grande) passo para a construção de uma Europa mais unida e solidária. Por isso Viva a Europa.
sexta-feira, abril 30, 2010
A Estratégia de um país que é o nosso

Em face disto o país responde através do que já se designa por bloco central de onde são emanadas algumas decisões de endurecimento e aceleração das medidas preconizadas no PEC. E em resultado dessa discussão e encontro estratégico, sabemos que a primeira medida, a mais importante e leonina e determinante como primeiro passo para o contributo para o equilíbrio orçamental e contributiva para o tão necessário crescimento económico é….o corte das prestações sociais e no subsídio de desemprego!
Isto é começar bem, porque começamos por baixo, pelos que mais precisam, pelos mais desfavorecidos, por aqueles que nem a dignidade do emprego possuem. Ou ainda cortar no Rendimento Social de Inserção, única forma de subsistência para muitos. Durante dois dias não se falou noutra coisa em todos os jornais e telejornais que não fosse o corte das prestações sociais ao nível da limitação do tecto de atribuição do subsídio de desemprego. São estas as medidas essenciais para o crescimento económico, o verdadeiro problema nacional e que encerra todos os problemas da economia nacional.
Como se faltassem ideias ou o discernimento para, com coragem, se estabelecerem verdadeiras medidas drásticas de combate ao deficit e contributivas para o crescimento económico nacional por via das empresas e do tecido produtivo. Como cortar em 10% nos salários de todos os políticos e deputados, como aumentar o IRC transitoriamente por 2 ou 3 anos aos Bancos e grandes empresas com resultados acima de determinada fasquia, como congelar os salários da função pública por 1 ou 2 anos, como cortar no crescimento das dotações para as regiões autónomas e para as autarquias, como congelar as despesas públicas com auto-estradas, adiar o novo Aeroporto e o investimento no TGV por mais 2 ou 3 anos, canalizando essas poupanças para as empresas e ajudá-las a desenvolver soluções de exportação, único caminho verdadeiramente realista para o crescimento da nação.
Estas sim, juntamente com um programa nacional de educação à poupança das famílias, seriam medidas draconianas e que certamente fariam toda a diferença no contexto nacional e naquilo que pretendemos alcançar e demonstrar: que Portugal é capaz, tem coragem política e gente à altura para os desafios do futuro.
terça-feira, abril 06, 2010
Lisboa menina e moça


À frente de cidades como Praga, Londres, Barcelona, Amesterdão ou Berlim, a nossa Lisboa traja, menina e moça, vestida de azul do céu, brilhante de sol, com tamancos de prata como as águas do Tejo. Vitoriosa.
E entre as suas virtudes, os europeus apontam o seu povo hospitaleiro e simpático, o clima e o sol extraordinários, a sua luz, as marcas da história e da cultura portuguesas, e, como não podia deixar de ser, a sua (nossa) magnífica gastronomia.
Afinal, a sardinha, o tomate, o carapau, o vinho tinto, a ginjinha ou o torresmo, para já não falar do cozido à portuguesa ou dos pastéis de Belém, tudo isto é apreciado pelos que nos visitam. O que muitos de entre nós consideram brejeiro e popularucho é afinal um trunfo para os de fora.
São imensos os que apreciam a beleza arquitectónica da Estação de Santa Apolónia, os pipis das tasquinhas da baixa lisboeta, o Castelo de São Jorge, a Brasileira ou um passeio do Chiado ao Bairro Alto, os pasteis de bacalhau com um copo de vinho branco, como traços e testemunhos de uma cultura inigualável.
Nenhuma outra tem um Sporting e um Benfica com tal história desportiva e rivalesca, um Tejo e sete colinas. Nenhuma outra pisca o olho aos Jerónimos ou à Torre de Belém. Nenhuma outra assiste aos concertos no Pavilhão Multiusos, bebe umas bejecas no Pinóquio ou passeia pelos jardins Garcia de Horta. Nenhuma contempla à beira rio aquela outra banda.
Eu acrescentaria que de Belém ao Parque das Nações, com um desvio pelo coração da cidade, muitas vezes calma e soalheira, muitas vezes caótica e moderna mas sempre acolhedora, encontramos todos os ingredientes que tornam esta cidade, que é a nossa, na melhor capital do Mundo.
domingo, março 21, 2010
O nosso contributo para a Estratégia da UE 2020 - 2ª Parte

O segundo vector que pretendemos relevar é o da vertente geográfica. Em nosso entender a estratégia da UE 2020 terá que ser virada para fora do espaço europeu uma vez que a Europa também só crescerá se conseguir voltar-se ela própria para o exterior desse espaço europeu e não ficar fechada sobre si mesma, já que numa era de perda de competitividade europeia face ao crescimento asiático e às potências emergentes na cena internacional, a Europa terá que aprofundar as suas relações externas com: EUA, América Latina (Brasil), Japão, China, Índia e Continente Africano (onde os PALOP têm um papel fundamental no caso português).
No caso português e do ponto de vista geográfico, o país encontra-se “ às portas da Europa”. Sendo um país plenamente integrado geograficamente no espaço económico, político e social europeu e membro de pleno direito da União Europeia, encontra-se contudo em posição geográfica periférica relativamente ao centro de UE a 27. Por outro lado posiciona-se no centro do triângulo ocupado nos seus vértices pelo Brasil (e América Latina), pela Europa Ocidental e pela África Lusófona (Países Africanos de Expressão Portuguesa ou PALOP´s).
Este posicionamento geo-estratégico pode ser marcante para o futuro do país no contexto internacional. O eixo Brasil – União Europeia – África Lusófona é determinante para Portugal no quadro das suas relações internacionais nas suas vertentes económica, social, cultural, política e empresarial. Neste contexto, o futuro, o desenvolvimento e o bem-estar dos portugueses dependerá, e muito, da evolução que vier a ocorrer nas relações com os países deste eixo.
No caso específico dos países ibero-americanos é também assinalável o potencial existente ao nível das relações económicas entre Portugal e estes países, desde a cooperação económica ao comércio internacional, onde o crescimento de negócios com vantagens mútuas do ponto de vista económico entre todos os países participantes é de destacar. A posição geo-estratégica de Portugal como porta de entrada numa Europa ainda à procura do seu próprio espaço, único, coerente, integrado e de uma só voz (que tem sido difícil de alcançar) poderá ser essencial para virmos a desempenhar um papel fundamental na relação com estes países. Portugal não soube aproveitar ainda as oportunidades que uma forte cooperação comercial e económica com estes países lhe pode proporcionar nem a riqueza de uma língua que, sendo diferente, pode ser no entanto considerada como uma língua irmã.
Posto isto, Portugal como ex-potência europeia poderá dar um grande contributo no campo de uma mais forte presença externa da Europa no Mundo, dado que possui uma larga experiência de relacionamento internacional contribuindo positivamente para essa Europa aberta ao Mundo. Ao nos prepararmos internamente ao nível da melhoria da qualificação dos nossos recursos humanos e da competitividade tecnológica das nossas empresas, Portugal estará a dar um sinal positivo em como desenvolve (ou contribui para) uma estratégia europeia quer de mobilidade de recursos humanos capazes de competir no mercado laboral global quer criando empresas não apenas de dimensão portuguesa mas sim europeia habilitadas para participar em processos de internacionalização e conquistar novos mercados fora da Europa.
O nosso contributo para a Estratégia UE 2020 -1ª Parte

A) Educação e Conhecimento
É sabido que Portugal iniciou, a partir de 1997, um processo de afastamento do seu nível de produtividade face à média da União Europeia e aos países que connosco concorrem mais directamente (Espanha, Grécia e Irlanda). Poderemos também afirmar sem grande contestação que a produtividade e, consequentemente, o crescimento económico, dependem de factores de natureza endógena e exógena.
Entre os primeiros, encontram-se, entre outros, a utilização eficiente de novas tecnologias, o ritmo de inovação, investigação e desenvolvimento ou a qualidade do capital humano (derivada da escolaridade, formação, preparação e motivação dos recursos humanos).
Já quanto aos factores de natureza exógena, o que nos condiciona é o ritmo de crescimento do mercado Europeu ou dos mercados internacionais com os quais o nosso país desenvolve de forma mais intensa as suas relações comerciais ou o tipo de políticas mais ou menos expansionistas desses países, pois disso depende a maior ou menor abertura à importação dos nossos bens e serviços.
Independentemente dos aspectos acima revelados, há um que consideramos no momento fortemente influenciador da produtividade e competitividade do país, do qual dependente parte da resolução dos problemas de emprego nacionais: as competências das pessoas derivadas do sistema de ensino e escolaridade em Portugal.
Temos em Portugal um ensino ainda pouco inovador, na preparação dos alunos para uma carreira profissional de grande exigência competitiva, não apenas interna mas internacional. Privilegia-se antes uma formação quase exclusivamente teórica e académica em detrimento de uma sólida formação ao nível quer de competências individuais quer técnico-profissionais. Por isso, Portugal revela ainda carências significativas ao nível da formação média, de cariz mais profissional e experiêncial, em complemento ao ensino universitário actual. Por outro lado o país apresenta um nível de escolaridade demasiado baixo e pouco competitivo, onde as empresas não assumiram ainda a responsabilidade de desenvolver programas de formação, actualização e reciclagem de conhecimentos, numa base contínua, exigidos pelas novas condicionantes dos mercados, não cumprindo muitas vezes a própria lei.
Estas causas levam à consequência de um nível de desemprego alto e em muitos casos com hipóteses irrecuperáveis de emprego em virtude de muitas das pessoas que estão fora do mercado de trabalho não reunirem nenhum tipo de conhecimentos e competências que lhes permita ser reintegrados no mercado de trabalho (designadamente no seio das novas empresas que estão a surgir, muitas delas de base tecnológica). Leva ainda a fenómenos de maior lentidão na reintegração no mercado de trabalho ou de desmotivação para tal esforço.
O crescimento económico deriva cada vez mais da inovação tecnológica e do conhecimento, logo, a educação/formação tendem a afirmar-se cada vez mais como prioridades na política de qualquer governo. Uma população com altos níveis educacionais é fundamental para gerar a investigação científica que se traduzirá em inovação tecnológica, crescimento e desenvolvimento. Assim a educação será sempre um elemento chave para o desenvolvimento e competitividade.
Um nível elevado de educação representa, acreditamos, um contributo essencial para uma maior produtividade. A educação tem um papel determinante no aumento da competitividade das empresas e, consequentemente, do país. Esta maior competitividade induz a um maior crescimento económico, contributo essencial para uma melhoria em termos sociais e consequentemente um maior desenvolvimento do país. Este deve ser o caminho a seguir por Portugal.
Assim resumidamente seria desejável implementar, entre muitas outras, as seguintes medidas:
A1 – Definindo a Educação como um elemento chave para o
desenvolvimento
- Desenvolver um esforço nacional para que todos as crianças em idade escolar e/ou a frequentar a escola terminem a escolaridade obrigatória com o apoio social do estado em todos os casos em que as famílias tal não consigam suportar.
- Criar incentivos financeiros (de natureza fiscal – IRC, outros impostos) às empresas de modo a que façam um esforço para levar de novo os seus colaboradores à escola ou universidades, ou desenvolvendo ainda politicas de formação profissional contínuas.
A2 - Garantir o primado da excelência (educar integrando e premiando o mérito)
- Elevação da percepção sobre a qualidade do sistema de ensino através do estabelecimento de programas de formação e treino dos professores nas diversas áreas da sua especialidade como primeiro passo. Divulgação aos pais dos esforços desenvolvidos pelas escolas para um melhoramento da qualidade de ensino e do corpo docente.
- Desenvolvimento de acções de reintegração de jovens em idade escolar que já estão fora do ensino através de campanhas de sensibilização junto das empresas (onde estes trabalham) atribuindo alguns benefícios às empresas que contribuam para essa reintegração na escola ou que, em compensação, procedam ao desenvolvimento de programas de formação profissional específicos para esses jovens.
A3 - Optimizar a utilização dos recursos públicos
- Redireccionar o esforço da despesa pública em educação afectando mais recursos a áreas mais práticas e com melhor e mais imediato retorno do investimento em termos de qualidade, como sejam as áreas científicas e tecnologias de informação em vez de continuar a investir em cursos teóricos sem qualquer procura no mercado nacional. Aqui referimo-nos às áreas de engenharia, matemática, ciências médicas e biomédicas, ciências da computação, tecnologias de comunicação e informática por exemplo.
- Efectuar um maior investimento na melhoria das técnicas pedagógicas e garantir assim que os conteúdos curriculares e objectivos são cumpridos, desenvolvendo ao mesmo tempo o interesse e a participação dos alunos, com melhor aproveitamento das suas capacidades e competências. Isto em vez de se despender dinheiro com novos e mais extensos programas curriculares que mudam todos os anos.
A4 - Ajustamento do ensino às necessidades efectivas do país
- Uma maior interligação com o mercado de trabalho através da intensificação de estágios curriculares nas empresas como projecto de final de curso o qual deverá contar para a avaliação.
- A valorização do ensino técnico profissional e politécnico de cariz prático e experiêncial, tendo como finalidade conduzir os alunos ao princípio fundamental do “ saber fazer”.
sábado, março 06, 2010
E a falar a gente entende-se ?

Já nem falo na questão do suposto diálogo, em que dizemos, “ Conversei x horas com determinada pessoa” e na realidade, não houve diálogo nenhum, mas um monólogo em que uma das partes diz tudo o que lhe interessa e não ouve nada do que a outra parte tem para dizer.