
domingo, julho 12, 2009
Desistir ou Insistir ?

sábado, julho 04, 2009
A vida é um jogo
quinta-feira, julho 02, 2009
Reformas no Serviço Nacional de Saúde - III

3. Que investimentos alternativos?
terça-feira, junho 30, 2009
Reformas no Serviço Nacional de Saúde - II

segunda-feira, junho 29, 2009
Reformas no Sistema Nacional de Saúde - I

Estão definidos três níveis de serviço de urgência quando o anterior regime definia apenas dois. São estes o Serviço de Urgência Polivalente (SUP) o Serviço de Urgência Médico-Cirúrgico (SUMC) e o Serviço de Urgência Básico (SUB). Estes diferentes níveis de urgência distinguem-se pela sua capacidade de atendimento e capacidade cirúrgica, critérios estes dependentes quer da população local quer da afluência previsível de doentes. Numa primeira análise, considerando a distribuição e hierarquização da rede de urgências pelos hospitais e centros de saude do país, parecem-nos adequadas as propostas apresentadas. Parece-nos correcto que, por exemplo, hospitais como o de Santo António ou São João no Porto, Universitários de Coimbra, Santa Maria e São José em Lisboa, Fernando Fonseca na Amadora ou de Santarém, usufruam dos serviços de urgência de maior dimensão e oferta de serviços médico-cirúrgicos.
Um outro aspecto que pretendemos realçar são os critérios relativos ao tempo de resposta ao socorro local. Estes são suportados em considerações de natureza geográfica e tempos de chegada aos locais de socorro. Neste campo, as metas estabelecidas, pelos critérios que consideram, parecem-nos à partida racionais. É certo que é sempre dificil estabelecer com absoluta certeza a aplicabilidade adequada destes tempos quando falamos de socorrer vidas humanas. Cada circunstância pode ser diferente da anterior e nunca ninguém aceita como justificável a perda de uma vida humana devido a um atraso na chegada de apoio. Mas tendo em conta que os tempos de resposta preconizados nesta proposta se enquadram no que se considera serem os padrões internacionais, o que defendemos é que os meios aplicados e a distribuição dos mesmos seja adequada à realidade do país que temos, às características demográficas das populações e sua estrutura etária, às redes de comunicação e às condições físicas do local. É igualmente difícil de aferir sobre a adequabilidade do número de ambulâncias por um determinado número de habitantes. Aqui mais uma vez os critérios parecem-nos razoáveis, mas cada situação diverge da anterior podendo contudo acontecer que uma ambulância de emergência por cada 40.000 habitantes seja insuficiente. O que importa é que, nestes casos, haja de imediato a possibilidade de aparecerem duas em vez de uma.
domingo, junho 28, 2009
Centros de Decisão Nacional

Tem estado recentemente em discussão a problemática sobre a manutenção dos “centros de decisão” nas mãos dos investidores nacionais e o risco da sua transferência para o estrangeiro. Este debate surge reforçado após a consciência plena do que é (pode ser) a globalização. Fará sentido esta discussão no quadro da nossa integração no espaço económico e social comum, no âmbito da União Europeia? Seremos demasiado proteccionistas? Acreditamos que pelo menos merece haver espaço para esta reflexão.
Há uma grande diversidade de argumentos, uns a favor e outros contra a transferência do capital das empresas nacionais para mãos estrangeiras. Em ambos os entendimentos, encontramos posições razoáveis e sensatas. Por isso acreditamos que a questão não é simples e de conclusão linear. Encontrámos, entre outros, alguns dos argumentos que nos merecem maior reflexão e discussão.
i) A favor da transferência do capital para estrangeiros:
- a importação de conhecimento, novas tecnologias, know how e novas competências de gestão;
- a criação de emprego, o aproveitamento da mão-de-obra especializada que, se bem gerida, revela bons níveis de competência e produtividade;
- a captação de importantes níveis de capital não disponível em mãos de investidores nacionais;
- a possibilidade de alavancar a economia para novos graus de produtividade e desenvolvimento tecnológico;
- a integração de Portugal nos modelos de crescimento dos países parceiros mais desenvolvidos da União Europeia (caso da Inglaterra, Holanda, Suécia ou Espanha).
ii) Contra esta posição de deslocalização do capital:
- a procura pelos estrangeiros de um modelo de mão-de-obra barata que desqualifica o país;
- o risco de provocar o desemprego, com o impacto social negativo consequente, quando este modelo de baixo custo da mão-de-obra sofre a concorrência de países como a China, Índia, Republica Checa ou Roménia;
- o mesmo fenómeno que o anterior mas baseado na deslocalização da produção para os países da Europa de Leste cujas qualificações da população são mais elevadas;
- o mero aproveitamento dos benefícios fiscais do estado por um longo período de anos, findos os quais se encerra a actividade e se deslocaliza para os países atrás referidos;
A politica
Apesar dos argumentos acima apresentados, continua para nós a não ser simples uma tomada de posição, a favor ou contra os mesmos, uma vez que tais argumentos não reflectem por si só a profundidade do problema. A exemplo de países já referidos como a Holanda, Suécia, Reino Unido ou Espanha, também em Portugal será de grande conveniência permitir a transferência do capital para accionistas estrangeiros (quer de grandes, pequenas ou médias empresas) desde que estes investidores nos tragam não só novos capitais mas também uma forte capacidade financeira que permita ao país mais desenvolvimento, inovação e criação de riqueza. Isto é igualmente aplicável a negócios em sectores estratégicos para Portugal. No momento em que tanto se fala (e trabalha) para a captação de investimento estrangeiro, o país não pode e não deve actuar em contradição com esta politica dado que a criação de riqueza permitirá a obtenção de sinergias com outras empresas a montante e a jusante (clusters) tão importantes para o país.
Os reguladores
O risco da transferência de capitais, a existir, poderá ser significativamente reduzido, extinto mesmo, se houver uma forte política reguladora em Portugal (como no Reino Unido). Acreditamos que uma forte entidade reguladora em cada sector estratégico permitirá dar cumprimento às normas estabelecidas no mercado de cada sector, o que permitirá a protecção dos interesses económicos, políticos e sociais nacionais, reduzindo o perigo de uma nefasta detenção de capital nacional em mãos estrangeiras. Estes riscos, se os houver (desemprego acelerado, encerramento de operações e desinvestimento, atropelo das normas de concorrência, politicas empresariais com impacto social negativo na sociedade, fragilidade na defesa e coesão nacional) serão minorados com uma politica reguladora de rigor e exigência. A existir tal politica, será possível manter em Portugal o capital na posse de quem terá melhores condições para criar valor de forma mais acelerada mas desenvolvendo (e protegendo) um modelo de coesão social.
Uma dúvida nos assola. Deverão as entidades reguladoras que definem as regras do mercado e da concorrência contribuir igualmente para a definição do que são as políticas estratégicas nacionais para o sector? Estamos inclinados a concluir que não. Essa tarefa é da competência dos concorrentes.
O Estado
Caberá ao Estado em última instância responder pela manutenção do modelo de coesão social, soberania e segurança nacionais. A questão que mais dúvida nos suscita é se o estado deverá sobrepor-se aos reguladores sectoriais. Se tomarmos como certo que tal não deva acontecer, poderá (deverá) o Estado no limite, proceder a compensações fiscais em sede de IRS, IRC ou outros. Um exemplo: havendo decisões num mercado ou sector com impacto negativo directo nos rendimentos dos mais desfavorecidos, o Estado compensará quem recebe o salário mínimo nacional ou rendimentos abaixo de um valor/limite mínimo estipulado. A isto se chamaria actuação seguindo o interesse nacional.
Mário de Jesus
Cecília Santos
Jorge Carriço
João Mateus
Grupo de Trabalho do FRES
domingo, junho 21, 2009
Desenrascar e Aprender com Prazer!
As informações, conclusões e comentários recolhidos naquele artigo, são perturbadores para mim.
Dei comigo a pensar: como é que à beira do ano 2010 continuam os Portugueses a ser educados para serem, tão só, verdadeiros Mestres na "bela Arte do Desenrasca" que nos tem caracterizado?
Começam já enquanto estudantes a "desenrascar" a passagem de ano através de explicações de ultima hora. E, naturalmente, os pais até colaboram. Não tivessem eles, também, sido criados com o mesmo estigma.
A propósito desta característica portuguesa conta-se a nível internacional uma anedota que vou resumir:
"Todos os bons gestores sabem que devem manter na sua empresa ou fábrica, bem no centro das instalações, uma redoma de vidro com as seguintes instruções: Quebrar em caso de calamidade, crise, ou problema sem solução.
Dentro da redoma o que estará? Um português!
Com a sua capacidade de "desenrascar" é o único elemento capaz de resolver a situação a contento e dentro do prazo."
Longe de estar aqui a lamentar-me por ser portuguesa, muito pelo contrário, pretendo que nos foquemos naquilo que há de positivo nesta história. Temos, realmente, este espírito de "desenrasca" que até nos é reconhecido internacionalmente. Em momentos de grande crise e tensão somos capazes de encontrar soluções que nem passariam pela cabeça de outros que até podem estar, teoricamente, melhor posicionados para o fazer.
O que precisamos, mesmo, é de capitalizar essa capacidade e não ficar por aí.
Conjugando este ponto com o tema do artigo “Queremos Explicações” e porque gosto de ser positiva: se esta nossa capacidade fosse reforçada com conhecimentos mais profundos chegaríamos muito mais longe.
Felizmente, já muitos portugueses perceberam isso (mesmo que não se tenham dado conta de forma consciente) e distinguem-se todos os dias no mundo, de várias maneiras, tal como o fazem cidadãos de muitos outros países.
Seria bom que conseguíssemos ter todo um povo a dirigir-se nesse sentido, em vez de apenas excepções.
A minha sugestão vai para a necessidade de passar às nossas crianças, aos nossos estudantes, a todos os envolvidos no ensino e educação, desde os pais aos professores, o prazer que pode ser a aquisição de conhecimentos. Aprender, pelo prazer de aprender é algo muito diferente de aprender porque tem que ser, porque fico bem visto, porque dou prazer ao papá, porque... porque... mas dá muito trabalho e é um grande sacrifício... Tudo, menos: porque gosto de saber mais, de crescer no conhecimento e retiro prazer desse crescimento.
E não sou eu quem inventa esta fórmula. Já dizia Alfred Mercier, (1816-1894): “Aquilo que aprendemos com prazer, jamais esquecemos”.
Transforme-se a aprendizagem num 'bem de consumo por prazer'. Explique-se, de forma positiva e atraente, a crianças e a adultos qual o valor acrescentado do 'saber' e muito pode mudar.
Eu acredito, e você?
segunda-feira, junho 15, 2009
O FRES e a Conferência de Empreendedorismo do AUDAX
sábado, junho 13, 2009
CR 7 ou CR 9 ? Who Cares ?

A avaliar pelos noticiários dos últimos dias, o que interessa mesmo é que o nosso (?) Cristiano Ronaldo, melhor jogador de futebol do mundo (?), acaba de ser protagonista da mais cara transferência de sempre na história do futebol.
Dreams and Money, that´s what moves the world.
CR7 ou CR9, who cares ?
quinta-feira, junho 11, 2009
Queremos Explicações
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1259827
Todo o texto é extremamente interessante, nomeadamente para nós que abordamos de forma regular e contínua as questões relacionadas com a Educação.
- Estudo de última hora não é recomendado por professores nem por explicadores que não garantem sucesso.
- Mas os jovens tentam tudo para não falhar nas provas.
- Matemática e Físico-Química são as grandes dores de cabeça.
- E se alguns começam a preparar a época desde o início do ano lectivo, a maioria apenas se preocupa na véspera do exame…o que revela "a atitude portuguesa da irresponsabilidade de tentar a sorte à última hora".
- Os próprios centros de explicações não garantem sucesso de resultados para os alunos que chegam nos últimos dias.
- Estudo individual pode custar cerca de 170 Euros por mês.
- Os números de inscritos espelham a confiança dos jovens e pais nas explicações. E os explicadores culpam a escola por não ensinar a estudar em casa. "A maior parte dos alunos não sabem estudar sozinhos e quando têm uma dúvida param", diz Mónica Pinto.
- Albino Almeida da Confap (Confederação das Associações de Pais) também aponta o dedo ao sistema de ensino. "A escola ensina todos da mesma maneira e esquece-se que todos aprendem de forma diferente". Por isso, os pais que têm dinheiro têm de se socorrer das explicações para ajudar os filhos a ter boas notas, critica.
Estes pontos são claros e sintomáticos de uma forma de ser estar e pensar de muitos portugueses. As deficiências do sistema de ensino e da própria educação que os pais dão aos seus filhos, deixam muitos jovens completamente perdidos e desorientados.
domingo, junho 07, 2009
Gestão do Tempo e da Informação
Nunca tivemos tanta informação disponível e tão pouco tempo para a “processar”.
- Uns pura e simplesmente rejeitam 90% da informação que lhes chega.
- Outros procuram formas selectivas de analisar a informação que lhes chega, fazendo “leituras na diagonal”, recortes e cópias das partes que consideram mais relevantes.
- Outros procuram não guardar nada pois têm quase a certeza de que não vão lembrar-se dos temas ou às vezes, até do local onde guardaram essa informação.
O nosso também tem olhado com alguma atenção para este campo e entre várias “ferramentas” ou meios que temos disponíveis para aceder a informação importante em tempo útil temos uma coisa chamada Newsletter do Portal do Cidadão, que todos podem subscrever gratuitamente e que nos dá com rigor e actualidade uma quantidade enorme de informação sobre o que vai acontecendo no nosso país.
- 'Associação na Hora' em Quatro Novos Locais (05-06-2009)
- DGCI envia Mensagens aos Contribuintes para Pagamento do IUC (05-06-2009)
- 'Dia Mundial do Ambiente': O Teu Planeta precisa de Ti (05-06-2009)
- Estudo revela Satisfação dos Utentes com Unidades de Saúde Familiar (04-06-2009)
- UE propõe Estratégia para enfrentar Impacto da Crise no Emprego (04-06-2009)
- Anunciados Vencedores dos Prémios Boas Práticas na AP (04-06-2009)
- Cirurgia Oftalmológica com Tempo de Espera de Dois Meses (03-06-2009)
- Novas Regras de Serviços de 'Call Centers' protegem Consumidores (03-06-2009)
- Eco-Condução: IMTT vai desenvolver Simuladores de Condução (03-06-2009)
- Instituídas Novas Regras para Celebração de Contratos de Crédito (03-06-2009)
- Lançado 'Cluster' para Redes de Nova Geração (02-06-2009)
- Praias com Águas de Melhor Qualidade em 2008 (02-06-2009)
- Novo Portal do Governo com Áreas para Cidadãos e Empresas (01-06-2009)
domingo, maio 31, 2009
Impressionante capacidade de poluir
A iniciativa foi promovida pela escola de mergulho Divetek em parceria com a Sociedade Ponto Verde (SPV).
Ao todo foram retiradas do fundo do mar mais de quatro mil toneladas de resíduos, saldando-se esta operação numa das maiores iniciativas do género em Portugal e rara na Europa.
Todos os resíduos removidos vão ser agora encaminhados para valorização através da SPV, entidade responsável pela gestão de resíduos de embalagens em Portugal e parceira no projecto.
domingo, maio 24, 2009
Os Homens do Leme
http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1242665
podemos ler a seguinte notícia da Agência Lusa
Robert Zoellick-Presidente do Banco Mundial prevê crise por muito tempo
«O que começou como uma grande crise financeira e se tornou numa profunda crise económica, deriva actualmente para uma crise de desemprego», sublinhou.
«Se criarmos infra-estruturas que empreguem pessoas, isso pode ser um meio de associar estes desafios a curto prazo com estratégicos a longo prazo», acrescentou Zoellick.
O presidente do Banco Mundial afirmou que dado «este contexto, ninguém sabe verdadeiramente o que se vai passar e o melhor é estar pronto para qualquer imprevisto».
«Existe aquilo que chamo o 'factor x' e que nunca vemos chegar, como a gripe» A (H1N1), acrescentou, alertanto também para outras «zonas de sombra»: «os perigos ligadosao proteccionismo e à dívida privada no mundo emergente, apesar das ajudas do FMI» (Fundo Monetário Internacional).
O presidente do Banco Mundial sublinhou que a recuperação económica tardará a chegar e quando ocorrer será de "baixa intensidade durante muito tempo" porque a indústria não tem escoamento e o desemprego vai continuar a crescer.
Zoellick considerou pouco provável que se repita uma depressão como a dos anos 30, embora "se acontecesse, seria terrível", com alto custo social, sobretudo nos países em desenvolvimento.
Por outro lado, disse que o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, com quem se reuniu esta semana em Madrid, é "optimista por natureza" por acreditar que a recuperação "pode chegar antes do que se pensa".
sexta-feira, maio 15, 2009
OS PÁSSAROS
Sair de Lisboa, ou de uma outra cidade , mais ou menos agitada e poluída, e passar uns dias no campo, é uma forma de retemperar o corpo e a mente. Assim o fizemos e rumamos ao Alentejo.
Mas, para além das nossas expectativas, de contemplar o horizonte da planície alentejana, ouvir o sossego dos sons da natureza, desde o cacarejar das galinhas e do canto dos galos, passando pelo balir das ovelhas até ao chilrear dos pássaros, o que, por si só, já justificava a nossa demanda, ainda fomos aprender como se reage a situações adversas, o significado de persistência e o que realmente é o trabalho de grupo.
Pois é, fomos aprender, não ouvindo dissertações académicas de doutores e teóricos em estratégias e tácticas que nunca vivenciaram, mas tão simplesmente observando na prática o comportamento de alguns pássaros. Como? Passamos a expor : na casa onde ficamos, deixada por uns avós, simples casa térrea num dos vários montes alentejanos, junto a Almodôvar, e por nós recuperada, existe um alpendre, cujas telhas estão a descoberto, suportadas por pequenas vigas de cimento e que apresentam alguns espaços abertos, que os pardais, de há uns tempos a esta parte, têm vindo a aproveitar para aí construírem os seus ninhos. Cansados da sujidade que os referidos pássaros diariamente fazem, resolvemos este ano, antes de fazerem os ninhos, porque aí já não teríamos coragem de os destruir, tapar os espaços abertos com pedaços de esferovite, até porque a primavera espreita e já se nota o bulício dos pássaros em busca de locais de nidificação.
Porém, um dia destes, quando nos levantamos e abrimos a porta para o alpendre, deparámos com 2 pássaros fugindo e, com espanto nosso, tinham retirado “à bicada” esferovite desenhando uma abertura para passarem, obtendo, deste modo, uma confortável casa com isolamento térmico e acústico. Mas como é possível manterem-se no ar se não são colibris e não têm o bico comprido? Desconfiados voltamos a tapar os espaços com esferovite mais volumosa como forma de resolver de vez a situação: Mas, no dia seguinte, a cena repete-se, constatando que já eram cerca de 4 ou 5 pássaros a esvoaçarem quando abrimos a porta. Isto já nos parecia trabalho de grupo e, como tal, para grandes males ... grandes remédios. Desta feita tapámos com pedras e assim ficaria o assunto resolvido de vez.
No dia seguinte, abrimos a porta e já só fugiram 2 pássaros e nada tinha acontecido. Pensámos ... finalmente estão convencidos de que perderam a causa.
Qual não é o nosso espanto quando, no dia seguinte, ao abrir a porta, deparámos com mais de meia dúzia de pardais a esvoaçarem e no chão jazia inerte uma das pedras que tínhamos enfiado dentro do buraco junto às telhas ... quase não acreditávamos.
Perante os factos, decidimos deixar em aberto um espaço para recompensar o esforço, a persistência e sobretudo o trabalho de equipa, pois, em poucos dias, entenderam que só com o esforço concentrado de todos, em torno de um objectivo comum é possível superar as adversidades.
Ainda bem para eles, que não são como nós (salvo raras e honrosas excepções, a que eu gostaria de pertencer) que nos preocupamos mais com dividir para reinar, olhamos mais para os nossos umbigos e somos mais egocêntricos do que sociais, faltando-nos espírito e coesão de grupo.
De facto o que temos e nos confunde são objectivos comuns, em que procuramos atingir não o bem estar global mas o nosso próprio bem estar, pensando que estamos assim a trabalhar para a sociedade, só que o nosso conceito de sociedade assenta na definição de que esta é “eu e os outros ... e não nós”.
Era bom uma mudança de atitudes, a começar pelos nossos políticos, já que temos de começar por algum lado, que seja por aqueles que têm ... ou deviam ter, a responsabilidade de observar os pássaros e entender, de uma vez por todas, o que é governar/trabalhar para o bem comum e não para si próprios!
domingo, maio 03, 2009
Investimento, Desenvolvimento e segurança

Sem pretender alongar muito a discussão diria que tenho sido cauteloso nas minhas posições. Nos actuais tempos de crise o país tem que ser muito criterioso no gasto/investimento do dinheiro público e gerir segundo critérios de prioridade, começando pela resolução dos problemas de natureza social (riscos com a elevada taxa de desemprego).
O tempo exige pois uma prioritização e re-calendarização das decisões de investimento desta natureza. Viajo diversas vezes Lisboa/Porto e vice-versa em Alfa Pendular e digo que não temos necessidade de investir milhares de milhões de euros neste trajecto para TGV quando aquele comboio cumpre o trajecto em 2 horas e 45 minutos com o maior do conforto. Já a importância futura entre Lisboa e Madrid se me apresenta como merecendo maior reflexão. Digo maior reflexão, não decisão e investimento imediato.
E agora vou ao tema que aqui me trouxe. Portugal tem investido muito em novas auto-estradas e vias rápidas secundárias. É um facto que a malha rodoviária nacional é hoje das mais desenvolvidas da Europa. Trouxe-nos isto vantagens apara a nossa qualidade de vida? É inquestionável que sim. Os fundos investidos foram os apropriados? Talvez, não sei. O que é facto é que hoje é possível (por esta razão - não abordo aqui outras) deslocalizar qualquer actividade e cobrir o país de lés a lés com rapidez e conforto. E saberemos nós em concreto o que o investimento nesta malha rodoviária nos trouxe de mais positivo? Talvez não saibamos. Aqui ficam alguns dados.
Em 1995 Portugal estava na cauda da Europa quanto ao nº de acidentes na estrada e mortes na rodovia (Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária).
De 1989 a 2008 a evolução em alguns indicadores foi a seguinte:
O crescimento dos veículos em circulação –> 200%
O crescimento no consumo de combustíveis –> 112%
O decréscimo dos acidentes com vitimas –> 23%
O decréscimo em vítimas mortais –> 67%
O decréscimo em feridos graves –> 79%
De 1991 a 2007 Portugal aproximou-se do nº médio de vitimas mortais em acidentes rodoviários na UE quando em 1995 essa diferença era negativa em 105% e ainda em 2005 o era em 30%.
Entre 1997 e 2006 Portugal, juntamente com a Letónia e Estónia, foram os países que registaram maior decréscimo no nº de mortos por acidentes com veículos de 2 rodas a motor.
Nesse mesmo período Portugal esteve no grupo dos 4 países (juntamente com a Suíça, Eslovénia e Holanda) que mais reduziram o nº de mortes em acidentes na auto-estrada.
Portugal foi dos poucos países (juntamente com a França e Irlanda) que obteve uma taxa média de redução da mortalidade das crianças em quase 15%.
Entre 2001 e 2008 o país esteve entre os 3 primeiros com os melhores resultados na redução do nº de vitimas mortais por milhão de habitantes (Luxemburgo – 50%, França - 49% e Portugal - 47%).
Estes resultados são a causa directa da melhoria dos investimentos nas vias rodoviárias do país. Não sejamos ingénuos ao ponto de pensar que resultaram de alterações comportamentais profundas. Necessários e indispensáveis para este progresso. Agora há que medir e analisar opções quando o dinheiro não dá para tudo.
segunda-feira, abril 27, 2009
Todo o Alentejo deste mundo
Alia a tradição ao desenvolvimento, associa os saberes populares às mais arrojadas inovações tecnológicas, alia as culturas antigas à produção de riqueza e de bem-estar para as novas gerações.
São feiras que aglutinam as gentes das redondezas do local onde se realizam, mas que atraem muitos visitantes de paragens mais distantes.
domingo, abril 26, 2009
“Assaltos” Legais
Como não tinha disponibilidade financeira para pagar a pronto, optei pela hipótese que a Loja me dava de comprar a crédito, em 12 prestações mensais e sem juros, tendo apenas de pagar, para além do preço do computador, as despesas do contrato.
Passado um ano e já com as prestações todas liquidadas, recebo um folheto promocional da Instituição Financeira que apoiou este crédito, com o título sugestivo “ Quer ficar mais leve ? “
Eu até quero comprar um carro usado e esta poderia ser uma solução.
http://www.euribor.org/html/content/euribor_data.html
vi que a Euribor a 12 meses começou por ser 3,025 % no inicio do ano ( Dia 02-01-2009 ), tendo descido para 1,774 % no Dia 14-04-2009, dia em que me enviaram esta proposta aliciante.
Com uma Euribor a 1,8 %, porque é que eu tenho de pagar 25% de Juros ?
Um consumidor rico, por natureza não necessita de pedir um crédito de 1000,00 Euros. E caso necessite, certamente recorrerá ao seu banco que nunca lhe apresentará uma taxa de juro abusiva de 25%.
sexta-feira, abril 24, 2009
África às Quintas apresenta sessões de cinema Africano
Lutas desiguais
“Violência doméstica: Governo lança três "projectos inovadores" para apoiar vítimas e controlar agressores
Coimbra, 24 Abr (Lusa) - Três projectos de combate à violência doméstica, para controlo dos agressores e de apoio às vítimas, com o valor de 1,5 milhão de euros, foram anunciados hoje em Coimbra numa sessão com três membros do Governo.
Como nos podemos intitular sociedade desenvolvida e civilizada quando convivemos com a crescente violência que é exercida em muitos dos lares do nosso país ?
Mea Culpa

«Quero felicitá-la pelo alto nível desportivo demonstrado e pelo extraordinário empenho que tem caracterizado o seu percurso enquanto atleta, confirmado pelos títulos anteriormente obtidos», lê-se numa mensagem do chefe de Estado enviada a Telma Monteiro.