Fórum de Reflexão Económica e Social
domingo, agosto 22, 2010
FRES - " SE NÃO INTERVIERMOS E DESISTIRMOS, FALHÁMOS"
quinta-feira, julho 29, 2010
D.Afonso Henriques - 1º. Rei de Portugal
quarta-feira, julho 07, 2010
Princípios basilares para um comportamento profissional

Agora que tem estado na ordem do dia a problemática das competências da gestão de grandes empresas, organizações estratégicas, centros de decisão nacionais, presença ou domínio de capitais estrangeiros nas nossas empresas, aqui fica uma pequena reflexão sobre o que são alguns dos princípios basilares de um comportamento profissional.
O repto está lançado, outros princípios haverão. Cada um terá os seus, alguns se cruzarão outros não. Mais algumas reflexões se seguirão.
Organização
É indispensável uma boa capacidade para estabelecer métodos adequados de organização do trabalho extensíveis quer à vida pessoal quer a outras actividades sociais, de cidadania ou outras em que o indivíduo se envolve, priorizando as tarefas a desempenhar.
Rigor
Deve prevalecer a preocupação com os detalhes e com a qualidade quer da informação recebida quer prestada. Deve procurar-se dar cumprimento aos critérios de qualidade definidos pela organização ou por si próprio de acordo com os próprios valores, em todas as suas vertentes, sejam técnicas, de direcção, de orientação ou de relacionamento humano. Deve exigir-se exactidão no que é produzido e no que é solicitado.
Atitude
A atitude muda tudo. Faz tornar possível o que nos parece muitas vezes inalcançável. Permite realizar tudo aquilo a que nos propomos, com maior ou menor dificuldade. Sem atitude e vontade não se criam obras, não se estabelecem metas e não se conquistam objectivos.
Confiança
É determinante uma consistência de pensamento e firmeza na acção. De modo a demonstrar competência e criar laços de confiança entre as pessoas e as organizações. Um discurso firme, sólido, sério e sustentado, suportado no domínio das matérias, cria confiança nos interlocutores com benefícios futuros nas relações e nos negócios.
quinta-feira, junho 17, 2010
Quem é o outro finalista ?

Bom, na realidade não estamos ainda a promover um equilíbrio orçamental, mas a minorar um desequilíbrio, cuja principal ameaça é precisamente o de ter ( ou poder vir a ter ) um cariz duradouro.
Tem-se debatido muito sobre a justeza das medidas adoptadas pelo Governo e de facto, na extrema diferença de opiniões pode estar muita da explicação porque é tão difícil entendermo-nos.
Se consideramos que o Plano de Estabilidade, traduzido em Pactos de Estabilidade e Crescimento nas suas diversas versões e nos Orçamentos de Estado que vão vigorar nos próximos anos, se considerarmos, dizia eu, que estes Documentos guia das nossas vidas nos próximos anos, reflectem um grande esforço de redução do défice (procurando que ele volte a ser em 2013 inferior aos 3%), ficaremos com a sensação de que o nosso esforço de contenção da despesa é importante mas, no longo prazo, não será suficiente.
A solução estará no lado da receita, ou seja, na criação de riqueza nacional devendo os esforços concentrar-se na oferta de bens e serviços competitivos.
O Presidente da República voltou a referir a importância de Portugal ter presente nos 4 cantos do mundo, Portugueses que estão a partir agora ou que já são filhos das gerações anteriores que partiram há muitas dezenas de anos.
É mais uma achega importante, pois a luta que hoje se trava a nível mundial, trava-se País a País, mercado a mercado, e muitas vezes o descurarmos de um mercado que pode não parecer significativo, pode revelar-se num erro a longo prazo.
Estejamos pois atentos e participativos ( de forma mais exposta ou mais discreta ).
Há muitas formas de apoiarmos o nosso País e o esforço que vamos continuar a fazer nos próximos anos, vai ser decisivo para nos re-orientar para um caminho saudável em termos financeiros, logo saudável em termos económicos e sociais.
Como infelizmente esta continuará a ser uma luta duradoura, vou agora divagar para temas não importantes:
Desde os miúdos na minha rua, aos adultos na zona do trabalho, aos espectadores nos Estádios onde se Joga o Mundial de Futebol, parece que todos se uniram para nos tramar. As vuvuzelas, usadas como estão a ser, sem o mínimo de respeito pelos aparelhos auditivos dos outros, é de facto algo terrível. Tentando analisar a questão pelo lado positivo, resolvi aproveitar o lado fonético e adoptar em vez de Vuvuzela, Vou a Vouzela.
Porque não descobrir mais uma pequena localidade mas sem dúvida com motivos de interesse para visitar? Fim à Vuvuzela, Viva o Vou a Vouzela. http://www.cm-vouzela.pt/portal/page?_pageid=764,1&_dad=portal&_schema=PORTAL
2º Quem é o outro finalista ?
Ao fim de uma semana de competição a dúvida mantém-se: Com quem irá Portugal disputar a Grande Final do Mundial ?
FORÇA PORTUGAL.
sexta-feira, maio 14, 2010
Lisboa a Premiada

Este ranking é elaborado segundo uma consulta efectuada às expectativas e grau de satisfação dos gestores europeus, realizado entre Dezembro de 2009 e Janeiro de 2010.
À frente de Colónia, Helsínquia Lion e Estugarda, Lisboa posiciona-se, não só como uma cidade preferida pelos europeus como o destino turístico para férias como uma cidade referência para negócios.
Certamente que as suas infra-estruturas, o seu clima, a beleza natural e arquitectónica, a oferta de serviços, hotelaria, gastronomia, cultura histórica e restauração, são apenas alguns dos predicados que fazem desta cidade uma das capitais preferidas dos europeus.
Discutimos já por diversas ocasiões entre nós a problemática das cidades e o seu papel como pólos de desenvolvimento regional e como elementos que projectam o país no exterior qual bem transaccionável. Lisboa é um dos melhores activos do país e a prova de que uma aposta estratégica nacional na projecção das nossas cidades é um instrumento valioso de afirmação de Portugal no Mundo.
Temos certamente que concluir que, apesar das insuficiências reconhecidas na sua promoção externa e da necessidade de encarar de forma profissional o desenvolvimento das actividades culturais e turísticas necessárias ao melhor acolhimento de todos aqueles que nos visitam, algo de positivo estará a ser feito para que lhe sejam atribuídos tais prémios. Ou então tudo isto resulta das suas características topológicas, climatéricas, arquitectónicas, gastronómicas e outras muito próprias. Tendencialmente estou mais inclinado a acreditar na primeira hipótese.
Ainda assim, Portugal não se confina a Lisboa, por isso se torna indispensável investir numa estratégia turística de promoção das cidades. Deste modo é bom não esquecer que temos por cá outras pérolas entre as quais, citando apenas algumas, podemos destacar Braga, Évora, Coimbra ou Guimarães. Cada uma com os seus atractivos, cada uma com as suas funções.
Desta vez e mais uma vez, Lisboa deixa-nos bem, e deixa-nos bem alto.
quinta-feira, maio 06, 2010
Quem se segue ?
Hoje as noticias sobre a greve geral na Grécia e as trágicas consequências de uma multidão exaltada e em fúria? 3 mortos ? Quem se segue ? Penso que de momento um facto está bem patente, está cada vez mais difícil arranjar créditos para financiar as colossais dividas contraídas pelos governos ocidentais.Os problemas na Grécia são apenas um indicio para um agravar de uma situação já existente,a de, como reduzir o gigantesco défice nos orçamentos estatais e privados ? Um motivo desta problemática, a partir de 2011 parece estar eminente um refinanciamento de divida global num montante inimaginável ( os zeros quase não cabem numa linha) de dinheiro em grande parte devido á escassez de liquidez a nível mundial,e, um dos países que pode bem estar perante uma crise “ existencial é; o Reino Unido. Senão vejamos:
Se amanhã, e na sequência dos resultados eleitorais assistirmos a um empate técnico, e se chegar a lume , num cenário pós eleitoral , o “real” estado das contas públicas inglesas, a”verdadeira situação “ do já tão desolado sector bancário e do estado da “real” economia, e, se, o governo que for eleito tiver que confessar que a situação do país é , muito pior do que aquela que originalmente seria de supor,( aquela difundida antes das eleições)que acontecerá ?
A propósito, se quisermos “apostar” em qual o país que, próximamente venha a estar numa situação de incumprimento das suas obrigações financeiras, basta seguir uma pista lançada pela Goldman Sachs. E que prevê, que a partir do verão começará uma nova”batalha” pela Inglaterra., com a qual se tentará evitar um “desmoronamento” em torno da libra esterlina e das finanças estatais britanicas. E, uma coisa parece certa, a libra não irá passar incómule esta situação de divida extrema, e que poderá originar por parte do novo governo eleito, o encetar da implementação de um programa de austeridade de dimensões nunca antes vistas. Será que o FMI e a UE irão intervir em favor do Reino Unido ? Se sim , de que forma? Com que montantes ?
Seguramento que os ingleses possuem um argumento que não está á disposição do governo grego, ....a desvalorização da sua divisa, mas , perante o cenário actual, será que é uma medida suficiente ?
Não sou por natureza pessimista nem , muito pelo contrário, um cavaleiro da “Apocalypse”, mas , há alguns anos que venho defendendo a ideia de que “temos que mudar de vida” e mais do que a letra de uma canção, me parece que esta crise nos deixa uma grande oportunidade de mudança de mentalidades, mas, acima de tudo, de atitudes perante as nossas finanças particulares ( numa ambiente micro) as nossas finanças estatais( num ambiente macro ), e sobretudo que nos seja possível ter estas trocas de ideias num ambiente de serenidade social , longe das imagens “radicalizadas”assistidas hoje na Grécia.
Boas reflexões,
quarta-feira, maio 05, 2010
Frente-a-Frente vs Lado-a-Lado
Coincidiu este período com o “zapping” que pude fazer entre alguns canais como a Sic Notícias, a TVI 24 e a RTPN, entre outros que, confesso, não fazia a ideia que eram tantos e a dedicar tanto tempo aos chamados frente-a-frente em que se confrontam ideias diferentes.
O confronto de ideias diferentes é algo de bastante positivo se o ponto de chegada for relevante mas parece estar aqui um grande problema.
Esta posição pode ser encarada como cobardia e medo do combate, embora eu sempre a tenha privilegiado por pensar primeiro no interesse comum. E qual é actualmente o nosso interesse comum?
Haverá de facto um interesse comum, ou teremos apenas em comum o facto de cada um defender o seu interesse ?
terça-feira, maio 04, 2010
Uma Europa mais unida

Como é comum nesta vida, encontrámos diversas posições relativas a esta ajuda: uns a favor, outros contra, uns crentes e optimistas outros descrentes e críticos. A verdade é que, com este acto, a Europa surge mais unida como talvez nunca tenha surgido. Surge mais solidária, forte e demonstrativa do que pode ser o verdadeiro poder e importância de uma verdadeira Europa Unida. Pessoalmente tive sempre poucas dúvidas sobre a concretização desta ajuda pois sempre acreditei que ela seria realizada. Como não seria? Qual seria então o papel da UE?
Sou crente no Euro e com a plena convicção de que o país estaria nas “ruas da amargura” se não nos tivéssemos aliado à Europa e ao Euro. Aliámo-nos no tempo certo e no momento certo à modernidade, à segurança, ao prestígio, ao conhecimento e desenvolvimento mas também à responsabilização, à competitividade, à concorrência e aos desafios do futuro. Mas só assim será possível evoluir.
Mais do que nunca este é o tempo da Europa, ela própria, demonstrar união e força indispensáveis para o confronto com os vários blocos económicos concorrentes – O Mercosul, o Bloco Asiático, ACP, os EUA. É neste “campo de batalha” que a Europa se confronta com os seus adversários comerciais. E Portugal, se integrado na Europa, faz parte do conjunto de soldados que participa nesta batalha. Fora dela, seria um exército já vencido do qual ninguém se lembraria e que não contava para nada.
Nãos nos esqueçamos que os EUA sempre olharam com desdém e cepticismo para a Europa Unida e para o Euro. As posições que muitos defendem tendem a enfraquecer e a desacreditar a nossa moeda. Com o que agora assistimos, a Europa acaba por dar uma lição aos seus detractores e reforçar, acredito, o seu papel e posição/força política no Mundo.
Continuo a ser daqueles que acredita que a Europa é aquele Continente onde todos, mas todos os povos gostariam de viver (ok exceptuando os indígenas americanos e os cowboys do Texas) pois Europa é sinónimo de evolução, modernidade, qualidade de vida e desenvolvimento (sim também desemprego dirão alguns – mas onde não há desemprego?).
A força demonstrada pela Alemanha, a França, o Reino Unido, o Luxemburgo, Portugal ou a Eslováquia, para citar alguns exemplos, demonstraram a união indispensável. Pese embora todas as polémicas, os debates e as críticas. Estas também indispensáveis para tornar o processo totalmente transparente. A comissão do Presidente português Durão Barroso (justiça lhe seja feita) trabalhou muito para esta união e para esta solução. O BCE ajudou e deu um empurrão por detrás.
Agora há que exigir austeridade é certo, realismo, controlo e critério nos gastos. A Europa falhou também porque falhou nos processos de controlo. Mas está a tempo de corrigir o tiro, em especial depois de levar tanta pancada das Agências de Rating, com muito poder americano lá encaixado.
Acredito que este seja apenas um primeiro (grande) passo para a construção de uma Europa mais unida e solidária. Por isso Viva a Europa.
sexta-feira, abril 30, 2010
A Estratégia de um país que é o nosso

Em face disto o país responde através do que já se designa por bloco central de onde são emanadas algumas decisões de endurecimento e aceleração das medidas preconizadas no PEC. E em resultado dessa discussão e encontro estratégico, sabemos que a primeira medida, a mais importante e leonina e determinante como primeiro passo para o contributo para o equilíbrio orçamental e contributiva para o tão necessário crescimento económico é….o corte das prestações sociais e no subsídio de desemprego!
Isto é começar bem, porque começamos por baixo, pelos que mais precisam, pelos mais desfavorecidos, por aqueles que nem a dignidade do emprego possuem. Ou ainda cortar no Rendimento Social de Inserção, única forma de subsistência para muitos. Durante dois dias não se falou noutra coisa em todos os jornais e telejornais que não fosse o corte das prestações sociais ao nível da limitação do tecto de atribuição do subsídio de desemprego. São estas as medidas essenciais para o crescimento económico, o verdadeiro problema nacional e que encerra todos os problemas da economia nacional.
Como se faltassem ideias ou o discernimento para, com coragem, se estabelecerem verdadeiras medidas drásticas de combate ao deficit e contributivas para o crescimento económico nacional por via das empresas e do tecido produtivo. Como cortar em 10% nos salários de todos os políticos e deputados, como aumentar o IRC transitoriamente por 2 ou 3 anos aos Bancos e grandes empresas com resultados acima de determinada fasquia, como congelar os salários da função pública por 1 ou 2 anos, como cortar no crescimento das dotações para as regiões autónomas e para as autarquias, como congelar as despesas públicas com auto-estradas, adiar o novo Aeroporto e o investimento no TGV por mais 2 ou 3 anos, canalizando essas poupanças para as empresas e ajudá-las a desenvolver soluções de exportação, único caminho verdadeiramente realista para o crescimento da nação.
Estas sim, juntamente com um programa nacional de educação à poupança das famílias, seriam medidas draconianas e que certamente fariam toda a diferença no contexto nacional e naquilo que pretendemos alcançar e demonstrar: que Portugal é capaz, tem coragem política e gente à altura para os desafios do futuro.
terça-feira, abril 06, 2010
Lisboa menina e moça


À frente de cidades como Praga, Londres, Barcelona, Amesterdão ou Berlim, a nossa Lisboa traja, menina e moça, vestida de azul do céu, brilhante de sol, com tamancos de prata como as águas do Tejo. Vitoriosa.
E entre as suas virtudes, os europeus apontam o seu povo hospitaleiro e simpático, o clima e o sol extraordinários, a sua luz, as marcas da história e da cultura portuguesas, e, como não podia deixar de ser, a sua (nossa) magnífica gastronomia.
Afinal, a sardinha, o tomate, o carapau, o vinho tinto, a ginjinha ou o torresmo, para já não falar do cozido à portuguesa ou dos pastéis de Belém, tudo isto é apreciado pelos que nos visitam. O que muitos de entre nós consideram brejeiro e popularucho é afinal um trunfo para os de fora.
São imensos os que apreciam a beleza arquitectónica da Estação de Santa Apolónia, os pipis das tasquinhas da baixa lisboeta, o Castelo de São Jorge, a Brasileira ou um passeio do Chiado ao Bairro Alto, os pasteis de bacalhau com um copo de vinho branco, como traços e testemunhos de uma cultura inigualável.
Nenhuma outra tem um Sporting e um Benfica com tal história desportiva e rivalesca, um Tejo e sete colinas. Nenhuma outra pisca o olho aos Jerónimos ou à Torre de Belém. Nenhuma outra assiste aos concertos no Pavilhão Multiusos, bebe umas bejecas no Pinóquio ou passeia pelos jardins Garcia de Horta. Nenhuma contempla à beira rio aquela outra banda.
Eu acrescentaria que de Belém ao Parque das Nações, com um desvio pelo coração da cidade, muitas vezes calma e soalheira, muitas vezes caótica e moderna mas sempre acolhedora, encontramos todos os ingredientes que tornam esta cidade, que é a nossa, na melhor capital do Mundo.
domingo, março 21, 2010
O nosso contributo para a Estratégia da UE 2020 - 2ª Parte

O segundo vector que pretendemos relevar é o da vertente geográfica. Em nosso entender a estratégia da UE 2020 terá que ser virada para fora do espaço europeu uma vez que a Europa também só crescerá se conseguir voltar-se ela própria para o exterior desse espaço europeu e não ficar fechada sobre si mesma, já que numa era de perda de competitividade europeia face ao crescimento asiático e às potências emergentes na cena internacional, a Europa terá que aprofundar as suas relações externas com: EUA, América Latina (Brasil), Japão, China, Índia e Continente Africano (onde os PALOP têm um papel fundamental no caso português).
No caso português e do ponto de vista geográfico, o país encontra-se “ às portas da Europa”. Sendo um país plenamente integrado geograficamente no espaço económico, político e social europeu e membro de pleno direito da União Europeia, encontra-se contudo em posição geográfica periférica relativamente ao centro de UE a 27. Por outro lado posiciona-se no centro do triângulo ocupado nos seus vértices pelo Brasil (e América Latina), pela Europa Ocidental e pela África Lusófona (Países Africanos de Expressão Portuguesa ou PALOP´s).
Este posicionamento geo-estratégico pode ser marcante para o futuro do país no contexto internacional. O eixo Brasil – União Europeia – África Lusófona é determinante para Portugal no quadro das suas relações internacionais nas suas vertentes económica, social, cultural, política e empresarial. Neste contexto, o futuro, o desenvolvimento e o bem-estar dos portugueses dependerá, e muito, da evolução que vier a ocorrer nas relações com os países deste eixo.
No caso específico dos países ibero-americanos é também assinalável o potencial existente ao nível das relações económicas entre Portugal e estes países, desde a cooperação económica ao comércio internacional, onde o crescimento de negócios com vantagens mútuas do ponto de vista económico entre todos os países participantes é de destacar. A posição geo-estratégica de Portugal como porta de entrada numa Europa ainda à procura do seu próprio espaço, único, coerente, integrado e de uma só voz (que tem sido difícil de alcançar) poderá ser essencial para virmos a desempenhar um papel fundamental na relação com estes países. Portugal não soube aproveitar ainda as oportunidades que uma forte cooperação comercial e económica com estes países lhe pode proporcionar nem a riqueza de uma língua que, sendo diferente, pode ser no entanto considerada como uma língua irmã.
Posto isto, Portugal como ex-potência europeia poderá dar um grande contributo no campo de uma mais forte presença externa da Europa no Mundo, dado que possui uma larga experiência de relacionamento internacional contribuindo positivamente para essa Europa aberta ao Mundo. Ao nos prepararmos internamente ao nível da melhoria da qualificação dos nossos recursos humanos e da competitividade tecnológica das nossas empresas, Portugal estará a dar um sinal positivo em como desenvolve (ou contribui para) uma estratégia europeia quer de mobilidade de recursos humanos capazes de competir no mercado laboral global quer criando empresas não apenas de dimensão portuguesa mas sim europeia habilitadas para participar em processos de internacionalização e conquistar novos mercados fora da Europa.
O nosso contributo para a Estratégia UE 2020 -1ª Parte

A) Educação e Conhecimento
É sabido que Portugal iniciou, a partir de 1997, um processo de afastamento do seu nível de produtividade face à média da União Europeia e aos países que connosco concorrem mais directamente (Espanha, Grécia e Irlanda). Poderemos também afirmar sem grande contestação que a produtividade e, consequentemente, o crescimento económico, dependem de factores de natureza endógena e exógena.
Entre os primeiros, encontram-se, entre outros, a utilização eficiente de novas tecnologias, o ritmo de inovação, investigação e desenvolvimento ou a qualidade do capital humano (derivada da escolaridade, formação, preparação e motivação dos recursos humanos).
Já quanto aos factores de natureza exógena, o que nos condiciona é o ritmo de crescimento do mercado Europeu ou dos mercados internacionais com os quais o nosso país desenvolve de forma mais intensa as suas relações comerciais ou o tipo de políticas mais ou menos expansionistas desses países, pois disso depende a maior ou menor abertura à importação dos nossos bens e serviços.
Independentemente dos aspectos acima revelados, há um que consideramos no momento fortemente influenciador da produtividade e competitividade do país, do qual dependente parte da resolução dos problemas de emprego nacionais: as competências das pessoas derivadas do sistema de ensino e escolaridade em Portugal.
Temos em Portugal um ensino ainda pouco inovador, na preparação dos alunos para uma carreira profissional de grande exigência competitiva, não apenas interna mas internacional. Privilegia-se antes uma formação quase exclusivamente teórica e académica em detrimento de uma sólida formação ao nível quer de competências individuais quer técnico-profissionais. Por isso, Portugal revela ainda carências significativas ao nível da formação média, de cariz mais profissional e experiêncial, em complemento ao ensino universitário actual. Por outro lado o país apresenta um nível de escolaridade demasiado baixo e pouco competitivo, onde as empresas não assumiram ainda a responsabilidade de desenvolver programas de formação, actualização e reciclagem de conhecimentos, numa base contínua, exigidos pelas novas condicionantes dos mercados, não cumprindo muitas vezes a própria lei.
Estas causas levam à consequência de um nível de desemprego alto e em muitos casos com hipóteses irrecuperáveis de emprego em virtude de muitas das pessoas que estão fora do mercado de trabalho não reunirem nenhum tipo de conhecimentos e competências que lhes permita ser reintegrados no mercado de trabalho (designadamente no seio das novas empresas que estão a surgir, muitas delas de base tecnológica). Leva ainda a fenómenos de maior lentidão na reintegração no mercado de trabalho ou de desmotivação para tal esforço.
O crescimento económico deriva cada vez mais da inovação tecnológica e do conhecimento, logo, a educação/formação tendem a afirmar-se cada vez mais como prioridades na política de qualquer governo. Uma população com altos níveis educacionais é fundamental para gerar a investigação científica que se traduzirá em inovação tecnológica, crescimento e desenvolvimento. Assim a educação será sempre um elemento chave para o desenvolvimento e competitividade.
Um nível elevado de educação representa, acreditamos, um contributo essencial para uma maior produtividade. A educação tem um papel determinante no aumento da competitividade das empresas e, consequentemente, do país. Esta maior competitividade induz a um maior crescimento económico, contributo essencial para uma melhoria em termos sociais e consequentemente um maior desenvolvimento do país. Este deve ser o caminho a seguir por Portugal.
Assim resumidamente seria desejável implementar, entre muitas outras, as seguintes medidas:
A1 – Definindo a Educação como um elemento chave para o
desenvolvimento
- Desenvolver um esforço nacional para que todos as crianças em idade escolar e/ou a frequentar a escola terminem a escolaridade obrigatória com o apoio social do estado em todos os casos em que as famílias tal não consigam suportar.
- Criar incentivos financeiros (de natureza fiscal – IRC, outros impostos) às empresas de modo a que façam um esforço para levar de novo os seus colaboradores à escola ou universidades, ou desenvolvendo ainda politicas de formação profissional contínuas.
A2 - Garantir o primado da excelência (educar integrando e premiando o mérito)
- Elevação da percepção sobre a qualidade do sistema de ensino através do estabelecimento de programas de formação e treino dos professores nas diversas áreas da sua especialidade como primeiro passo. Divulgação aos pais dos esforços desenvolvidos pelas escolas para um melhoramento da qualidade de ensino e do corpo docente.
- Desenvolvimento de acções de reintegração de jovens em idade escolar que já estão fora do ensino através de campanhas de sensibilização junto das empresas (onde estes trabalham) atribuindo alguns benefícios às empresas que contribuam para essa reintegração na escola ou que, em compensação, procedam ao desenvolvimento de programas de formação profissional específicos para esses jovens.
A3 - Optimizar a utilização dos recursos públicos
- Redireccionar o esforço da despesa pública em educação afectando mais recursos a áreas mais práticas e com melhor e mais imediato retorno do investimento em termos de qualidade, como sejam as áreas científicas e tecnologias de informação em vez de continuar a investir em cursos teóricos sem qualquer procura no mercado nacional. Aqui referimo-nos às áreas de engenharia, matemática, ciências médicas e biomédicas, ciências da computação, tecnologias de comunicação e informática por exemplo.
- Efectuar um maior investimento na melhoria das técnicas pedagógicas e garantir assim que os conteúdos curriculares e objectivos são cumpridos, desenvolvendo ao mesmo tempo o interesse e a participação dos alunos, com melhor aproveitamento das suas capacidades e competências. Isto em vez de se despender dinheiro com novos e mais extensos programas curriculares que mudam todos os anos.
A4 - Ajustamento do ensino às necessidades efectivas do país
- Uma maior interligação com o mercado de trabalho através da intensificação de estágios curriculares nas empresas como projecto de final de curso o qual deverá contar para a avaliação.
- A valorização do ensino técnico profissional e politécnico de cariz prático e experiêncial, tendo como finalidade conduzir os alunos ao princípio fundamental do “ saber fazer”.
sábado, março 06, 2010
E a falar a gente entende-se ?

Já nem falo na questão do suposto diálogo, em que dizemos, “ Conversei x horas com determinada pessoa” e na realidade, não houve diálogo nenhum, mas um monólogo em que uma das partes diz tudo o que lhe interessa e não ouve nada do que a outra parte tem para dizer.
domingo, fevereiro 14, 2010
Crónicas de um Portugal Genial

Os meus amigos poderão consultar o seu blog e alguns dos seus textos em http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?sid=ex.sections/24971
Entre as fantásticas, optimistas e refrescantes crónicas que li deste autor, destaco aqui duas que relevo como exemplos: “Dez coisas que melhoraram em Portugal nos últimos 15 anos” e “O prazer do Vinho, para o mundo saber”. Convido-vos a ler.
Na primeira, faz referência a dez aspectos que melhoraram em Portugal nos últimos 15 anos, qual português orgulhoso da sua pátria. É ele próprio testemunha de uma evolução e inovação sentidas no nosso país. Na segunda viaja pelos prazeres dos vinhos portugueses a propósito do lançamento da marca nacional “Wines of Portugal”.
Tem sido um prazer ler este “Bife mal passado”.
Estou obviamente a falar das crónicas de um novo tipo de Embaixador, de uma nova geração, que não aquela do croquete, do pastel e do cocktail. De uma nova geração de optimistas e positivos, de pessoas que, para onde quer que olhem, vêm um caminho, revelam uma visão positiva, destacam um elemento de positividade.
Alexander Ellis, tanto quanto sei, desloca-se muitas vezes de bicicleta de casa para a sua embaixada. E fala de Portugal como um português que ama o seu país.
Destaca Eça de Queiroz, que ama, o cheiro, o mar, os parques naturais, o vinho, a saúde, as cores ou o metro de Lisboa como verdadeiros exemplos de evolução, conquista e sucesso em Portugal. De tudo o que diz de Portugal realça positivismo, optimismo, crença, clareza.
Os meus agradecimentos a Alexander Ellis.
Assisti igualmente a um programa na RTP 2 designado por “Iniciativas”. Este é responsável pela apresentação e testemunho de inúmeros casos de sucesso, inovação e empreendedorismo em Portugal. Projectos de muitos jovens e menos jovens empreendedores, muitas vezes solitários, que tiveram um sonho, acreditaram, apostaram, investiram e venceram. Pelos exemplos apresentados no programa de hoje, qual resenha histórica de tudo aquilo que foi conquistado por tantas pessoas, anónimas, ao longo de tanto tempo, temos apenas que nos vergar e fazer uma vénia.
Desde exemplos lançados pelo microcrédito (tema que particularmente me é querido) a projectos e ideias inovadoras, tituladas por cidadãos optimistas, enérgicos, que acreditam no seu país e no seu futuro, que constroem o seu próprio futuro, tudo vimos neste testemunho.
Por onde anda este Portugal e estes portugueses, anónimos mas interpretes de uma faceta de sucesso de que ninguém fala?
São estes os verdadeiros portugueses de futuro e os verdadeiros portugueses geniais. E há quem os acompanhe, quem deles fala e de quem deles se orgulha. Parabéns também à RTP 2 por isso.
Daqui e desta forma quero dar um contributo, um testemunho do apreço que tenho por pessoas desta natureza e deste tipo. São muitos destes que fazem a diferença.
Os verdadeiros portugueses geniais.
sábado, janeiro 30, 2010
Navio Escola Sagres

Esta viagem pode ser analisada de 1001 pontos de vista positivos.
Formação dos Futuros Oficiais da Marinha
O comandante Proença Mendes indica esta como Missão Principal do Navio Escola Sagres
- Poderemos ter bons lideres sem boa formação e sem boa experiência ?
domingo, janeiro 24, 2010
Valeu a Pena ? Tudo vale a pena...
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.
Valeu a pena ? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena. “
Comecei este texto, transcrevendo palavras de Fernando Pessoa
O meu fito é agradecer a todos os membros do Fres e a todos os visitantes ( com nome ou anónimos ) do nosso blog, a atenção com que vão seguindo o que por aqui vamos fazendo e tentando fazer.
“ Mudanças se avizinham. Dolorosas, cruéis, incómodas... porém necessárias.”
Apetece-me dizer “Touché”. Não somos todos destemidos, mas somos perseverantes e caso essas mudanças necessárias não se cumpram num horizonte curto, podemos sempre relembrar o ditado “Agua mole em pedra dura…”
“ Não havia testemunhas - apenas eu e a minha consciência.”
Que delícia de frase. Mostra toda a nobreza de quem a escreveu e mostra-nos porque vale a pena lutar, mesmo quando parece que somos poucos a remar para um determinado lado.
“ Aqui no FRES a nossa arma é em primeiro lugar, o uso da palavra e das ideias.”
Já a temos usado e gostávamos de relembrar a todos que o FRES acolhe com gosto as palavras e as ideias de todos que quiserem contribuir de uma forma positiva para um Portugal melhor.
Nunca devemos esquecer que continuam a existir muitas formas ( inclusivé gratuitas ) de ajudar os outros.
Vai começar já daqui a 1 semana a entrega das declarações de rendimentos por parte dos contribuintes que auferiram rendimentos de trabalho dependente e pensões, vulgo entrega da declaração de IRS respeitante aos rendimentos auferidos em 2009.
sexta-feira, janeiro 22, 2010
ÉTICA E DEONTOLOGIA. PORQUÊ FALAR TANTO DISTO?
Por certo todos estamos, permanentemente, a ouvir, a ler ou a discutir, ainda que de forma indirecta, temas tão vastos e afinal tão simples como Ética, Deontologia, Princípios e Respeito, entre outros.
Mas, efectivamente, de que estamos a falar?
Porque é que, no passado recente, tais temas têm sido objecto de tão profusa divulgação, discussão, reflexão e formação?
Porque é que as ditas reflexões e preocupações (aliás, perfeitamente legítimas e actuais!) levaram a um estádio actual, consubstanciado em múltiplas acções de formação e sensibilização, disciplinas de carácter obrigatório em cursos de formação académica, profissional, de especialização, de integração em associações e ordens profissionais, até como tema central de teses de mestrado e de doutoramento e outros estudos de carácter, supostamente, científico?
Será a "descoberta" de finais do Século XX e o renascer do Homem no Século XXI?
Será que esta "descoberta" é de facto a descoberta do Homem presente, ou é a moda dos tempos actuais?
Será que esta descoberta não é mais do que o acordar, pessoal e colectivo, para algo que, com o decorrer do tempo e mais acutilantemente no passado recente, vem sendo descurado?
Será a justificação pessoal e colectiva para as injustiças que todos nós, genericamente, vimos assistindo e nas quais, não poucas vezes, tomamos parte, neste Mundo cada vez mais global e, simultaneamente, cada vez mais pessoal, canibal e egoísta?
Sinceramente, não sei! Nem encontro, apesar da investigação já realizada, uma resposta de cariz científico ou empírico que permita, com exactidão e pelo menos com consciência tranquila, emitir uma tal opinião.
Mas se estamos a falar de algo que, de alguma forma, está relacionado com Verdade, Isenção, Respeito, Brio, Profissionalismo, Honestidade, Sinceridade, estaremos a falar de algo de novo? Ou de algo já esquecido, ou tentado esquecer no passado ainda recente?
Todos estamos sujeitos, uns mais outros menos, a constantes pressões diárias. De índole pessoal, profissional, de relacionamento, de carácter institucional, de carácter laboral, de raiz familiar.
Cada um resiste, reage e actua de acordo com as condições que se apresentam. Mas será só o elemento externo ao Eu de cada um que norteia e condiciona, de forma vigorosa e quiçá algumas vezes dramática, as suas atitudes, considerações e acções perante factos e terceiros?
Quem é que não gosta que, no seu local de trabalho, lhe seja tecido um elogio ainda que ligeiro?
Quem é que não gosta de ser servido com elegância, deferência e delicadeza no mero acto de refeiçoar num restaurante?
Quem é que não gosta de ser bem acolhido, com cordialidade, atenção e preocupação, num qualquer organismo ou entidade de cariz público ou privado?
Quem é que não gosta de ser objecto de um processo de selecção para determinado cargo ou nova responsabilidade profissional, norteado por princípios de isenção, coerência e de avaliação correcta do perfil, competências e capacidades pessoais?
Quem é que não aprecia não ser preterido por razões de natureza política, ideológica, racial, crença, religião, sexo (ou preferência sexual) nos seus relacionamentos pessoais e de grupo?
É disto tudo que estamos a falar? É disto tudo que estamos a debater e a ser objecto de continuada avaliação (formal e informalmente), em casa, no trabalho, no círculo de amigos considerado e supostamente íntimo, no colectivo generalista e impessoal do quotidiano?
A ser verdade (que não sei, nem encontrei ninguém que até à data o consiga provar!), julgo estarmos a falar simplesmente de uma coisa: de cada um ser ele próprio!
De pautar a sua conduta e postura pessoal, social e profissional por princípios de isenção, rigor, espírito auto-crítico e, sobretudo, de respeito pelos seus semelhantes.
Nada existe que seja supra os ditos valores de honestidade, sinceridade e idoneidade. Por muito que custe. Por muito que se sofra. Por muito de que se arrependa.
Como dizia um amigo pessoal que, no auge da sua sapiência de vida e da sua longevidade, afirmava com a segurança só possível de atingir após muito observar e muito ter feito numa vida recheada de peripécias, sucessos e insucessos:
Hoje em dia, falta muita "coluna vertebral" a muita gente para assumir os erros cometidos e daí tirar ilações, bem como para aceitar as derrotas justificadamente provadas e assim, aceitar os resultados e prestar a devida vénia aos justos vencedores, sem mágoa, rancor ou sentido de desprezo.
João Rocha Santos
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Os professores primários usavam gravata

È a função de professor essencial para o país e merecerá destaque especial? Sem dúvida que sim. Aliás os professores deviam ser acarinhados, apoiados e justamente remunerados pois o seu papel é fundamental para a educação e desenvolvimento da Nação. Foi em outros tempos (e merece ser hoje) uma das mais nobres profissões, simplesmente porque se trata de ensinar e educar. Exige pessoas com sentido de observação, rigor, competências, boa formação intelectual e humana, adequado comportamento social. Lembro-me dos meus professores primários usarem gravata!
Mas serão todos os professores merecedores desta distinção? Provavelmente não.
Esta é uma profissão que de repente saltou da fila de trás, escuridão, do cinzentismo que a caracterizava para a rua, tornou-se barulhenta, muitas vezes inoportuna e quezilenta. É verdade. Relembre-se muitos episódios e comportamentos de rua de muitos professores sabendo que é a muitos deles que confiamos parte da educação e formação dos nossos filhos. È bom nem lembrar.
Agora que o Governo cedeu, cedendo mal, observamos as reivindicações expostas em toda a comunicação social e das cedências do Governo. Numa profissão dominada por dinossauros sindicais, onde muitos dos seus dirigentes não dão aulas, cujas comissões e direcções acomodam centenas de membros, parasitas do sistema, ofendendo eles próprios o bom nome e a imagem dos verdadeiros professores que trabalham afincadamente para um sistema de educação mais justo e de qualidade.
E do que se falava nas ruas? E do que falam hoje os jornais, as televisões e os sindicatos?
Das quotas para as notas mais elevadas, dos Bons, Muito Bons e Excelentes, dos anos a decorrer para a progressão, das vagas nos vários escalões da carreira, das bonificações e compensações, dos acréscimos nas classificações, em suma de benefícios e de direitos.
Então onde ficam as responsabilidades e as obrigações? Decorrentes da obrigação de uma educação apurada, exigente, moderna, do cumprimento dos horários, das matérias, da elaboração de exames adequados, da preparação dos jovens para as exigências da vida em sociedade, do sacrifício, do empenho e da dedicação? Quem mede isto, como mede isto e quando se mede isto?
domingo, janeiro 10, 2010
Lojas de Exportação
As Lojas de Exportação são uma das medidas do Pacto para a Internacionalização que integra igualmente o Conselho para a Promoção da Internacionalização.
“ Para fomentar o comércio internacional de modo equilibrado e sustentável, o Estado procura introduzir políticas que potenciem as exportações e minimizem as importações. Com o advento do comércio electrónico é mais fácil atingir o mercado internacional, o que representa uma oportunidade. No entanto, também as empresas estrangeiras e multinacionais têm maior facilidade em penetrar no mercado nacional, o que aumenta a concorrência e a competitividade. “
sexta-feira, janeiro 01, 2010
Feliz Ano Novo
“ Está aí o novo ano com 365 dias por estrear, aproveite-os bem.”
Ano novo e estrear, são por si só 2 motivos para nos impulsionar a inovar.