Fórum de Reflexão Económica e Social

«Se não interviermos e desistirmos, falhamos»

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

O 7º Encontro FRES

Apresentação das propostas de orientação estratégica para o funcionamento do FRES em 2007.

O 7º Encontro FRES

A Atenção dos participantes. Parece assunto sério. Mas o clima foi de descontracção.

Portugal no seu melhor

Independentemente do resultado. Fosse ele qual fosse. Houve referendo. Registaram-se imensos grupos e movimentos cívicos que mobilizaram a sociedade portuguesa por uma causa. Uns a favor do sim, outros do não. A força da sociedade civil começou já a aparecer. De forma consciente. Estaremos mais cultos e mais atentos? Mais entendidos sobre a importância do nosso papel cívico?

Que melhor reflexo de uma sociedade moderna, consciente dos seus deveres mas também dos seus direitos, poderia haver? É assim que deve ser. É assim que tem que ser. Para um Portugal moderno. Quais os países não democráticos, socialmente injustos e subdesenvolvidos que promovem actos destes? Onde, nesses países, seria possível verificar uma acção e movimentação, campanha e acto cívico com esta serenidade e correcção?

Só nesta Europa, a que pertencemos, desenvolvida, onde, como já disse antes, todos os que vivem fora dela, nela gostariam de viver. Demos mais uma prova de maturidade democrática e de um civismo evoluído. Este é o caminho para um país de Valores.

Isto é Portugal no seu melhor. Recomenda-se a outros actos, atitudes e realizações. Todos, mas todos, ficámos mais perto do objectivo de uma sociedade mais justa, porque tivemos a consciência da importância do papel da população nas decisões que afectam os destinos de todos nós. Como nos países mais desenvolvidos. Que venha o próximo refendo. Nós, o povo, é que decidimos.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

7º ENCONTRO DO FRES

Estimados FRESianos e prezados visitantes.

Voltamos a informar que se realiza hoje o 7º encontro do FRES, às 19 horas, no Hotel Comfort Inn Embaixador, na Avª Duque de Loulé em Lisboa.

Trata-se de mais um encontro/debate o qual terá como temática central o sistema de ensino, educação e conhecimento em Portugal face a outros países da Europa e do Mundo.

Saudações Fresianas

A Direcção do FRES

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

A Indústria nacional – sinais positivos

Segundo uma notícia que dava como referência o gabinete de estudos da AEP, o desempenho da produção industrial nacional passou a estar acima da média da zona do euro, no quarto trimestre de 2006, sendo apenas ultrapassado pela Espanha e Luxemburgo. Excelentes notícias. Estaremos a recuperar?

Diz-se nesta notícia que em 2006 houve uma recuperação tanto da produção como do volume de negócios, crescimento este que foi o mais elevado dos últimos cinco ou seis anos. A produção industrial terá crescido 2% (contra -1,6% em 2005) e o volume de negócios 6,8% (contra 1,2% em 2005). São números interessantes. Contudo o que importa considerar é a continuidade deste ciclo de crescimento, designadamente o que nos trará o ano de 2007 (cujas perspectivas e clima de confiança são igualmente positivas). Dizem-nos que os mercados externos são os principais responsáveis por este arranque. Bem vinda a ousadia e audácia de competir e investir internacionalmente. Aqui está a importância de um bom papel do ICEP (agora AICEP). Exige-se.

Mas devemos procurar olhar com seriedade para a nossa base de partida que é muito baixa, comparativamente com a restante zona euro e perceber que o nosso esforço tem que ser muito maior. Até para que tudo isto tenha um impacto positivo no nível de emprego do país.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Jovens, trabalho e empresas

Ainda segundo a OCDE, Portugal é o segundo país desta organização onde os jovens demoram mais tempo a encontrar um emprego permanente. O tempo médio de espera é também dos mais elevados. Assim o número de meses entre a saída da escola e o início de carreira (primeiro emprego) é em Portugal de 22,6 meses. Aqui não estaremos tão mal porque temos a Espanha com 34,6 meses, a Finlândia com 27,6 meses, a Itália com 25,5 meses e a França com 24,3 meses. Os melhores países são a Irlanda com 13,2 meses e depois a Dinamarca com 14,6 meses.

Mas após deixarem a escola os jovens portugueses demoram em média quatro anos e três meses até conseguirem um contrato de trabalho permanente. MAS ao contrário do que se possa pensar o país não tem muitos “part-times”, sendo que em 2004 apenas 10% dos jovens trabalhavam desta forma. Já o desemprego entre os jovens dos 15-24 anos está dentro da média da OCDE (16%), sendo no entanto mais preocupante o desemprego de longa duração que é superior à média (em 2005 cerca de 33% dos jovens desempregados estavam assim há mais de 6 meses). A média da OCDE era de 20%.

Preocupante para a OCDE para além deste facto anterior é o facto de Portugal apresentar maior risco de empregabilidade por falta de qualificações.
Curiosamente o emprego entre jovens ocorre menos nas áreas de intermediação financeira e educação sendo as áreas de hotelaria, restauração e comércio as áreas de maior emprego.

Por fim e pretendendo-se que isto seja um repto às empresas portuguesas, estas são as que menos investem na formação profissional dos seus colaboradores – sintomático. Em Portugal apenas 8,9% das pessoas entre 15-29 anos e 3,4% entre os 30-54 anos recebe formação em Portugal. Em 19 países apenas temos atrás a Grécia, a Itália e a Eslováquia.

Campeões? A Dinamarca (54,5% e 28,7% respectivamente) a Suíça (50,8% e 30%) a Holanda (45,5% e 17%) ou o Reino Unido (44,2% e 33,6%). Vejamos as diferenças!
Reparemos que as empresas nem tampouco pretendem corrigir as falhas na formação e educação que já vêm de trás i.e. somos o terceiro país da OCDE com maior percentagem de jovens que abandonam a escola sem o ensino secundário completo - temos atrás apenas o México e a Turquia!

sexta-feira, dezembro 29, 2006

O Nosso Despertar


Estimados FRESianos

Ao terminar este ano de 2006 e à porta do Novo Ano que se avizinha, importa sintetizar, sublinhando, aquilo que de bom construímos no seio do FRES. Acreditamos que este foi o ano do verdadeiro arranque deste nosso projecto cívico e intelectual o que a todos nos deve orgulhar pelo trabalho realizado, pela aprendizagem que nos foi proporcionada por todos bem como ainda pelos objectivos e obra alcançados.

Foi em 2006 que criámos o nosso Blog, que o aprendemos a utilizar e que lhe demos vida, instrumento essencial para a expressão do nosso pensamento. Foi em 2006 que iniciámos a discussão dos grandes temas como a educação, a competitividade, o turismo, o futuro económico e social do país. Foi igualmente em 2006 que escolhemos o nosso primeiro grande tema de análise e trabalho – A educação e o conhecimento – o que nos permitiu iniciar a apresentação e o debate de vários sistemas educativos de vários países de vários continentes. Em suma o que nos permitiu aprender mais.

Mas 2006 foi igualmente o ano em que, após fecharmos a nossa carta de princípios, valores e objectivos, projecto iniciado em 2005, escrevemos e criámos os nossos próprios estatutos. E em sequência foi o ano em que registámos o FRES em escritura pública tornando-o numa verdadeira Organização que se quer responsável.

Aqui discutimos ideias, mais ou menos polémicas, mais ou menos pessoais, criticámos o sistema, efectuámos diagnósticos e apresentámos sugestões. Aqui sugerimos livros para leitura, lemos novos livros sugeridos por outros membros, escrevemos e publicámos artigos sobre temas como a economia, a sociedade, a gestão e os negócios, o turismo ou a internacionalização do país. Em 2006 o FRES mereceu a atenção e o respeito de quem nos leu e acompanhou, temos disso prova.

Acima de tudo partilhámos conhecimentos e usufruímos dos ensinamentos que de todos brotaram, de acordo com as suas sensibilidades e experiências. Partilhámos, no fundo, esta propriedade intelectual que nos valoriza e faz crescer como cidadãos conscientes.

Façamos votos para que 2007 seja pelo menos tão profícuo em ideias e iniciativas como este que agora termina e que tenhamos a ousadia, coragem e capacidade para produzir e desenvolver novas ideias e projectos tão valorosos como os que iniciámos e terminámos em 2006. O céu pode ser o limite da nossa criatividade.

"Se não intervirmos e desistirmos, falhámos".

A Direcção do FRES

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Novas Recomendações da OCDE


São concretas e radicais, algumas delas, mas certamente vêm romper com hábitos perniciosos instalados e colmatar algumas falhas do sistema. Mas exige-se sentido critico de tudo isto.

Em síntese eis algumas das recomendações mais relevantes:

i) Universidades passem a ser Fundações, garantindo o Estado parte do financiamento, mas a sua gestão feita de acordo com o modelo do sector privado. Uma forma de responsabilizar as instituições de ensino dando-lhes autonomia financeira e administrativa mas exigindo-lhes resultados como o sucesso dos seus alunos. Não merece discussão esta última parte.

ii) Professores fora da função pública. Aí está uma forma de se dar o passo para se gerir as instituições numa óptima privada. Poderemos ter uma gestão segundo um modelo privado sem retirar, obrigatoriamente, os professores do sector público, desde que responsabilizados pelo seu trabalho e resultados.

iii) Duplicar, a longo prazo, o valor das propinas, passando estas de 17% do custo real de formação do aluno para 40%. Significa reduzir o peso do financiamento do Estado no ensino superior. Ajuda ao deficit orçamental da função pública.

iv) Reitores das universidades escolhidos por concurso público e eleitos por prazo não superior a dez anos. Há em Portugal a imagem de uma liderança e gestão fracas. Em muitos casos sabemos que é a pura verdade. Há insensibilidade na gestão, incompetência e lobby académico instalado.

v) Participação da sociedade civil (sempre) na elaboração de um quadro regulatório e de qualificações exigidas de modo a se saber que tipo de diplomado o mercado procura. Nada mais correcto. A sociedade civil somos todos nós, contribuintes, estudantes e pais de estudantes. O FRES.

vi) Defesa de um crescimento no investimento do Estado no ensino superior de modo a estimular os níveis de frequência universitária. Portugal tem um nível de despesa pública de 1,04% do PIB no ensino terciário, um pouco abaixo da média da UE15 mas muito abaixo de países como a Finlândia, Dinamarca e Suécia (the shinning cases).

vii) Cada instituição deverá recorrer a uma maioria de elementos externos nos órgãos de governo da instituição. Mas quem? Políticos? Com que qualificações e experiência de gestão? Atenção a este aspecto.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Recomendações da OCDE "Olhares da Educação 2006"

Dizia o relatório da OCDE de Setembro de 2006, designado por “Olhares da educação 2006” que Portugal continua a ser o país membro desta Organização em que a população activa passa menos anos na escola. Os portugueses têm uma média de anos de escolaridade de 8,5 anos, menos 3,5 anos que a média da população dos países da OCDE. Em média, a população portuguesa não consegue sequer cumprir a escolaridade obrigatória.

Segundo este mesmo relatório, apenas 13% da população activa tem licenciatura, menos de metade do indicador dos países referidos acima. No entanto é no ensino secundário que o atraso é maior: apenas 25% dos portugueses têm este nível de ensino, quase três vezes menos que a média da população da OCDE. As perguntas a formular são: como é que vamos lá chegar? Como vamos com eles competir?

Tendo os piores índices de qualificação dos 31 países analisados, isto significa maiores dificuldades de obter bons salários, melhor emprego, dificuldades em atingir maior competitividade e registar menor crescimento económico. Prova disto, diz o estudo, é que o aumento das qualificações significa descida do desemprego pois 84% da população que atingiu o ensino superior está empregada. Bom, mas entre nós é sabido que temos demasiados licenciados no desemprego, razão pela qual este rácio não nos deve satisfazer. O país necessita francamente de manter empregada uma população altamente qualificada, quanto a isso não há discussão.

Diz igualmente a OCDE neste relatório que o investimento por aluno no ensino superior em Portugal representa menos um terço que a média dos países da Organização (5.315 euros por ano). Pudera, gastámos demais em auto-estradas para alimentar o lóbi construtor e o do poder local. No ensino secundário a média de investimento por aluno desceu para 4.801 euros estando ligeiramente abaixo da média da OCDE que é de 5.485 euros. Mas não só de valores monetários se deve fazer o ensino. Importa é a qualidade do mesmo. Deve merecer reflexão o facto de, segundo o PISA (relatório internacional que avalia o desempenho dos alunos de 15 anos a Matemática) menos de 1% dos estudantes portugueses conseguir realizar problemas complexos, quando comparados com 8% na Finlândia.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Um nome a reter

Nasceu numa família de agricultores pobres. Eram seis irmãos que dormiam todos numa divisão de uma pequeníssima casa. Mas havia alegria e criatividade na escassez.

AC detestava a rotina, vivia distraído, desconcentrado, desligado da realidade das dificuldades dos pais que contrastavam com a grandeza dos seus sonhos. O pai tinha um problema cardíaco. AC sonhou ser médico e também cientista. Desejava descobrir coisas que ninguém pesquisara, desvendar enigmas ocultos. Estes sonhos contrastavam com a pouca vontade de estar na escola.

AC era sociável e afectivo mas claramente irresponsável. Gostava de festas e poucos compromissos. Tinha um amigo com o qual fazia serenatas de madrugada com um violão, mas as raparigas nunca acendiam a luz do quarto porque nem ele nem o amigo sabiam tocar e o som era péssimo.

Chegou um momento em que AC deixou de brincar com a vida e resolveu levá-la a sério. Estudava mais de 12 horas por dia para entrar na faculdade de Medicina. No início tinha vertigens e sentia-se tonto mas a palavra desistir não existia no seu dicionário. Entrou na faculdade de Medicina.

Na faculdade, parecia um jovem alienado. Não tinha boa memória, mas tinha uma apurada capacidade de observação e um desejo de criar coisas originais. Por vezes discordava dos professores. Era crítico, tinha coragem para pensar e ousadia para ser diferente.

Entre o segundo e terceiro ano da faculdade teve uma depressão. Era a última coisa que todos pensavam que ele poderia ter. Com medo de não ser compreendido, escondeu a sua crise de amigos e íntimos. Na entendia o que era uma depressão, só que sentia uma profunda tristeza e aperto no peito. Sentia-se isolado.

AC percebeu que estava a sufocar o seu sonho de ser cientista e de ajudar a humanidade e foi isso que o fez empreender uma luta interior, em vez de se conformar. AC descobriu que “quando o mundo nos abandona, a solidão é superável, mas, quando nós mesmos nos abandonamos, a solidão é quase insuperável”.

Com este acidente, AC tornou-se um grande observador de si próprio. Desenvolveu uma técnica psico-terapêutica revolucionária (a mesa redonda do eu) e saiu da depressão mais forte, humilde e compreensivo. Os seu sonhos voltaram e cresceram. Descobriu que “a dor nos pode destruir ou construir. Ele preferiu usá-la para se construir”.

AC descobriu que treinar o “eu” para ser líder de si mesmo é fundamental para a saúde psíquica e deparou-se com o paradoxo do sistema social – “que ser humano é esse que governa o mundo exterior mas é frágil para governar o mundo psíquico?” Quando AC se tornou psiquiatra passou a aplicar as técnicas que desenvolveu neste momento. “Todo o ser humano tem um poder intelectual represado sob os destroços das suas dificuldades, perdas, doenças e actividade profissional. Felizes os que os libertam.”

AC casou-se ainda estudante e passou dificuldades financeiras. Depois de terminar o curso, procurou uma faculdade e um cientísta para expor as suas ideias – foi humilhado. Procurou noutra faculdade e ao revelar que a sua tese não tinha tido orientador foi ainda mais humilhado. Mal sabiam que ele escrevera de maneira diferente da que lhe tinham ensinado. Ao tentar publicar os seus estudos, nem sequer obteve resposta das editoras.

Voltou à psiquiatria clínica e ajudou muitas pessoas. Facilmente se destacava em todo o lado e a ascensão social foi meteórica. Tinha espaço nos media que fazia inveja a muitos políticos e alcançou um status superior ao das pessoas que antes o haviam rejeitado.

No entanto, percebeu que precisava fazer uma difícil escolha, entre a fama e o sonho de produzir ciência. Resolveu abandonar a fama. Ninguém o apoiou, a não ser a mulher.

Saíu de São Paulo e foi para o interior. Construiu a sua clínica e casa numa mata. Começou tudo de novo. Por vezes entrava um cobra no consultório e AC aproveitava para incentivar o paciente a controlar as suas emoções. De novo encontrou o sucesso no seio dos seus pacientes.

Intensificou a produção científica, passou a escrever cerca de trinta horas por semana e a dar menos consultas. Teve três filhas. A tese parecia interminável. Após quase 3 mil páginas e quase vinte anos, AC terminou finalmente a sua tese. Era uma tese muito complexa e mesmo os mais aptos académicos teriam dificuldade em compreendê-la. Após inúmeras tentativas de publicação do texto, finalmente uma grande editora resolveu apostar no projecto. Foi um fracasso de vendas pois ninguém compreendera os textos. AC não desistiu e optou por democratizar as suas descobertas através de livros simples de divulgação científica. Resolveu começar de forma ousada – publicou um texto em que analisava a personalidade e inteligência de Jesus Cristo. O livro foi um sucesso estrondoso. Ao todo foram 5 livros sobre o tema.

Esta é a história de Augusto Cury, um famoso psiquiatra e cientista brasileiro. O sonho de AC começou a tomar forma no caos de uma depressão, atravessou fracassos, experimentou rejeições e tornou-se por fim realidade. Mais de um milhão de pessoas lêem os seus livros todos os anos só no Brasil. Estão publicados em mais de quarenta países e estão a ser adoptados em diversas faculdades de Psicologia, Sociologia, Educação, Direito e são usados em diversas teses de mestrado e doutoramento em vários países como Espanha, Portugal, Cuba e Brasil. A sua Teoria da Inteligência Multifocal está a ser estudada em pós-graduações e vários profissionais estão a especializar-se na aplicação e expansão das suas ideias.

(O texto em cima foi extraído e adaptado do livro “Nunca desista dos seus sonhos” de Augusto Cury)

Augusto Cury é um exemplo de perseverança e atitude positiva. A maioria de nós teria desistido e ter-se-ia acomodado à sua sorte perante uma porção dos obstáculos que AC enfrentou.

Lembro-me de um conceito de "sorte" que ouvi no seio de um encontro de empreendedores - a sorte existe na confluência da oportunidade e da preparação. Acredito que a receita ficaria mais completa se lhe acrescentassemos uma pitada de iniciativa.

Que diferença faria se a perseverança fosse ensinada na escola, entre outras competências, hoje identificadas como facilitadoras do sucesso (para que cada um de nós consiga optimizar e concretizar o seu potencial), da comunicação eficaz (pedra basilar da vida em sociedade e da produtividade do trabalho) e da liderança (potenciadora do sucesso individual e colectivo).

Para uma abordagem inteligente à escola e à educação em geral, não podemos ignorar o trabalho de Augusto Cury - Vale a pena lêr “Pais brilhantes, Professores fascinantes”, só para começar.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Ainda a propósito do Prémio Nobel da Paz - A dimensão económica do microcrédito

(Artigo publicado no Semanário Económico)

Os princípios e as experiências inerentes ao conceito do microcrédito, representam uma abordagem contrária aos princípios do crédito bancário tradicional. A criação e desenvolvimento deste conceito, destinava-se a ajudar os mais pobres e desfavorecidos a obter o apoio financeiro necessário à criação de um projecto, desenvolvimento de uma actividade, empresarial ou comercial, em pequena escala, quer a título individual ou colectivo, como forma de subsistência e até de elevação humana. A essência do microcrédito assenta, por isso, em princípios e práticas inovadoras ainda que contrárias à actividade bancária desenvolvida nos países mais avançados e ao conceito do crédito segundo o modelo mais ortodoxo.

A dimensão social do microcrédito é reforçada pelo facto de, na sua génese, ter sido dirigido principalmente às mulheres, dado que, nas sociedades mais antigas, foram desde sempre estas as responsáveis pela gestão dos meios de subsistência da família. Prova disto é o facto de 95% dos actuais 3.12 milhões de beneficiários do microcrédito concedidos pelo Grameen Bank, serem mulheres.

A experiência do microcrédito, criada e desenvolvida há 21 anos no Bangladesh através do Grameen Bank por Muhammad Yunus, então professor de economia, é actualmente um conceito de crédito aplicado em mais de 60 países em todos os continentes, ainda que estas experiências sejam adaptadas localmente em função das características sociais, económicas e demográficas dos seus beneficiários, adoptando até diferentes designações. Em todo o caso importa referir que, seja qual for o modelo sob o qual este conceito seja aplicado, estamos perante uma actividade bancária lucrativa, através da qual se empresta dinheiro e se cobram juros e não perante acções de solidariedade social. O que é neste caso assinalável é o facto de 99% dos empréstimos concedidos, por exemplo, pelo Grameen Bank, apresentarem um retorno nos prazos e condições acordadas.

Em Portugal, a filosofia do microcrédito é desenvolvida pela ANDC – Associação Nacional do Direito ao Crédito. A Missão da ANDC é, segundo a própria, definida como “ o desenvolvimento de uma actividade que facilite a concessão de crédito a pessoas que não têm acesso ao crédito bancário, mas que querem desenvolver uma actividade económica concreta, para a qual reúnem condições e capacidades pessoais, de modo a que possam contrair esses empréstimos para esse fim junto dos bancos”.
Esta associação tem actualmente 304 sócios, dos quais cerca de 95% são particulares sendo os restantes 5% empresas e instituições de solidariedade social, desenvolvimento regional, ou formação profissional entre outras. Em cinco anos permitiu a concessão de 310 empréstimos que criaram 396 empregos, tendo o valor acumulado dos empréstimos atingido 1.298.674 EUR ( dados da própria ANDC).

A actividade desta associação só tem sido possível devido à colaboração e parceria obtidas junto de um conjunto de instituições activas no combate à pobreza, exclusão social e desemprego. Entre estas instituições encontram-se associações para o desenvolvimento e formação profissional, misericórdias, centros sociais e paroquiais, associações de acção social e familiar, fundações, autarquias e outros organismos públicos. A estas instituições a ANDC solicita a identificação de potenciais micro-empresários e o seu encaminhamento para os seus serviços.

Para o crescimento e sucesso da ANDC é essencial o reforço da colaboração com um maior número de instituições como as já referidas, para além de novos protocolos com diversas entidades bancárias, o que garantirá o crescimento do número de projectos financiados e da criação de emprego, o que, para além disto, representará uma maior partilha de risco. É de salientar que o primeiro ( e julgamos único) protocolo estabelecido pela ANDC com a banca, foi concretizado com o BCP.

Um outro aspecto relevante para a actividade do microcrédito desenvolvido pela ANDC diz respeito à necessidade de reforço do Fundo de Garantia que actualmente apresenta ainda valores pouco significativos. Em face disto seria importante a obtenção de um crescimento acentuado do numero de sócios institucionais, os quais poderiam contribuir positivamente para o reforço deste Fundo. Neste capítulo, o desenvolvimento de uma estratégia de Marketing e comunicação, divulgando a ANDC, poderá ser um veículo importante para atingir este objectivo.

Para melhor entendermos o papel que o microcrédito pode desempenhar em Portugal, basta analisar a estrutura do tecido empresarial do país. Este é constituído essencialmente por PME, as quais representam 99.5% do total das empresas nacionais, num universo de perto de 1.2 milhões de empresas, das quais cerca de três quartos estão constituídas sob a forma de empresários em nome individual ( isto é cerca de 900 mil empresas). Acresce a isto as conclusões obtidas através de um estudo apresentado pelo comissário europeu para as empresas, Erkki Liikanen, as quais indicaram que cerca de dois terços da população portuguesa pretende trabalhar por conta própria, o que nos leva também a concluir que não restam dúvidas quanto à tendência nacional para o individualismo em termos profissionais, bem como à reduzida dimensão dos negócios em Portugal. Ora este é sem dúvida um mercado de elevado potencial para o microcrédito.

Neste cenário o papel da ANDC como promotora do microcrédito poderá ser essencial para ajudar a revitalizar a iniciativa individual e o espírito empresarial, o que potencia o crescimento económico e reforça a competitividade. Este projecto é tanto mais relevante quanto poderá ser implementado não só ao nível do microcrédito comercial mas também no âmbito agrícola, o que certamente constituirá um instrumento de apoio importante para os pequenos empresários agrícolas em Portugal. Neste quadro, será determinante para a ANDC o estabelecimento de protocolos de cooperação junto de entidades como o IEFP ou Ministério do Trabalho, pela sua possível intervenção ao nível da criação de emprego, ou até junto de novas ONG´s que actuem no âmbito do desenvolvimento económico e social.

quinta-feira, novembro 09, 2006

A Propósito do Prémio Nobel da Paz - A dimensão social do microcrédito

(artigo publicado no Vida Económica)

Não é novo o conceito económico do microcrédito. Nasceu no Bangladesh há quase duas décadas pela inspiração e determinação de Muhammad Yunus, então professor de economia na Universidade de Chittagong.
Tratando-se de uma abordagem diferente do conceito de crédito bancário, é criado e desenvolvido numa óptica inversa à filosofia tradicional das práticas bancárias. Dirigido aos pobres e mais desfavorecidos como os desempregados, desocupados e, fundamentalmente, às mulheres, uma vez que nas sociedades tradicionais sempre foram elas as responsáveis pela gestão dos meios de subsistência da família, procurou sempre servir pessoas que, apesar de não apresentarem qualificações suficientes para se enquadrarem no mercado competitivo de trabalho, nalguns casos porque nunca lhes foi dada essa oportunidade, possuem no entanto talentos, saberes, aptidões ou conhecimentos que lhes permita desenvolver uma actividade produtiva em pequena escala quer a título individual quer colectivo.

Actualmente, este conceito está reproduzido em todos os continentes e por mais de 60 países tanto do mundo desenvolvido como em vias de desenvolvimento. Exemplo próximo da realidade portuguesa é a existência da Associação Nacional de Direito ao Crédito, entidade que desenvolve no nosso país programas de microcrédito para os mais desfavorecidos, apoiando financeiramente pessoas com ideias, tornando assim viáveis pequenos projectos de pessoas talentosas e permitindo-lhes desenvolver uma actividade económica de forma digna, introduzindo essas pessoas no sistema económico, que de outra forma estariam em situação de marginalização.

Para além de representar uma diferente filosofia relativa ao crédito, um outro principio está inerente à actividade do microcrédito, pelo menos entre os seus defensores e praticantes, que é o facto de considerar o acesso ao crédito como um Direito do Homem ( ideia desde sempre defendida por Muhammad Yunus). Este principio está ligado a um outro que defende que a condução da ciência económica deve estar orientada por uma consciência social, uma vez que, segundo a filosofia do microcrédito, o indivíduo não pode ter definido à partida o seu papel económico e social na comunidade onde está inserido, apenas em função da sua condição económica derivada do nascimento. Como ser pobre não é sinónimo de ser incapaz, à ciência económica cabe o papel de “cuidar” daqueles que, por razões diversas, não atingiram um estatuto social suficiente para garantir os seus próprios meios de subsistência sem a ajuda de terceiros. O microcrédito poderá ajudar a cumprir este papel.

A essência deste novo conceito inverte o sentido, sendo mesmo contrário, aos princípios e práticas da actividade bancária tal qual a conhecemos e entendemos nas sociedades ocidentais desenvolvidas e mesmo entre a maioria das sociedades modernas do mundo actual. Porque, como afirmou o professor Yunus, considera que o crédito significa confiança; porque os destinatários do microcrédito não têm condições para oferecer quaisquer tipo de garantias; porque o crescimento, desenvolvimento e internacionalização da actividade bancária tradicional, ocorreu tendo como base uma plataforma de desconfiança entre os intervenientes no negócio, desconfiança essa suprida apenas pela criação de produtos complexos para cobertura de riscos, elevadas contrapartidas e novas formas de garantia dos riscos de crédito.

A prova do sucesso deste conceito é dada pelo próprio Grameen Bank, criado por Yunus no Bangladesh, primeira instituição bancária no mundo a desenvolver os programas do microcrédito, o qual apresenta um nível de reembolso/retorno do crédito concedido, na ordem dos 98%.

É pois possível estabelecer uma ligação e paralelismo entre a prática do microcrédito, no âmbito da actividade bancária, com uma nova cultura empresarial, que se ocupa dos aspectos inerentes à dimensão social das empresas: a Economia de Comunhão.

Este último conceito, assente na cultura do dar e partilhar, conduz a acção das empresas a um novo principio de gestão empresarial, mais solidária, tanto mais que este principio defende a partilha do lucro não só para o crescimento e enriquecimento da própria empresa e dos empresários, mas também pelos indivíduos mais pobres e necessitados da sua comunidade envolvente, na procura de um “homem novo”, capaz de por em prática e divulgar esta filosofia, através da qual as relações económicas e empresariais assentam na reciprocidade e confiança.
A banca e o microcrédito, as empresas e a filosofia de gestão empresarial de partilha, são duas faces da mesma moeda. Ambos os conceitos representam uma nova dimensão social da economia, uma nova direcção para a ciência económica, cujo objectivo é servir o Homem, ainda que de forma racional, mas no entanto mais solidária.

sábado, novembro 04, 2006

Alunos e ratos na primária

Jornal Expresso em de 28 de Outubro

"Falta de espaços de recreio, ratos a passearem nos corredores, ausência de casas de banho e de cantinas, é a realidade com que convivem, diáriamente, milhares de crianças do ensino básico em Lisboa."

"Na EB 68 da Penha de França, os painéis de azulejos antigos que revestem as paredes estão parcialmente danificados, a instalação eléctrica é primária e as canalizações já há muito perderam o seu prazo de validade. Encarregados de educação dizem que, durante o inverno, o frio entra por todo o lado e muitas das crianças têm de usar luvas nas aulas para aquecer as mãos."

"Mais de metade da rede escolar do 1º ciclo do ensino básico, frequentado por cerca de 20 mil crianças, encontra-se em situação similar".

" Uma parte substancial das instalações escolares tem mais de 60 anos sendo necessário um investimento nunca inferior a 30 milhões de euros"

"Não é admissível que as crianças tenham que conviver com ratos nas escolas ou ir à casa de banho do café porque a sua escola não tem um WC"

Afinal, não é unicamente o sistema de educação da Índia que, como vimos, revela carências ao nível das infra estruturas básicas. Infelizmente parece que também no nosso próprio canto revelamos graves carências.

Saberemos quantificar o impacto que isto terá no aproveitamento escolar? Alguém terá tido essa preocupação? E se acontecer aos nossos filhos?

quarta-feira, novembro 01, 2006

6º Encontro do FRES


Momento da apresentação do sistema de educação da Alemanha por João Mateus. O debate alargado viria de seguida.

6º Encontro do FRES


Henrique Abreu faz a sua apresentação sobre o sistema de educação da Islândia merecendo da audiência a atenção desta, a qual foi sempre muito interveniente.

6º Encontro do FRES


Momentos da apresentação do sistema de educação da India após a Islândia. O debate ocorrerá no final das apresentações.

6º Encontro do FRES



Mais alguns momentos de atenção à apresentação do sistema de educação da Islândia.

6º Encontro do FRES



Para um melhor conhecimento do ambiente de trabalho. Oferecemos aos nossos visitantes algumas imagens do recente encontro/tertulia realizado no Hotel Embaixador no dia 27 de Outubro.

domingo, outubro 29, 2006

Educação e Formação no mercado de trabalho global-Mudança de paradigma

Na sexta-feira passada dia 27 de Outubro decorreu no hotel Embaixador em Lisboa um encontro do FRES onde se abordou a temática dos sistemas de educação e em que três membros da direcção do FRES expuseram ao público assistente três case studies de sistemas de educação: 2 europeus Alemanha e Islândia e um não europeu que foi o caso da India.
As pessoas podem perguntar ? porque é que estes oradores vêm falar de outros sistemas de educação e não do português que é o que interessa resolver? interessante questão....Contudo, o que é que temos hoje? um Portugal numa europa alargada a 25 estados-membros e a partir de Janeiro de 2007 a 27 Estados (Bulgária e Roménia) e talvez num futuro a 28 com a adesão da Turquia.

E este cenário coloca-se as gerações presentes e vindouras de Portugal: Como melhorar o nosso sistema de educação e formação num mercado de trabalho a escala global? Qualquer jovem saido do liceu ou da Universidade no minimo ( integrado no Sistema de Bolonha) vai ter que concorrer a partir de 2007 no mercado de trabalho com jovens de 27 países se cingir geograficamente apenas a União Europeia. Mas se quer entrar no mercado global tem que ter em conta países como: China, India, Singapura, Malásia, Rússia, Ucrânia, Turquia,Estados Unidos e Brasil forte emissores de mão de obra qualificada para serem trabalhadores globais.

Numa interessante obra dos cientista politicos alemães Hans Peter Martin e Harald Shumann
"A armadilha da globalização" os autores citam uma quadro dirigente da Sun Microsytems que numa conferência realizada em São Francisco consagrada ao tema: "Tecnologia e trabalho na economia global" afirmou o seguinte: " Na nossa empresa, cada um pode trabalhar quanto queira" e também não precisamos de visto para o pessoal estrangeiro. Segundo ele, os governos e as regras por estes impostas ao mundo do trabalho perderam todo o significado. Por agora são de preferência "bons cérebros da india" que trabalham quanto podem. A empresa diz esse quadro, recebe por computador eloquentes candidaturas do mundo inteiro. "Contratamos os nossos empregados por computador, eles trabalham por computador e são despedidos por computador". A mundialização da economia, as altas tecnologias de comunicação, o baixo custo dos transportes e a globalização do comércio mundial tranformaram o mundo num mercado único o que conduz a uma concorrência global no mercado de trabalho.

A maioria das empresas europeias estão a criar postos de trabalho nos mercados onde se estão a internacionalizar e não nos mercados de origem nacional. Por exemplo na alemanha os empresários dizem que os alemães trabalham muito pouco, têm rendimentos demasiado elevados, tiram férias demasiado longas e gozam demasiadas baixas por doença e os empresários quando tomam decisões de investimento olham para o leste da europa e para a Ásia onde a ética no trabalho tem valores diferentes dos europeus e os custos sociais são mais baixos.

Este é um exemplo de um cenário que Portugal deve estar atento, pois, se não melhorarmos os nossos sistemas de educação e formação as nossas gerações futuras não serão competitivas no mercado de trabalho global.

As empresas globais procuram novo tipo de trabalhadores: os chamado knowledge workers que como dizia Peter Drucker " A sociedade do saber é uma sociedade de grandes organizações - Governos e Empresas - que funcionam necessariamente com o fluxo de informação" As oprtunidades de carreira citando ainda o autor " requerem cada vez mais um diploma universitário, pois, o centro de gravidade deslocou-se para o trabalhador do conhecimento, no entanto, nenhuma instituição educativa - nem mesmo as escolas superiores de gestão - tenta equipar os alunos com as competências elementares que lhe permitiriam tornar-se membros efectivos de uma organização: a capacidade de apresentar ideias oralmente e por escrito; a capacidade de trabalhar com outras pessoas; a capacidade de moldar e orientar o trabalho pessoal, a sua contribuição e a sua carreira. A pessoa educada deveria ser o novo arquétipo da sociedade pós-empresarial.

Portugal e os trabalhadores portugueses para serem competitivos no mercado global deverão ter sistemas de educação e formação tendo em conta modelos de economias do conhecimento e não modelos de economias de mão de obra intensiva como foi implementado no passado. Se não mudarmos este paradigma estamos a comprometer as gerações presentes e futuras.

Devemos preparar as pessoas para a possibilidade de abraçarem carreiras globais e para isso as escolas devem proporcionar programas de educação e comprensão global de outras culturas e modos de viver. A chamada educação para a tolerância e global awareness.

Segundo especialistas em RH internacionais os futuros trabalhadores globais devem ter o seguinte perfil: " A estamina de um corredor olimpico, a agilidade mental de um Einstein; os skills de comunicação de um professor de linguas, a capaciade de discernimento de um juiz, o tacto de um diplomata e a preserverança de um construtor egipcio de pirâmides". E se esses trabalhadores globais vão medir as exigências de viver num país estrangeiro, deverão ter uma sensibilidade a cultural local, o julgamento moral não deverá ser muito rigido e deverão fundir-se com o ambiente local e não mostrarem sinais de preconceito".

Ao preparamos a nossa sociedade para este novo tipo de realidades no mundo laboral estamos a preparar jovens competentes e abertos ao mundo. Portugal sempre cresceu quando foi aberto ao Mundo. Vejamos a era dos descobrimentos. As novas elites que se formarem nos bancos das escolas devererão ser formadas nos principios da compreensão do : Nós e os Outros de forma a quando se depararem com situações de dificuldades não afirmarem: " o Inferno são os outros" mas somos nós próprios (Portugueses no geral: Estado, Sociedade e Empresas) que não melhoramos os nossos sistemas de educação e formação usando modelos antigos em situações novas (nova realidade internacional).

sexta-feira, outubro 27, 2006

6º Encontro FRES

Estimados Fresianos e distintos visitantes

O FRES informa que irá realizar hoje a partir das 19 Horas no Hotel Embaixador em Lisboa, o seu 6º encontro geral. Em ambiente de tertúlia, entre outros temas serão abordados alguns dados e análises sobre o sistema de ensino de alguns países europeus e asiáticos.

Daremos posteriormente notícias sobre esta sessão de trabalho.

Saudações Fresianas