domingo, janeiro 11, 2009
Acreditar de Segunda a Domingo
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Força de vontade vs vontade de fazer força
“ Não vale a pena ter esperanças desmedidas para 2009. Mas podem formular-se votos modestos.”…acrescentando “Os meus votos são modestos. Não são excessivos, nem irrealistas. Custam pouco dinheiro ou nenhum.”
Um dos argumentos utilizados é o de que a crise é geral, a todos afecta e daí todos termos de unir esforços para a combater.
Aqueles que mais sofrem gostariam de contar com apoio e necessitariam de alguma real solidariedade dos que menos ou nada estão a sofrer. Mas se alguém está bem, porque irá prescindir da sua riqueza ou do seu bem-estar para ir em auxílio dos que estão piores e carentes de ajuda? Esse problema não é dos ricos, dos poderosos ou dos que não sendo ricos, estão consideravelmente melhores que uma crescente faixa da população que se vê mergulhada numa crise de dívidas, desemprego e total falta de perspectivas presentes ou futuras.
sexta-feira, janeiro 02, 2009
Optimistas Versus Realistas - Portugal 2009
Como português sou acima de tudo um optimista realista. Contudo, já que nestes tempos dificeis apesar de que nunca devemos deixar de acreditar e de estar motivado para a "sobrevivência" que o cenário português não irá ser muito favorável nos próximos anos e talvez estejamos numa fase de renovação e de questionamento do nosso papel como País e aonde queremos estar?
Os tempos das " vacas gordas" terminaram e era nesses tempos que se podia ter arrumado a "casa portuguesa" nas suas diferentes divisões: Saúde, Educação, Sistema Fiscal, Competitividade Empresarial e Qualificação dos Recursos humanos com abertura para fazer face aos desafios da globalização das economias.
Recentemente estive com um amigo meu do tempo do liceu e que mudou de vida e que está a desenvolver a actividade de empresario no Brasil no sector imobiliário e comentou-me o seguinte: Eu parece que ainda estou em 1992 cada vez que venho a Portugal visitar a familia.
Nada muda........e acima de tudo a mentalidade da classe politica que está desacreditada perante o Povo..... os actores são sempre os mesmo na tenda do circo........... Estes factos são reais e talvez sirva para reflexão de todos nós e neste caso é o papel que o FRES tem desempenhado que sensibiliza nós portugueses como um todo: Politicos, empresarios, agentes sociais e cidadãos.
O que é que pretendemos do nosso portugal? Os cidadãos estão despolitizados, deixaram de acreditar nos partidos politicos, estes cada vez mais recrutam por baixo e as próprias elites não são elites mas gente de show off que vive a custa do Estado.
Nesse aspecto portugal nunca mudou. Quem gosta de história sabe que a nossa história foi sempre assim: muita dependencia do estado e muito sebastianismo.............adiar problemas e não sermos práticos na resolução destes.
Não existe uma estratégia nacional acima dos interesses das corporações e é nestas fases dificeis que as elites deviam ter consenso nacional nos grandes temas mas andam a discutir outras questões menores................ De facto vivemos num mundo irreal de País a beira mar plantado e costuma-se dizer em ciencia politica se só conheces a tua realidade nacional julgas que és o maior do mundo.
Mas não há melhores nem piores em termos de classificação de países, mas sim deviamos todos trabalhar para sermos diferentes e construir uma sociedade de bem estar mais igual e que proporcionasse acesso a mais direitos sociais aos cidadãos sem isso não há construção do conceito de cidadania.
quarta-feira, dezembro 31, 2008
Feliz 2009

Por aqui discutimos ideias, apresentámos criticas, fizemos diagnósticos, debatemos e apresentámos recomendações e sugestões. Sugerimos livros e artigos para leitura, publicámos os nossos próprios artigos sobre temas económicos e sociais de relevância tornando do domínio publico algumas das nossas ideias.
Mas acima de tudo partilhámos dos conhecimentos, dos pensamentos e das ideias dos nossos membros e amigos fresianos, os quais tiveram a gentileza de os quererem partilhar connosco. É esta a essência do FRES. São estas ideias, pensamentos e conhecimentos que nos fazem evoluir e crescer como cidadãos conscientes e participativos.
Trabalhámos no tema central das Cidades como pólos de desenvolvimento social e económico no contexto local e regional, tema este que mereceu a nossa reflexão escrita, finalizado com um trabalho publicado nos meios de comunicação social e dirigido às autoridades que tutelam os assuntos do ambiente, cidades e ordenamento do território.
Mantivemos acesa a chama do grande tema educação, sempre alimentado com ocasionais contributos para o fecho final, o qual pretendemos ver finalmente encerrado em 2009.
Façamos votos para que 2009 nos traga a todos novas ideias, temas e reflexões, sugestões e opiniões para além da coragem e ousadia para as apresentar à sociedade. Porque a sociedade está carenciada de alguns valores e iniciativas. Que 2009 nos traga a todos também o bem, a saúde e a sorte.
“Se não intervirmos e desistirmos, falhámos”
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Querer mudar de vida

Porque estas manifestações não representam apenas e só a rebeldia dos jovens estudantes gregos. Representam muito mais do que isto. E como tem sido dito e analisado pelos sociólogos, não se tratam de manifestações por parte das classes baixas e desfavorecidas do país. São antes provenientes da classe média e média alta, as quais vivem num clima de total desalento, total descrença, falta de perspectivas de vida, com salários em desvalorização, com o agravamento do custo de vida e aumento do desemprego. Parece que os gregos têm tendência para serem destemidos e agirem assim.
É relevante ouvir o que dizem os sociólogos gregos e os estudantes na rua, filhos de alguns dos grupos favorecidos da sociedade grega. Não esperam mudanças no ensino, nos programas ou nos professores. Querem antes mudar de vida. Mudar a sua vida.
Estes movimentos de instabilidade social, já antes precedidos por iguais manifestações de violência em França recentemente, estes sim provenientes das classes mais desfavorecidas, são um sinal. Mas um sinal negativo e preocupante do estado social de uma Europa em crise financeira, económica mas também social.
O risco, hoje, da sua repercussão a outros países é significativo. Porque as pessoas e as famílias se encontram em profundo desalento, pouco confiantes numa vida melhor no futuro próximo. É ouvir o que dizem os portugueses nos inquéritos realizados. Somos os menos confiantes na melhoria da nossa qualidade de vida. Os mais pessimistas.
Portugal será, talvez, o país da Europa onde é menor o risco de tais fenómenos virem a ocorrer. Somos até pacatos. Bom para nós. No entanto, nada nos garante que tal não venha a ocorrer também por cá. E 2009 está aí, sombrio, sisudo e pouco afável. Infelizmente espera-se por um agravamento do desemprego em face do encerramento, esperado, de muitas empresas. Esperemos que todos se enganem e que tal assim não seja. Mas neste cenário, agrava-se o estado social do país e aumenta o risco destes fenómenos degenerarem também por cá. Estejamos atentos. Esteja o governo atento. Por quem têm sido vários aqueles que defendem que temos que mudar de vida. Pelo menos melhorá-la.
A tarefa do país deverá ser hoje, acima de tudo, uma tarefa social. Portugal tem que fazer uma reflexão social e agir em conformidade. Isto passará pela implementação de politicas sociais de apoio aos mais pobres e desfavorecidos e de uma ajuda às empresas para que não encerrem a sua actividade. Exemplos: o estado no seu papel de cliente pagar a horas, exigir o IVA apenas após emissão do recibo, melhor enquadramento fiscal ao investimento. O problema depois é orçamental, mas se Bruxelas abre os “cordões à bolsa” para o apoio às medidas de recuperação económica, temos a bênção de Deus.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Requiem a esta crise que nos assola

CRISE. A palavra mais utilizada hoje em dia na boca dos cidadãos portugueses. Ou não fosse o nacional pessimismo instalado o motor de (des)impulso do país. Fala-se de crise muito antes desta se instalar.
Não tenhamos dúvidas que 2009 será um ano muito difícil quando 2008 já o foi. Está assim a Europa e os EUA. Sobra o crescimento da China, Índia ou Brasil. Mas não estamos lá.
Portugal necessita por isso de estímulos, de palavras motivadoras que nos tirem deste marasmo. Iniciativas enérgicas, palavras de confiança e acima de tudo muito trabalho. É necessário o país implementar um plano de contingência nacional. E não seguir ou cair nas tentações da política e dos políticos. Quando o mundo ocidental está como está, quando os EUA estão como estão, fruto da crise financeira instalada, é pura demagogia acusar os actuais governantes, seja de que país for, catalogando-os como responsáveis pela crise. Todos o serão, políticos e cidadãos. Todos participámos no esquema, de uma ou de outra forma. Não dizem os economistas e outros académicos que a economia vive por ciclos de prosperidade versus recessão? Então como contrariar isto? Se não fosse o subprime seria um qualquer superprime.
Portugal necessita de um governo que apoie as empresas (em especial as micro, pequenas e médias), que combata o desemprego que se irá agravar certamente de forma preocupante. Portugal precisa de viver e adoptar um espírito de solidariedade entre todos os cidadãos e de um esforço concertado rumo à prosperidade em vez de criar um clima de crispação social entre as várias facções politicas.
Portugal que necessita de combater o desemprego que afectará milhares de famílias, as suas condições de vida e sobrevivência, o seu equilíbrio mental, o consumo e consequentemente o crescimento, só será obtido com um sentido de solidariedade, esforço conjunto e união entre todos. Um pacto de regime entre cidadãos e políticos. Isso mesmo. Mas fundamentalmente entre políticos (se forem inteligentes). As empresas terão que obter pacotes de ajuda, creditícia, fiscal e/ou outras. Para não encerrarem. Para não provocarem mais desemprego (o verdadeiro flagelo de um país).
Portugal precisa de um plano de contingência. Agora que o plano de ajudas ao sistema financeiro está (pensa-se) quase concluído, é necessário promover e encorajar o investimento produtivo para crescer. Todos os projectos são importantes. Uns, sê-lo-ão mais do que outros uma vez que não dispomos de dinheiro para todos. Há que os fasear.
Temos que testemunhar de forma séria e honesta os estímulos que o governo tem dado no sentido de ajudar as empresas, ao mesmo tempo que ajudou os bancos. Uns concordarão outros não. Quem se lembra dos últimos pacotes atribuídos às empresas antes destes agora implementados? Quando? Por quem?
Este clima de crispação mantém-nos na cauda da Europa. Enquanto os outros trabalham em conjunto com um sentido de auto-ajuda, nós continuamos a dar tiros nos pés. Que estúpidos que somos.
Quando o país necessita do esforço conjunto de todos e de um rumo comum, na defesa dos cidadãos e do bem-estar comum nacional, continuamos a assistir a manifestações, umas individualistas outras corporativistas, recrudescidas num pensamento de egoísmo e sustentadas num interesse egoísta, venham elas de onde vierem. Este não é o tempo nem o modo para tal.
Onde estão os cidadãos? Onde está Portugal? Como está Portugal?
domingo, dezembro 07, 2008
A importância de ser Cidadão

E é por esta falta de sentido de cidadania e de responsabilidade cívica que o país está enfermo, deprimido e desatento ou desinteressado. Como nunca deixo de querer referenciar José Gil quando afirma que “Portugal é o país da não inscrição”.
Gostaria de recordar as palavras do ex-Presidente Jorge Sampaio há dias na RTP 2 quando entrevistado por Sérgio Figueiredo quando citou as palavras de um Presidente de um país estrangeiro que ao se lhe dirigir a propósito da importância do papel da figura de Presidente do país afirmava “Sr. Presidente, mais importante que o papel de Presidente é o papel de cidadão”. Este papel que Jorge Sampaio não se cansa de defender.
Ou não fosse o papel de cidadão essencial para tornar inaceitáveis e denunciar casos como a Casa Pia, o SIRESP, os casos da SLN ou do BPN, os relacionados com a operação furação ou os casos Felgueiras, Gondomar e outros que tantos.
sábado, novembro 29, 2008
Nova Iorque – Madrid – Bombaim
Bombaim ( Mumbai ) só hoje vê um dos seus principais símbolos ( o Hotel Taj Mahal ) liberto de terroristas, após 3 dias de enorme tensão, dor e mortes. Mais uma vez temos vidas inocentes, ceifadas por um punhado de indivíduos para quem é indiferente matar uma pessoa, cem pessoas ou mil pessoas. Confesso que esta indiferença perante a vida de outros seres humanos, é algo que me choca profundamente.
sábado, novembro 22, 2008
Subestimar os adversários
Podemos contudo tirar ilações deste e de outros jogos colectivos ou individuais.
sexta-feira, novembro 21, 2008
Ainda somos pequenos
O silêncio ouve-se quando nos calamos
Porque não as escutamos?
Porque muitos homens transformam as suas mulheres no escape para as suas frustrações e tratam-nas com tanta violência que até as matam?
Porque não as escutamos?
quarta-feira, novembro 12, 2008
Professores e Sindicatos

Não deixa por isso de ser indispensável questionar as razões e motivações dos professores para a dimensão e tamanha mobilização para estes protestos. Qualquer Governo responsável o faria.
De entre todos os que se manifestaram encontraremos bons e maus professores. Uns verdadeiros profissionais, sérios e exigentes, esforçados e trabalhadores, outros tudo menos tudo isto. Uns aos quais são exigidos mais sacrifícios pelo esforço que terão que desempenhar no cumprimento da sua profissão, outros cujos sacrifícios lhes passam ao lado. Outros tantos que se manifestarão de forma adequada e civilizada, outros que merecerão tudo menos o título de professores.
Porém não deixa de ser igualmente relevante que todo este trabalho resulta da manietação dos Sindicatos. Estes, que têm sido os verdadeiros governantes da educação nos últimos 30 anos. Veja-se por isso o estado da educação.
Não é aceitável que não se queira ser avaliado. Em nenhuma profissão isso acontece. Todos nós no dia-a-dia somos avaliados pelo trabalho que realizamos. Maiores responsabilidades devem ser conferidas aos professores que têm a incumbência de ensinar os nossos filhos.
E pelo que sabemos, os sindicatos não aceitam nem este nem um outro modelo de avaliação. Simplesmente não querem avaliação. O resto é retórica. Todos os modelos até aqui apresentados foram rejeitados. Não se pode pretender que um qualquer sistema de avaliação seja totalmente perfeito. Como qualquer instrumento de trabalho, uma ferramenta de avaliação pode e deve ir sendo melhorada e ajustada à realidade do que está a avaliar. Com a experiência.
Não aceitar isto é fintar a verdade e politizar à volta do tema. O episódio da escola secundária de Fafe é paradigmático. Foi já replicado e reflectido nos alunos a falta de sentido de responsabilidade, seriedade e civismo de muitos professores e sindicalistas.
terça-feira, novembro 11, 2008
Os ovos do nosso descontentamento.
O que não gosto certamente é de levar com ovos na cabeça, estejam eles bons ou podres.
Vem esta introdução a propósito da forma como estudantes do aluno secundário de Fafe receberam hoje a Ministra da Educação. São estes sinais de primitivismo que nos entristecem.
Podemos gostar ou não do trabalho dos nossos governantes. Agora o que não podemos nunca é tolerar que eles sejam vítimas de actos de puro vandalismo, por parte de quem não gosta do trabalho do Ministro A ou B.
Nós somos e queremos continuar a ser uma democracia salutar. E em democracia respeita-se sempre os parceiros e os adversários políticos.
Neste caso, são alguns dos nossos jovens que entenderam ser perfeitamente natural agredir a Ministra da Educação e a sua comitiva com o lançamento de ovos.
Desejo sinceramente que estes actos não se repitam e que quem os praticou ou incentivou, tenha consciência da incorrecção das suas atitudes.
A violência não dignifica ninguém, nem prestigia ou legitima nenhuma luta.
Aos alunos que defendem uma boa educação, façam o favor de a por em prática.
domingo, novembro 09, 2008
Can just one man save the world ? No he can´t.
Barack Hussein Obama II (Honolulu, 4 de agosto de 1961) é um político dos Estados Unidos da América, eleito o 44º presidente de seu país, pelo Partido Democrata.
Trabalho de décadas
Em http://noticias.sapo.pt/info/artigo/895176.html
podemos ler a seguinte notícia:
A missão espacial não-tripulada indiana PSLV, com o satélite Chandrayaan-1 a bordo, entrou em órbita lunar depois de uma manobra bem sucedida, anunciou a agência de pesquisa espacial indiana ISRO.
A 385.000 km do globo terrestre, a nave levará uma semana para estabilizar em órbita e quando o fizer, a sonda será enviada para realizar os primeiros testes na superfície da Lua.
Chandrayaan-1 transporta instrumentos científicos indianos, europeus e americanos. Durante dois anos fará experiências na Lua e arredores, como estudos topográficos ou a busca de água, minerais e substâncias químicas.
Fim da notícia
Em Dezembro vou à India onde estive há 18 anos, tendo visitado em Banguelore um Centro Tecnológico.
Recordo-me de ter ficado impressionado com o nível de desenvolvimento dos Indianos no campo da Ciência e Tecnologia.
Os anos passaram e confesso que mantive um afastamento em termos de conhecimento relativamente ao Desenvolvimento Tecnológico da India.
Só isso justifica um certo espanto e admiração por ver que o programa espacial indiano é uma realidade inquestionável, como o prova esta “Missão à Lua”.
Este facto fez-me reflectir no que muitos cientistas portugueses já afirmaram.
O trabalho no campo das Ciências e da Tecnologia faz-se não em poucos anos, mas em décadas.
Queremos ensinar
Segundo a organização, o protesto de ontem, convocado por todos os sindicatos do sector, reuniu cerca de 120 mil professores, superando a manifestação de Março, até agora a maior alguma vez realizada em Portugal por uma única classe profissional. Já a PSP recusou adiantar números, alegando não serem possíveis de calcular, "dada a dimensão do protesto".
Apesar da dimensão do protesto, que superou o realizado em Março, a ministra da Educação garantiu, em conferência de imprensa, que o modelo vai continuar a ser aplicado nas escolas, para permitir distinguir e premiar aqueles que são os melhores professores.
quinta-feira, novembro 06, 2008
Bush o Melhor ou o Pior Presidente?
Creio que tudo isto terá sido possível, muito por causa e devido à actuação de… George W. Bush. Não ainda de Barack Obama.
Ao longo dos últimos 8 anos, o actual e ainda presidente George W. Bush, terá sido o causador e fomentador desta união entre o povo americano. Reconciliado com si mesmo. Entre democratas e muitos (muitos) republicanos. É Bush quem fomenta a necessidade dos jovens virem para a rua e manifestarem as suas preocupações quando ao seu futuro. De brancos e negros se unirem em luta contra a guerra. De todos se mostrarem angustiados e oprimidos pela crise financeira (e consequentemente económica) que os assola e que nos EUA (e que por efeito de contágio no resto do mundo) se faz sentir afectando as suas vidas.
A Bush se deve em parte esta união, esta vaga de esperança, este momento de viragem e este acontecimento de natureza histórica que já comoveu e emocionou até muitos líderes mundiais. Não pelas boas razões. Não pelas melhores razões. Mas pelas piores razões. Porque foi muito mau. Tudo demasiado mau. Os EUA e o Mundo perderam pelo menos 8 anos da sua história. Todos nós perdemos de alguma forma 8 anos das nossas vidas em custo de bem estar e estabilidade, no caminho da paz e prosperidade. Quanto aos EUA arriscaria mesmo a afirmar que terão sido muito mais que 8 anos. Pela perda de credibilidade face ao resto do mundo. No momento em que escrevo estas linhas, uma nova equipa de administradores, políticos, conselheiros etc. está a ser preparada. Curiosamente, muitos da era William Jefferson Clinton.
De há 8 anos atrás! Porque será?...
Change. Yes we can.
domingo, novembro 02, 2008


Objectivo foi; transferir para o mundo dos negócios a imagem de «eficiência» do jogador.
Pois é, num país em que quase tudo gira em torno do futebol, vimos agora TODOS nós, “cobrir “ a gestão danosa do banco, ou diria a “eficiência “ dos jogadores/gestores ?
Cold November Rain
Os blogs são, como o nosso colega Mário de Jesus nos indica, um óptimo espaço para a comunicação e partilha de opiniões; para um debate que se pretende sempre vivo e esclarecedor das questões em análise.
quarta-feira, outubro 29, 2008
A Blogosfera conquistou a SEDES
A SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social lançou ontem um novo fórum de ideias para aprofundar a intervenção cívica. A iniciativa conta com Silva Lopes, João Salgueiro, Pedro Magalhães e Correia de Campos como colaboradores, entre outros.
"A criação de um blogue aprofunda as formas de intervenção cívica da SEDES, numa perspectiva de maior regularidade e de incremento das contribuições de todos para a discussão da actualidade económica e social" refere o presidente da SEDES, Luís Campos e Cunha.
Não reservo nenhumas dúvidas sobre a importância da acção cívica desenvolvida de forma séria através dos Blogues.
Por isso mantenho o desafio de todos os fresianos aproveitarem o nosso no sentido de darem o SEU contributo em ideias e propostas.
terça-feira, outubro 28, 2008
Dinâmica das Exportações
Mas mais do que proferir palavras e intenções, é necessário criar condições reais para que exista uma verdadeira dinâmica das exportações.
segunda-feira, outubro 27, 2008
Dívidas Eternas
Todo o artigo é excelente mas gostava de reter e comentar duas frases em particular:
domingo, outubro 26, 2008
Dependência ( ou não ) do Petróleo
Por isso, fiquemos com a frase de Vitor Hugo: "É triste pensar que a natureza fala e que o género humano não a ouve."
Texto escrito por Cristiana Marques Rodrigues e publicado no nosso blog a seu pedido.
A Cristiana Rodrigues é visitante assídua do nosso blog e apreciadora dos artigos que nele colocamos, tendo já comentado um artigo recentemente publicado.
quarta-feira, outubro 22, 2008
Errare humanum est
Dois casos diferentes motivam esta reflexão.
1º Caso – Filho de Durão Barroso apanhado com haxixe
2º Caso – Ladrões furtam portátil de Miguel Sousa Tavares
Estamos sempre a ver pessoas condenadas antecipadamente, em privado, ou na praça pública.
E logo nos apressamos a perguntar: será que ele não sabia que não podia fazer isto ou aquilo?
- Porque será que uma pessoa tão inteligente e tão culta como ele, não se lembrou de fazer uma cópia de segurança do seu trabalho?
domingo, outubro 12, 2008
Medida igualmente importante
Muito haverá certamente para falar do Orçamento e das suas virtudes e defeitos numa altura em que também nós portugueses, esperamos do nosso governo, medidas que ajudem a ultrapassar o actual mau momento económico.
sexta-feira, outubro 10, 2008

Se uma coisa esta crise está a demonstrar é o facto de que a economia de mercado livre funciona, ou seja, assistimos ao rebentar de uma série de bolhas especulativas que vinham sendo criadas nos últimos tempos em volta do chamado mercado do sub-prime,... mas não só.
De seguida observamos a intervenção dos bancos centrais e dos governos de diversos países agindo de uma forma directa e mesmo, em alguns casos, no sentido da nacionalização de um conjunto de instituições ( “injecção de capitais nos mercados financeiros” ).
O plano Paulson ( 700 mil milhões de dolares ) de dinheiro vindo directamente do bolso dos contribuintes fizeram-me lembrar o economista norte americano Milton Friedman galardoado em 1976 com o prémio Nobel , numa das suas diversas teorias sobre as diferentes formas de “aplicar” dinheiro.
“Gastar” o dinheiro de terceiros em terceiros, é, regra geral, a forma mais despreocupada. “Ninguém gasta o dinheiro dos outros tão cuidadosamente quanto gasta o seu” dizia Friedman.
Ou seja durante anos um conjunto de “especialistas” financeiros investiram o dinheiro de terceiros em terceiros ( produtos ), que agora se constata, pouco sustentados do ponto de vista financeiro( “elevada exposição ao risco ), muitas vezes altamente recomendados pelas “agências” de rating estimulando uma procura desmedida (vendendo gato por lebre ) a estes “produtos tóxicos” que rápidamente se transformaram numa fonte de receitas lucrativa ,.... a velha máxima do aumento da procura a estimular a cotação em bolsa, só que a bolha rebentou e agora ninguém quer ficar com os outrora tão cobiçados “Produtos”....por que razão ?
De seguida vêm politicos de todos os quadrantes argumentar que se deve regulamentar mais os mercados financeiros através de uma supervisão mais apertada..... , mas regular o quê? E como ? estas medidas contrariam em tudo a teoria da economia livre de mercado que para funcionar deve ser “des-regulado” descongelado e livre de barreiras.
Acredito como Milton Friedman no sucesso de uma economia liberal , que, desafiando todas as teorias dominantes a respeito das causas da Grande Depressão de 1929, afirmou que foi o excesso e não a falta de intervenção governamental a responsável pela maior crise até então vivida pelo sistema capitalista. “A Grande Depressão nos Estados Unidos, longe de ser um sinal da instabilidade inerente do modelo de empresa privada, constitui testemunho de quanto mal pode ser feito por erros de um pequeno grupo de pessoas , quando estas, dispõem de poderes vastos sobre o sistema monetário de um país”, testemunhou Friedman cuja crítica generalizada ao intervencionismo governamental ( representada pelo Federal Reserve System que, no caso dos Estados Unidos corresponde ao Banco Central) foi sempre um dos seus alvos predilectos.
Até é possível que estes erros (cometidos pelo FRS no período da Grande Depressão) possam eventualmente ser desculpados na base do conhecimento disponível naquela ocasião – embora Friedman achasse que não.
Qualquer sistema que dê tanto poder a uma oligarquia e que podendo originar situações tão severas e amplas é um mau sistema.
Desafiando as correntes de opinião do momento e fazendo jus á memória de Milton Friedman ( brilhante mas também muito polémico ), lanço aqui um desafio á reflexão sobre se a saída da crise, porventura não estará tão mais na consciencialização individual dos agentes intervenientes na actividade de gerir/aplicar dinheiro ( próprio e de terceiros) como se do próprio capital se tratasse, investindo com prudência e ponderação travando assim a “ganância colectiva de um grupo de poucos movidos por interesses e estimulos pessoais de curto prazo?
E estes agentes, afinal, somos todos nós pessoas individuais que em maior ou menor escala aplicamos os nossos dinheiros quer directa quer indirectamente no “mercado”, procurando satisfações , explicações, juntando informação, criando uma opinião própria e , mais importante do que isso agir em vez de observar.
Se por um lado a situação é grave, por outro lado abriu-se uma janela de oportunidade, para investir,(de momento o mercado de capitais está interessante para quem queira comprar sensatamente), o mercado imobiliário apresenta agora casas a preço de saldo e mais do que nunca é necessário que se continue com um “padrão” de consumo saudável e “regrado” para que uma crise financeira não se torne também numa crise económica acabando por afectar de uma forma mais drástica toda a sociedade.
Mais sobre o tema de uma “forma humoristica” em :
quarta-feira, outubro 08, 2008
Ainda a securitização da tasca do Ti Joaquim
O sistema financeiro e a tasca do Ti Joaquim
O Ti Joaquim tem uma tasca, na Vila Carrapato, e decide que vai vender copos 'fiados' aos seus leais fregueses, uns borracholas, outros desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose do tintol e da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do Ti Joaquim, um ousado administrador com um MBA muito reconhecido, decide que o livrinho das dívidas da tasca constitui, afinal, um activo negociável, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o 'fiado' dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e transformam-nos em Warrants, CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrónimo financeiro que nem todos sabem exactamente o que quer dizer. Esses produtos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzema operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (os tais livrinhos das dívidas do Ti Joaquim). Esses derivados vão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os borracholas de Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e a tasca do Ti Joaquim vai à falência.
Com algum racional correspondente à situação da dívida hipotecária, diria que a Tasca do Ti Joaquim não foi necessariamente à falência, visto ter "vendido" os créditos ao Banco. Note-se a situação do Ti Joaquim que, não sendo uma instituição financeira, não esteve nunca sujeito à supervisão ou a qualquer tipo de controlo no processo de concessão de crédito, nem esteve sequer motivado a manter a qualidade do crédito. A sua única motivação foi vender o tinto - o crédito era um problema entre o Banco e os borracholas.
Por sua vez, o Banco tinha uma forma de dividir e vender o crédito adquirido, atribuindo-lhe varios níveis de risco por construção de produtos derivados com garantias de terceiros (seguradoras e outras instituições financeiras) e que vendia no mercado.
A tasca do Ti Joaquim sofre agora de risco de falência, porque os borracholas estão falidos e já não conseguem pagar mais "visitas" à tasca e o Banco do Ti Joaquim deixou de comprar créditos ao Ti Joaquim.O conjunto de financeiros que adquiriu os "créditos borracholas" está a par com a incapacidade dos clientes do Ti Joaquim para pagar o que devem, e o único "bem" que existe para ser executado é um conjunto de garrafas vazias dos clientes, que o Ti Joaquim foi guardando nas traseiras da tasca e que não valem o que os borracholas pediram emprestado para as adquirir.
Entretanto apareceu um senhor lá de Lisboa chamado Paulo Sim, que disse ter um plano nacional para salvar o Banco do Ti Joaquim e as outras instituições financeiras envolvidas no processo, a bem da civilização tal como a conhecemos e do sistema económico que a suporta. O problema do plano Paulo Sim é que, apesar de tentar salvar o sistema, não resolve o problema de fundo para evitar situações semelhantes no futuro e ainda por cima ataca profundamente a lógica e bases do sistema. Para além disso, o valor considerado não é suficiente para cobrir todos os créditos borracholas.
O plano do senhor de Lisboa consiste em comprar os créditos borracholas às instituições que os têm, incluindo ao Banco do Ti Joaquim. Isto faz muita gente feliz, em primeiro lugar o Presidente do Banco do Ti Joaquim e as administrações das financeiras que entraram no processo e ainda todos os accionistas destas instituições. Ou seja, andaram todos a arriscar à grande e por isso ganharam à grande - até aqui tudo bem. O problema é que agora que chegou a hora de perder à grande, vem um senhor lá de Lisboa para os salvar, e ainda por cima com o dinheiro de todos, que inclui todos aqueles que sempre foram prudentes e consequentemente nunca tiveram grandes ganhos e aqueles que sempre viveram modestamente e até aqueles que viveram com dificuldades.
A justeza do capitalismo assenta na igualdade ao nível das regras, na equidade ao nível do processo, da igualdade na oportunidade. O socialismo, ao contrário, tende mais para um conceito de justeza no resultado final. Dai que o capitalismo seja compatível com o deixar viver e morrer, é verdade, mas para todos da mesma maneira, com regras claras, com transparência. Um plano que "salva" quem tem que morrer e que, ainda por cima, foi (ir)responsável pela ameaça ao sistema, com consequências potencialmente devastadoras a nível global, não pode ser bom, ou justo.
Então como se resolve o problema? Para não salvar o prevaricador vamos deixar o sistema afundar? A situação é complexa e a solução não será simples, mas deverá ser rápida. Os temas são: deixar o sistema funcionar e salvar o sistema. Parece um paradoxo, mas não tem que ser. Se considerarmos que deixar o sistema funcionar significa deixar afundar o prevaricador e salvar o sistema significa garantir a continuidade das instituições financeiras relevantes.
Durante o último "crash" de 2000, não se puseram em causa as falências das tecnológicas, as perdas dos investidores e de postos de trabalho. Porque deverá ser diferente agora? Por outro lado, a principal função do sistema financeiro não deverá ser prejudicada, principalmente a de ponte entre o aforrador e o investidor. Com uma quebra importante na capacidade de concessão de crédito dos Bancos, teremos uma inevitável transmissão do problema à economia real, nomeadamente às empresas que baseiam na obtenção de crédito não só o investimento, mas a própria actividade corrente. Uma quebra importante na capacidade de concessão de crédito pode, no curto prazo, afundar a maioria das empresas que poderíamos considerar financeiramente saudáveis, bem geridas, grandes ou pequenas. Teríamos boas empresas a morrer, simplesmente por operarem em sectores com necessidades de financiamento de fundo de maneio. Em simultâneo, teríamos empresas a sobreviver, não necessariamente bem geridas, simplesmente por operarem em sectores geradores de fundos de maneio superavitários. Mesmo nestas últimas, o investimento estaria comprometido enquanto a crise financeira durasse. Em qualquer caso, o resultado seria uma profunda e prolongada recessão que provocaria um retrocesso incalculável dos níveis de riqueza e um inevitável reposicionamento de poder económico, em que os países mais expostos, nomeadamente os Estados Unidos, a Europa e até mercados emergentes com certo grau de dependência da economia americana, como a China, ficariam prejudicados.
Para manter a moralidade do sistema, os investidores (accionistas) das instituições em risco devem perder o seu investimento e os "management" dessas instituições perder o emprego. Neste âmbito, haverá níveis de responsabilidade e consciência diferentes, mas isso é "business as usual". Por outro lado, as funções das instituições financeiras de depósitos (e algumas de aforro mais relevantes) e crédito e prestadoras de garantias (incluindo seguradoras) deverão ser salvas através da nacionalização dos activos e passivos. Pode ser realizado pela entrada do Estado no capital (directamente ou através de fundos especiais) com o objectivo de garantir as aplicações mais líquidas e fazer o "turnaround" das instituições. Dependendo da situação de cada instituição, o Estado poderá entrar por via de um aumento de capital, caso os capitais próprios ainda mantenham algum valor, ou simplesmente por aquisição da instituição por um valor simbólico e posterior injecção de capital. Entretanto, operar um reformulação da regulação para evitar situações semelhantes no futuro. Depois de assegurado o funcionamento normal do sistema, os Estados poderão alienar as instituições "nacionalizadas", a preços de mercado, o que não invalida a hipótese de os Estados poderem vir a efectuar ganhos ou mais valias face ao "investimento", ficando assim salvaguardado o património do Estado no sentido mais estrito.
sábado, outubro 04, 2008
O Envelhecimento nos dias de hoje
Existem contudo formas muito variadas de se chegar a / viver esta idade avançada. Por um lado, temos um grupo de pessoas que se mantêm saudáveis e activas e com boas condições socioeconómicas.
Por outro lado, para muitos idosos, a gradual perda de saúde e de qualidade de vida, representa um início de um longo e penoso caminho.
Desafios que o envelhecimento representa:
- Declínio da população activa com consequente envelhecimento da mão-de-obra;
- Maior pressão sobre os regimes de segurança social e finanças públicas, provocada pelo número crescente de reformados e pela diminuição da população activa;
- Maior necessidade de cuidados de saúde e de assistência às pessoas idosas;
- Maior diversidade de recursos e de necessidades dos idosos;
- Inactividade abrupta, aquando da reforma, o que cria sentimentos de inutilidade, de rejeição e de afastamento das pessoas idosas.
Apesar de se saber que o idoso vai perdendo a sua capacidade física, psíquica, mental e social ao longo dos anos, devemos ter presente que o envelhecimento é uma nova fase da vida que deve ser abordada e vivida da forma mais saudável, positiva e feliz possível.
Como Cuidados à Pessoa Idosa, temos que ter em consideração:
- Investimento na prevenção;
- Promoção de estilos de vida saudáveis;
- Educação dos mais novos para o envelhecimento;
- Educação para a saúde familiar;
- Melhoria das condições de vida;
- Promoção do auto – cuidado;
- Viver com mais saúde e por mais anos
Nos casos em que o idoso se encontra com algum grau de dependência e para lhe proporcionar um melhor acompanhamento tendo também em conta a sua vontade, qual será o melhor local para permanecer com a referida qualidade de vida? Será a sua casa? Será a casa de familiares? Será o centro de acolhimento ou será a casa de repouso?
Existem recursos de apoio aos Idosos como: Lares de Idosos, Lares para Cidadãos Dependentes, Centros de Dia, Centros de Convívio, O Apoio Domiciliário, Acolhimento Familiar, As Colónias de Férias e o Turismo Sénior, O Termalismo.
No apoio ao idoso tem também de se ter em conta as estruturas interna e externa à família.
Estrutura interna da família – como se organizam e como se reestruturam perante a dependência do idoso.
Estrutura externa da família, ou seja, as outras redes de apoio (Redes de Vizinhança e Amigos, Centros de Saúde, R.N.C.C.I.-Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, I.P.S.S.–Instituição Particular de Solidariedade Social)
Ter família é ter a certeza de que se possui alguém com quem se pode partilhar sentimentos; é ter a presença segura de alguém que é querido, que apoia e que cuida; é uma forma de ultrapassar o isolamento. Não nos devemos esquecer que em muitos casos é a família (cuidador ou cuidadores principal/principais) quem passa 24 horas por dia com o idoso.
As famílias também elas necessitam de ser cuidadas, escutadas e apoiadas. Quando ela é solicitada para a prestação informal de cuidados ao doente no domicílio, torna-se necessário ter uma família envolvida e, sobretudo, uma família apoiada, diminuindo assim a ansiedade e a sensação de impotência dos familiares, para que tudo se desenvolva de forma harmoniosa em prol da saúde do idoso.
De forma directa ou indirecta, para promover uma melhor qualidade de vida, nossa e dos nossos entes queridos, começamos todos a ter de ver com diferentes olhos e a prestar mais atenção ao envelhecimento nos dias de hoje.
segunda-feira, setembro 29, 2008
Um Mundo dois sistemas

Com crises constantes e crescentes de liquidez e falta de confiança entre as instituições europeias, temos assistido com frequência desde o início desta crise, a acções de socorro prestadas pelo Banco Central Europeu (BCE) o qual, ao emprestar avultados montantes em fundos a curto prazo, tem ajudado a resolver as dificuldades financeiras existentes em muitos dos principais bancos europeus. Ainda há poucos dias assistimos a duas injecções de capital por parte do BCE no sistema bancário europeu, as quais somaram 100 mil milhões de euros em empréstimos a curto prazo. E o que sabemos é que pouco sabemos ainda da profundidade e longevidade desta crise.
Mas não tem sido apenas o BCE a prestar socorro às instituições financeiras europeias. São conhecidas as intervenções do tesouro americano na solvência e salvação de grandes instituições como a Fannie Mãe e Freddie Mac ou a seguradora AIG, intervenções estas já destinadas à recuperação total destas instituições. No Reino Unido, a nacionalização do Northern Rock e a aquisição do HBOS pelo Lloyds TSB, ou no caso da Dinamarca o socorro dado pelo Banco Central com mais 100 instituições ao Roskilde ou ao pequeno Ebh Bank, são exemplos da profundidade desta crise. Ao mesmo tempo que escrevo estas linhas tomamos conhecimento da intervenção conjunta dos governos da Bélgica, Holanda e Luxemburgo na salvação do Fortis Bank.
Nenhuma instituição financeira (bancária ou seguradora) poderá dizer que está incólume a esta crise financeira e à instabilidade do sistema financeiro mundial. Todos os bancos emprestam dinheiro a outros e recebem de outros empréstimos. Todos os bancos aplicam algures os seus fundos e excedentes de liquidez. Ainda que acredite na transparência do sistema, sabemos que, em muitos casos, o dinheiro recebido é depois reaplicado ou canalizado para produtos de maior complexidade. De qualquer forma é minha convicção que os governos, os bancos centrais e as instituições financeiras saudáveis, em articulação uns com os outros, não deixarão de intervir e de pôr a funcionar os mecanismos de salvaguarda que evitem um aprofundamento dramático desta crise. É preciso confiança no mercado, mas ao mesmo tempo é necessária uma dose de serenidade, bom senso e sangue frio para analisar os problemas e aplicar as curas respectivas. Nem que o sistema financeiro mundial tenha que se reposicionar em relação às linhas de orientação estratégicas do passado. A maturidade do sistema assim o obriga.
Mas ao mesmo tempo que assistimos à falta de liquidez de alguns dos bancos europeus e americanos, ao clima de algum pessimismo, depressão e “cinzentismo” vivido nos mercados ocidentais, podemos olhar para o sistema financeiro angolano com outras lentes e observar a dinâmica de crescimento, o brilho da confiança e a robustez da intervenção das instituições financeiras deste país. Por lá podemos observar que se respira confiança e ânimo. Os bancos com um bom nível de liquidez (a taxa de poupança em Angola muito perto dos 50% - valor estimado para 2008) que permitirá potencialmente financiar os investimentos há muito esperados. Os excedentes comerciais positivos que representarão este ano, pensa-se, cerca de 20% do PIB, com a consequente acumulação de reservas líquidas a atingir cerca de 20 mil milhões de USD em 2008, são razões de sobra para este optimismo. Os resultados das instituições bancárias angolanas e a dinâmica das mais recentes posições accionistas, dizem o resto sobre a alegria que se vive no sistema.
sábado, setembro 27, 2008
Precisam-se Mentes Brilhantes
“ O Produto Interno Bruto (PIB) irlandês registou uma quebra no segundo trimestre deste ano face ao anterior e pela segunda vez consecutiva, o que torna a Irlanda a primeira economia da Zona Euro a entrar em recessão técnica.
Primeiro-Ministro e Deus
Deus na figura humana de um Mestre surgiu diante de um aviador, que ficou encantado e intrigado por o Avião do Mestre não ter no vidro as marcas de centenas de insectos que morrem projectando-se contra o avião em pleno voo.
