Os anglo-saxónicos na gestão global adoram números, bases matemáticas da vida diária, cada vez existem menos especialistas em números, mas temos mais viciados nos mesmos. É necessário!
Somos diariamente bombardeados com os números: quantidades, percentagens, valores, cêntimos, no café, na bomba de gasolina, supermercado, lojas, sempre com a Grande Ciência que é a Matemática presente, X €´s; Y unidades; promoção de A% no dia W, etc…a matemática e os seus resultados fazem também parte da Grande Ciência que é a nossa Vida!
Deste modo gostaria de falar da Equação da Vida! Sim…, pois considero que a Vida “per Si”, não é constituída apenas e só por uma Variável, mas sim por um conjunto multidisciplinar de Variáveis, tal como nas equações matemáticas.
Equações essas, constituídas por várias variáveis, umas mais complexas e de difícil compreensão que outras, mas todas com um resultado, positivo, de preferência!
Isso não significa que nos restringimos apenas e só a uma variável, dedicando apenas a nossa taxa de esforço nessa, mas sim na complementaridade e interligação das mesmas.
Vejamos por exemplo a Realização! Refiro-me a qualquer uma, isto é, pessoal, profissional, emocional, etc. Dificilmente, arranjaremos uma definição clara e quantificável. Já Maslow não conseguiria explicar sem a sua famosa e brilhante pirâmide.
Realização Pessoal = Família + Trabalho + Saúde + …Amigos, etc…
Doutra forma,
RP = F + T + S + A +etc…
Não quero tornar a complexidade da vida, nesta pequena frívola equação, mas de facto, pode- nos ajudar!
Sendo mais minucioso, por exemplo, uma pessoa não depende apenas e só de uma variável, por exemplo da tarefa que desempenha. Seríamos apenas títulos formais tais como Técnicos, Ministros, no fundo seríamos estandardizados e rotulados.
Uma pessoa é em simultâneo, um agente social, um profissional, um sobrinho, um amigo, um colega, uma complementaridade, recorrendo à linguagem informática, um “Bundle” Social!
Dentro de cada um destes itens, variáveis, papéis, se formos mais precisos, assertivos, rigorosos, melhores resultados obteremos em toda a Equação Global que é a VIDA.
Ex: + + + = +
Assim bem como mais forte, positiva e sólida fica a nossa variável, na sua extensão, no seu Global, logo a probabilidade da mesma vir a ter um resultado positivo da nossa EV (Equação da Vida), aumenta.
Alguns exemplos:
C + A + D + T = G, i.e, Concentração+Aperfeiçoamento+Diário+Tempo = Génio
Deixo-vos este desafio, fazendo a anologia com uma ponte:
-
Atravessariam uma ponte A, tendo esta apenas um pilar de sustentabilidade?
- Ou optariam pela B com mais pilares na sua base?
- Qual das duas poderá perdurar e resistir a trepidação diária dos peões, automóveis, camiões, ou até mesmo às intempéries ou eventuais terramotos?
Como disse um Colega Fresiano, Food for Thought!
Alexandre Motty
domingo, março 15, 2009
terça-feira, março 10, 2009
CRISE ESTRUTURANTE
Que estamos mergulhados numa crise económica não é novidade para ninguém.
Agora o interessante é escrutinar quando passará esta crise.
Agora o interessante é escrutinar quando passará esta crise.
No ano de 2007 ouvíamos dizer que esse seria um ano mau e que o próximo provavelmente não seria melhor, e na realidade não foi.
Em 2008 ouvimos dizer que esse seria um ano mau e que o próximo provavelmente não seria melhor, e na realidade não parece estar a ser.
Em 2009 ouvimos dizer que este será mais um ano mau e que 2010 provavelmente não será melhor.
Para além deste recorrente e brilhante vaticínio de muitos analistas ( economistas e não economistas ), de que este será um ano mau e o próximo não parece vir a ser melhor, pouco se tem ouvido ou lido de interessante ou relevante.
A verdade é que os anos vão passando e o discurso das perspectivas de saída da crise ou de crescimento económico, pouco se alteram.
Habituados a ciclos económicos de períodos curtos onde se alternavam cíclica e regularmente os bons e os maus anos económicos, estamos nos dias de hoje perante realidades tendencialmente diferentes.
Já não é líquido que a crise seja conjuntural. Arrastando-se por demasiados anos é mais provável que ela se torne estrutural. Mas o que de certeza esta prolongada crise está a ser é uma crise estruturante.
Durante muitos anos os sistemas económicos e financeiros viveram na ilusão de que o dinheiro circularia sempre com grande fluidez. O crédito parecia ser um recurso inesgotável mas não era e não o está a ser agora.
Quer para empresas, quer para particulares, a concessão de crédito tornou-se muito mais rigorosa e difícil. Os bancos alegam que os critérios de rigor são maiores e de facto são. Mas também não é menos verdade que eles próprios têm ( muito ) menos liquidez para emprestar às empresas e aos particulares.
Tornando-se a escassez de dinheiro uma dura realidade, forçosamente temos alteração de comportamentos das empresas e dos particulares, ou seja, há todo um novo redimensionar de prioridades, e toda uma nova reconstrução das estruturas das vidas das empresas e particulares.
Uma das características imediatas é a forte diminuição do consumo. Dirão muitos que isso não é bom porque o consumo equivale à procura e é a procura de bens e serviços que estimula a economia. Pois é, só que ao olharem para os seus bolsos, nem empresas nem famílias têm dinheiro para “fazerem flores”. A hora é de aperto e sobrevivência. A prolongada crise tornou-se de facto estruturante e teremos de ser criativos para conseguirmos ultrapassá-la.
Não acontecerá neste ano ou no próximo. Poderá até levar anos a ultrapassá-la.
No limite estaremos no inicio de uma nova era onde as novas regras a que estamos a ser habituados a viver, não serão regras temporárias.
Elas poderão vigorar por muitos anos pelo que não vale a pena estarmos sentados à espera que aconteçam milagres.
domingo, março 08, 2009
Diplomacia económica portuguesa no contexto da crise internacional
Li atentamente o post anterior do meu colega Fresiano Mário relativo a ajuda do Presidente da República na visita a Alemanha e na questão do dossier Quimonda.
Em primeiro lugar e em jeito de complementaridade ao que foi dito gostaria de salientar que uma das competências constitucionais do PR também o são no âmbito da politica externa. E o que é politica externa actualmente? É a defesa das questões domésticas no plano internacional com um grande enfoque na diplomacia económica.
Com a globalização o cruzamento das questões internas versus questões externas passam a ser relevantes e a a velha dicotomia politica interna versus politica externa em economias globalizadas é um modelo gasto há muitos anos como é consensual em todos os especialistas de politica internacional.
Portugal como Estado-Membro da União Europeia e com um parceiro comercial relevante como a Alemanha é consensual que a aproximação do Presidente da República a Alemanha seja feita num quadro normal das relações bilaterais. Quem o negar ou criticar em primeiro lugar:
Não conhece a História Diplomatica de Portugal nem conhece as nossas prioridades de politica externa.
A Alemanha sempre foi um parceiro estratégico de portugal muito antes da chamada têndencia Iberista que existe na mente de alguns meios politicos. Foi sempre um investidor de relevância em Portugal e onde as empresas alemãs mais importantes sempre tiveram um papel de estratégico no impulso da economia nacional e da formação de recursos humanos em sectores como: Automóvel, Farmacêutico, Turismo, Componentes Eléctricas entre outros.
A questão da Quimonda não é apenas uma questão portuguesa mas sim europeia e que tem que se contextualizar no âmbito da crise económica internacional e da perda de competitividade das economias europeias em relação a Ásia e as dificuldades que as empresas europeias têm no âmbito das vendas internacionais com a diminuição da procura dos seus produtos em vários mercados externos.
Relevante isso sim e Portugal já devia estar preparado há muito era termos uma máquina diplomática profissionalizada e experiente do ponto de vista internacional para estar mais atenta em termos de prospectiva estratégica das grandes têndencias dos mercados internacionais e das mutações dai decorrentes que permitissem uma maior diversificação de mercados para as empresas portuguesas.
Desculpem o meu realismo politico de espectador comprometido na senda do sociólogo francês Raymond Aron mas não acredito que a questão da Qimonda vai ser resolvida pelos politicos já que é uma decisão empresarial que apenas diz respeito a Casa Mãe do grupo Qimonda.
O habitual sebastianismo português que tem que ser sempre os de fora a resolver os nossos problemas nacionais já está desacreditado.
Neste tempo de crise nacional económica e acima de tudo de ausência de valores temos que ter uma estratégia nacional de desenvolvimento apartidária e consensual entre todas as forças politicas e enquadrando essa estratégia no Concerto Europeu e com os nossos parceiros internacionais. A Alemanha neste momento também está a resolver as suas questões internas e por questões de nacionalismo económico o empresariado alemão vai dar prioridade aos seu mercado interno em qualquer decisão de investimento.
Portugal se também tem os chamados campeões empresariais nacionais também o Estado deve apoiar essas empresas para criar riqueza e fomentar as redes de cooperação entre as PME nacionais. Este tema ninguém fala.
A crise económica internacional afecta todos os Países mas alguns vão dar a volta por cima mais depressa que nós porquê? porque estes já arrumaram a casa estrutural há muitos anos e têm vontade e capacidade para o fazer. Aqui ainda andamos a discutir os mesmos temas de há 20 anos....... sempre numa base conjuntural.........para os media.....
Em primeiro lugar e em jeito de complementaridade ao que foi dito gostaria de salientar que uma das competências constitucionais do PR também o são no âmbito da politica externa. E o que é politica externa actualmente? É a defesa das questões domésticas no plano internacional com um grande enfoque na diplomacia económica.
Com a globalização o cruzamento das questões internas versus questões externas passam a ser relevantes e a a velha dicotomia politica interna versus politica externa em economias globalizadas é um modelo gasto há muitos anos como é consensual em todos os especialistas de politica internacional.
Portugal como Estado-Membro da União Europeia e com um parceiro comercial relevante como a Alemanha é consensual que a aproximação do Presidente da República a Alemanha seja feita num quadro normal das relações bilaterais. Quem o negar ou criticar em primeiro lugar:
Não conhece a História Diplomatica de Portugal nem conhece as nossas prioridades de politica externa.
A Alemanha sempre foi um parceiro estratégico de portugal muito antes da chamada têndencia Iberista que existe na mente de alguns meios politicos. Foi sempre um investidor de relevância em Portugal e onde as empresas alemãs mais importantes sempre tiveram um papel de estratégico no impulso da economia nacional e da formação de recursos humanos em sectores como: Automóvel, Farmacêutico, Turismo, Componentes Eléctricas entre outros.
A questão da Quimonda não é apenas uma questão portuguesa mas sim europeia e que tem que se contextualizar no âmbito da crise económica internacional e da perda de competitividade das economias europeias em relação a Ásia e as dificuldades que as empresas europeias têm no âmbito das vendas internacionais com a diminuição da procura dos seus produtos em vários mercados externos.
Relevante isso sim e Portugal já devia estar preparado há muito era termos uma máquina diplomática profissionalizada e experiente do ponto de vista internacional para estar mais atenta em termos de prospectiva estratégica das grandes têndencias dos mercados internacionais e das mutações dai decorrentes que permitissem uma maior diversificação de mercados para as empresas portuguesas.
Desculpem o meu realismo politico de espectador comprometido na senda do sociólogo francês Raymond Aron mas não acredito que a questão da Qimonda vai ser resolvida pelos politicos já que é uma decisão empresarial que apenas diz respeito a Casa Mãe do grupo Qimonda.
O habitual sebastianismo português que tem que ser sempre os de fora a resolver os nossos problemas nacionais já está desacreditado.
Neste tempo de crise nacional económica e acima de tudo de ausência de valores temos que ter uma estratégia nacional de desenvolvimento apartidária e consensual entre todas as forças politicas e enquadrando essa estratégia no Concerto Europeu e com os nossos parceiros internacionais. A Alemanha neste momento também está a resolver as suas questões internas e por questões de nacionalismo económico o empresariado alemão vai dar prioridade aos seu mercado interno em qualquer decisão de investimento.
Portugal se também tem os chamados campeões empresariais nacionais também o Estado deve apoiar essas empresas para criar riqueza e fomentar as redes de cooperação entre as PME nacionais. Este tema ninguém fala.
A crise económica internacional afecta todos os Países mas alguns vão dar a volta por cima mais depressa que nós porquê? porque estes já arrumaram a casa estrutural há muitos anos e têm vontade e capacidade para o fazer. Aqui ainda andamos a discutir os mesmos temas de há 20 anos....... sempre numa base conjuntural.........para os media.....
terça-feira, março 03, 2009
A Ajuda do Presidente

Devemos louvar a atitude e iniciativa do Presidente da Republica na decisão de tomar também como sua responsabilidade a tal iniciativa de levar, na sua visita à Alemanha, uma proposta para viabilizar o futuro da Qimonda.
Visão rara de um homem também raro nos dias de hoje. A visão de quem percebe que o caminho é a união de esforços entre orgãos de soberania e entre aqueles que têm responsabilidades no governo da nação. Só um espírito de plena cooperação e visão estratégica, de entendimento dos verdadeiros problemas do país, leva alguém como o Presidente e fora de qualquer contexto político-partidário, a tal iniciativa. Longe, muito longe da diplomacia do croquete.
Cavaco entende a importância da Qimonda para a economia do país, na defesa de milhares de postos de trabalho, altamente qualificados, na defesa de um centro de investigação, tecnologia e know how, concentrados em Portugal que podem representar uma bandeira para o país. Na defesa do maior exportador nacional (mais do que a Petrogal e a Auto Europa). Por isso leva consigo empresários. Já antes Sampaio o havia feito também.
E a visão de Cavaco permitiu-lhe agir. Quando está em causa o segundo principal país de destino das nossas exportações e o maior exportador nacional (oriundo desse mesmo país) o Presidente age e visita a Alemanha.
E segundo fontes jornalísticas terá até sido o governo a solicitar essa ajuda do Presidente a qual não a renegou e se dispôs a colaborar. Denunciando um verdadeiro pensamento de economista e de homem clarividente. Fazem falta em Portugal homens, muitos homens, deste calibre.
É necessário defender especialmente as PME´s. Mas não basta apenas defender as PME´s. Não basta apenas falar mal de governos e políticos. É necessário valorizar governos e políticos quando trabalham bem. Quem não vir isto, não percebe nada de história. Da nossa história económica.
Visão rara de um homem também raro nos dias de hoje. A visão de quem percebe que o caminho é a união de esforços entre orgãos de soberania e entre aqueles que têm responsabilidades no governo da nação. Só um espírito de plena cooperação e visão estratégica, de entendimento dos verdadeiros problemas do país, leva alguém como o Presidente e fora de qualquer contexto político-partidário, a tal iniciativa. Longe, muito longe da diplomacia do croquete.
Cavaco entende a importância da Qimonda para a economia do país, na defesa de milhares de postos de trabalho, altamente qualificados, na defesa de um centro de investigação, tecnologia e know how, concentrados em Portugal que podem representar uma bandeira para o país. Na defesa do maior exportador nacional (mais do que a Petrogal e a Auto Europa). Por isso leva consigo empresários. Já antes Sampaio o havia feito também.
E a visão de Cavaco permitiu-lhe agir. Quando está em causa o segundo principal país de destino das nossas exportações e o maior exportador nacional (oriundo desse mesmo país) o Presidente age e visita a Alemanha.
E segundo fontes jornalísticas terá até sido o governo a solicitar essa ajuda do Presidente a qual não a renegou e se dispôs a colaborar. Denunciando um verdadeiro pensamento de economista e de homem clarividente. Fazem falta em Portugal homens, muitos homens, deste calibre.
É necessário defender especialmente as PME´s. Mas não basta apenas defender as PME´s. Não basta apenas falar mal de governos e políticos. É necessário valorizar governos e políticos quando trabalham bem. Quem não vir isto, não percebe nada de história. Da nossa história económica.
domingo, março 01, 2009
Porque razão os Portugueses não votam?
Cada vez mais aumenta a abstenção, menos gente a votar, sem contar com os votos nulos. Então porque não se verifica uma redução de mandatos? Assim, imaginemos que um dia apenas votavam 250 eleitores ... teríamos 250 deputados? Parece-me que uma forma de obrigar os eleitos a respeitarem quem vota e a serem coerentes com as sua promessas, seria reduzir os deputados na proporção dos votos nulos e da abstenção. Se não votam os 100% de eleitores, porque razão se deve considerar 100% de porcentagem na contagem final? Será que os eleitores cada vez mais deixam de exercer o seu voto por serem iletrados? Apolíticos? Ignorantes? Claro que não!! Deixaram de acreditar e consequentemente de votar, só que esse seu gesto de protesto não tem efeitos práticos, é como se deixassem de existir. Deste modo a frase " o voto é uma arma" deixa de ter sentido!
Nos anos 70, estava eu a cumprir o serviço militar, assisti a uma discussão entre militares do quadro permanente em que falavam das suas competências e qualidades, quando um deles, já farto da conversa rematou " deixem-se de tretas, nós só estamos cá porque, no nosso tempo, quando chegamos à idade de trabalhar, só tínhamos 3 alternativas : ou íamos para a CP (caminhos de ferro) para a Polícia/GNR ou para a tropa (serviço militar)". Pois é, lembrei-me dessa situação e deparo-me com o seguinte : agora parece que só há uma alternativa para eles "ser político". A ser assim, já compreendo a qualidade dos políticos que temos, contudo reconheço que são espertos (não confundir com inteligentes), mesmo que "as gentes" não votem, os restantes continuam a contar 100%, assim estão sempre legitimados. Se só votarem 60% dos eleitores ... os outros 40% (entre abstenções e nulos) não significam nada? Então para que serve o VOTO?? E como recuperamos estes eleitores? Como comunicar com os eleitores? A comunicação, como sabemos, poder ser Verbal e Não Verbal. A verbal pode ser manipulada, dizer uma coisa e sentir outra (preferencialmente usada pelos políticos), enquanto a não verbal (salvo representação teatral) é espontânea, mais sincera e informa-nos do aqui e agora. Uma das formas de o constatar é através da expressão facial, onde podemos perceber no outro, entre outras coisas, se está triste, alegre, satisfeito ou irritado. Neste âmbito, quando os políticos falam, para além da representação teatral, o que observamos? Faces crispadas, sobrolhos franzidos, olhos "esbugalhados", dentes cerrados quando se lhes pergunta o porquê das suas atitudes e/ou decisões. É assim que esclarecem os eleitores? Transmitem serenidade, à vontade , confiança? Obviamente que não, pelo contrário, geram desconforto, mal estar, sentimentos de culpa (por ter votado) e por isso deixam de votar. Só que se enganam quando pensam manifestar o seu descontentamento, pois a sua atitude não vale nada, são classificados como desinteressados da "coisa pública" e como tal sem direitos, É como se não existissem, mas têm de continuar a pagar impostos. E os que votam NULO ou BRANCO? Foram lá ... também não existem? É por essas e por outras que se devia reduzir o número de deputados em função dos descontentes ou enganados, talvez assim se preocupassem mais com a EDUCAÇÃO dos portugueses para deixarem de estar na cauda da Europa.
69999
Sessenta e nove mil novecentos e noventa e nove.
Sendo um número consideravelmente grande o que quererá dizer?
Sendo um número consideravelmente grande o que quererá dizer?
Esta semana ficamos a conhecer que inscreveram-se nos centros de emprego e durante o mês de Janeiro deste ano 70000 novos desempregados.
Naturalmente ficamos impressionados e chocados com a dimensão do número de novos desempregados.
Eu contribuí para esse número pois fui um dos 70000 novos desempregados que se inscreveram nos centros de emprego.
Mas se é certo que me inscrevi no dia 2 de Janeiro, também é verdade que menos de 15 dias depois já estava a trabalhar noutra empresa pelo que o meu caso já não é o de um dos 70000 citados. Se a esse número subtrairmos o meu caso que no mesmo mês de Janeiro encontrei um novo emprego, teríamos então, não 70000 mas sim 69999 novos desempregados.
Acredito que o meu caso foi em parte uma questão de sorte. Desejo sinceramente que muitos desses outros 69999 colegas de infortúnio, tenham também sorte em breve.
Mas o meu caso não foi só de sorte. Trata-se de uma adaptação à realidade.
Saí por minha iniciativa da empresa onde trabalhei anteriormente durante cerca de 14 anos.
Saí numa altura de crise em que praticamente todos consideraram a minha decisão quase um “acto de loucura”. E de facto, em parte foi. Tenho 41 anos e já estou numa altura da vida em que muitas portas se fecham no mercado de trabalho.
Saí por minha iniciativa da empresa onde trabalhei anteriormente durante cerca de 14 anos.
Saí numa altura de crise em que praticamente todos consideraram a minha decisão quase um “acto de loucura”. E de facto, em parte foi. Tenho 41 anos e já estou numa altura da vida em que muitas portas se fecham no mercado de trabalho.
Não deixa de ser um contra-senso. As empresas necessitam de profissionais competentes, qualificados, experientes, sérios, responsáveis e algumas destas qualidades só se adquirem com alguns anos de experiência. O certo é que tendo ou não muita experiência, sendo ou não um candidato com elevado valor profissional, esses factores são ignorados ou substituídos pelo factor idade.
Felizmente não foi esse o meu caso. Aceitei a primeira oferta que me surgiu pois o meu principal interesse é trabalhar. Outras oportunidades de emprego surgiram, inclusive vinda do Centro de Emprego mas que tive de declinar pois cruzou-se com a minha informação ao Centro de Emprego de que já estava a trabalhar. Mas fiquei agradavelmente surpreendido pois nas notícias que vemos na televisão, temos só casos de pessoas que se inscrevem e não são chamadas para ofertas de emprego.
Não creio que o meu seja só um caso de sorte ou de sucesso. Trata-se antes de um caso de adaptação onde se aceita novos desafios a todos níveis, de funções, remuneratórios, etc.
Aqui ressalta-me também um dado curioso. Alguns desempregados ao ser entrevistados perguntam “ Quem é que vai dar-me emprego para o nível de qualificações elevado que eu possuo ? “. Julgo que aqui reside um erro dos desempregados. O mercado nem sempre pode oferecer-nos trabalho de acordo com as nossas qualificações máximas. Será então altura de ter alguma dose de humildade e aceitar funções eventualmente menos qualificadas.
Trabalhar de forma séria e honesta nunca será desonra para ninguém.
Também existe o caso de muitos desempregados que não aceitam trabalhos em que ganhem menos do que estão a receber do subsídio de desemprego.
O mundo do desemprego e dos desempregados tem pano para mangas, sendo difícil ouvirmos falar das questões verdadeiramente importantes. Estão todos descansados se o desemprego estiver nos 7,8% e preocupados se subir para 8,1%, esquecendo-se que em qualquer dos casos estamos a falar de milhares de famílias que estão a enfrentar situações muito difíceis.
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Crise Mundial e Consumo Nacional
Damos por Nós muitas das vezes a pesquisar, ler artigos, formas e instrumentos para podermos poupar e tentar sobreviver a este “choque térmico” de nome Crise Económica e/ou financeira!
Ao invés de procurarmos nos lineares das livrarias as novas tendências sobre a Arte de poupar ou de esticar o nosso precioso vencimento, podemos também e inclusive fazê-lo de outra forma no nosso dia-a-dia? Como?
Quando por exemplo vamos ao Supermercado, prática normal das nossas vidas, somos abordados pelas mais belíssimas e técnicas de Merchandising, “ilhas”, lineares com um vasto sortido de produtos, todos com muito bom aspecto, excelente qualidade, embalagens e cores apelativas, etc…mas como meros consumidores há um nível que já não devemos desprezar, muito pelo contrário, valorizar cada vez mais… apenas e só os três dígitos/números do código do produto, isto é, o código de barras com inicio em 560.
Sim! Trata-se de um produto “made in Portugal”. São 3 números apenas, 1 pequeno pormenor que leva a uma grande diferença. Não se trata de Nacionalismo bacoco, confesso, mas sim de uma linha de pensamento que nos poderá também, em conjunto com outras Variáveis, levar à aquisição desses produtos em prol de outros. Por detrás deste código há muito menos desprezíveis razões…de uma forma aleatória, nomeadamente, Emprego, Famílias, Sociedade, Cultura, as pessoas, os stakeholders, enfim nós e os nossos!
Recentemente um famoso político português da nossa “praça” afirmou que as próximas gerações estão endividadas, os bebés que estão para nascer já tem créditos…assustador!
O que podemos fazer?
Esperar decisões Políticas?
Ficar de braços cruzados à espera da salvação da mãe “Bruxelas”? Não!
Aguardar pelo apoio de outros Países, de Grandes Potencias e nunca adormecidas, velozes, como a China e a Índia?
Lamentar tudo e todos? Jamais!!!
Deixo esse desafio para Connosco, pois nestes pequenos e isolados gestos podemos a pouco e pouco, ultrapassar a Crise. Ou no mínimo, fazer algo e não sermos meros observadores de bancada.
Alexandre Motty
Ao invés de procurarmos nos lineares das livrarias as novas tendências sobre a Arte de poupar ou de esticar o nosso precioso vencimento, podemos também e inclusive fazê-lo de outra forma no nosso dia-a-dia? Como?
Quando por exemplo vamos ao Supermercado, prática normal das nossas vidas, somos abordados pelas mais belíssimas e técnicas de Merchandising, “ilhas”, lineares com um vasto sortido de produtos, todos com muito bom aspecto, excelente qualidade, embalagens e cores apelativas, etc…mas como meros consumidores há um nível que já não devemos desprezar, muito pelo contrário, valorizar cada vez mais… apenas e só os três dígitos/números do código do produto, isto é, o código de barras com inicio em 560.
Sim! Trata-se de um produto “made in Portugal”. São 3 números apenas, 1 pequeno pormenor que leva a uma grande diferença. Não se trata de Nacionalismo bacoco, confesso, mas sim de uma linha de pensamento que nos poderá também, em conjunto com outras Variáveis, levar à aquisição desses produtos em prol de outros. Por detrás deste código há muito menos desprezíveis razões…de uma forma aleatória, nomeadamente, Emprego, Famílias, Sociedade, Cultura, as pessoas, os stakeholders, enfim nós e os nossos!
Recentemente um famoso político português da nossa “praça” afirmou que as próximas gerações estão endividadas, os bebés que estão para nascer já tem créditos…assustador!
O que podemos fazer?
Esperar decisões Políticas?
Ficar de braços cruzados à espera da salvação da mãe “Bruxelas”? Não!
Aguardar pelo apoio de outros Países, de Grandes Potencias e nunca adormecidas, velozes, como a China e a Índia?
Lamentar tudo e todos? Jamais!!!
Deixo esse desafio para Connosco, pois nestes pequenos e isolados gestos podemos a pouco e pouco, ultrapassar a Crise. Ou no mínimo, fazer algo e não sermos meros observadores de bancada.
Alexandre Motty
Tarefa Individual = Sucesso Colectivo
Existem tarefas Individuais e Sucessos Colectivos, como todos sabemos!
Uma não invalida a outra e ambas estão interligadas.
O que é o individual sem o Colectivo, e vice-versa?
O que são as Empresas, Instituições sem os Indivíduos/Pessoas?
O que é o planeta sem os Continentes?
O que são os Continentes, sem os Países?
O que são os Países sem as Regiões, sem as Cidades, Vilas, Aldeias, sem os Seus Povos, sem as Pessoas?
É nesse campo do “Individual” que cada um de nós possui, quer a nível Social, Familiar e Profissional que devemos alocar energias e fazer algo.
No nosso quotidiano, devemos valorizar as pessoas, quer Família, Colegas de trabalho, quer Amigos, Vizinhos ou mesmo desconhecidos, tendo sempre uma atitude positiva.
Isso sim é inerente, a cada um de nós, nada e ninguém nos poderá tirar.
O “Modus Faciendi/operandi”.
Queixamo-nos de diversos problemas. E o que fazemos?
Vejamos por exemplo Países de Leste e as suas Pessoas. Países que sofreram Guerras, países com climas frios e cinzentos. Países em que a população emigrou à procura de novas oportunidades de trabalho, e…VIDA!
São esses mesmos Países que apresentam a menor taxa de iliteracia, com uma riqueza grandiosa a nível Cultural como o caso da Música, da Arte, etc.
Porque não independentemente da grandeza dos problemas e suas origens, não colocamos “mão-à-obra”, damos Voz ao nosso “Individual” nas tarefas/funções que desempenhamos, no nosso dia-a-dia, desde o acordar ao deitar, pois Poder =Vontade x Capacidade!
Já o provámos nos Séculos passados, porque não agora que possuímos mais Know-How?
O ser humano está sempre a aprender, com as suas próprias experiências, com a dos outros, learning by doing, adaptarmo-nos ao individual para com o Colectivo.
Acredito que desta forma e em conjunto, sem querer que passemos do 8 para o 80, e sem uma Visão míope das tarefas Individuais, poderemos abandonar o Passado, Agarrar o Presente e Projectar o futuro.
Alexandre Motty
Uma não invalida a outra e ambas estão interligadas.
O que é o individual sem o Colectivo, e vice-versa?
O que são as Empresas, Instituições sem os Indivíduos/Pessoas?
O que é o planeta sem os Continentes?
O que são os Continentes, sem os Países?
O que são os Países sem as Regiões, sem as Cidades, Vilas, Aldeias, sem os Seus Povos, sem as Pessoas?
É nesse campo do “Individual” que cada um de nós possui, quer a nível Social, Familiar e Profissional que devemos alocar energias e fazer algo.
No nosso quotidiano, devemos valorizar as pessoas, quer Família, Colegas de trabalho, quer Amigos, Vizinhos ou mesmo desconhecidos, tendo sempre uma atitude positiva.
Isso sim é inerente, a cada um de nós, nada e ninguém nos poderá tirar.
O “Modus Faciendi/operandi”.
Queixamo-nos de diversos problemas. E o que fazemos?
Vejamos por exemplo Países de Leste e as suas Pessoas. Países que sofreram Guerras, países com climas frios e cinzentos. Países em que a população emigrou à procura de novas oportunidades de trabalho, e…VIDA!
São esses mesmos Países que apresentam a menor taxa de iliteracia, com uma riqueza grandiosa a nível Cultural como o caso da Música, da Arte, etc.
Porque não independentemente da grandeza dos problemas e suas origens, não colocamos “mão-à-obra”, damos Voz ao nosso “Individual” nas tarefas/funções que desempenhamos, no nosso dia-a-dia, desde o acordar ao deitar, pois Poder =Vontade x Capacidade!
Já o provámos nos Séculos passados, porque não agora que possuímos mais Know-How?
O ser humano está sempre a aprender, com as suas próprias experiências, com a dos outros, learning by doing, adaptarmo-nos ao individual para com o Colectivo.
Acredito que desta forma e em conjunto, sem querer que passemos do 8 para o 80, e sem uma Visão míope das tarefas Individuais, poderemos abandonar o Passado, Agarrar o Presente e Projectar o futuro.
Alexandre Motty
domingo, fevereiro 22, 2009
Os saltos do sapo
Aqui vos demos conta alguns meses atrás da criação do portal do sapo em Cabo Verde www.sapo.cv.
Esta semana o salto foi até às Terras Banhadas pelo Oceano Indico onde está agora presente o www.sapo.mz o portal do sapo em Terras Moçambicanas.
Pelo meio, confesso que estava distraído, pois deixei escapar o lançamento do portal www.sapo.ao, ou seja o portal do sapo em Angola.
Estes saltos do sapo são de facto saltos extremamente positivos a vários níveis: económico, social, desportivo, cultural, etc.
Reforçam de forma louvável os laços entre Portugal e várias das suas ex-colónias, mostrando que a vida dos Países é dinâmica e está sempre virada para o futuro, sendo o estabelecimento destas pontes, veículos fantásticos para promover a aproximação dos povos.
Reforçam de forma louvável os laços entre Portugal e várias das suas ex-colónias, mostrando que a vida dos Países é dinâmica e está sempre virada para o futuro, sendo o estabelecimento destas pontes, veículos fantásticos para promover a aproximação dos povos.
A PT considera o lançamento do Portal sapo.mz uma lança em Moçambique, País onde também pretende alargar os seus Investimentos.
Já aqui foi abordada a importância para Portugal das ex-colónias e do mercado africano em termos económicos. Essa importância é realçada pelo facto de os mais altos representantes da Nação, indicarem repetidamente que só através da dinamização das exportações, Portugal poderá ultrapassar a crise em que está profundamente mergulhado.
Para que essa dinamização das exportações aconteça, muitos passos terão de ser dados.
Já existem muitas empresas nacionais a apostar no mercado africano, que tem sido para muitas delas a única tábua de salvação e de escoamento dos seus produtos.
Talvez fosse altura de se criar uma área de reflexão sobre como se pode dinamizar o mercado das exportações em geral, e em particular as exportações para os Palop´s.
Talvez fosse altura de se criar uma área de reflexão sobre como se pode dinamizar o mercado das exportações em geral, e em particular as exportações para os Palop´s.
Temos um capital muito importante a explorar, que é o capital das boas relações humanas que existem entre Portugal e os diferentes países dos Palop´s. Além do Património comum que temos e que nos une fortemente representado pela Lingua Portuguesa, existe de facto um carinho muito especial de Cabo Verdianos, Angolanos, Moçambicanos, São-Tomenses e Guineenses pelos Portugueses e pelo que é Português.
Esse carinho começa no desporto onde os Africanos vibram tanto ou mais do que nós com os jogos do Benfica, Porto e Sporting e sobretudo com os Jogos da Selecção Nacional. Mas não se esgota a nível desportivo.
Os portais criados pela PT em Cabo Verde , Angola e Moçambique, permitirão aos Portugueses conhecer melhor estes Países e permitirão aos imigrantes destes Países a residir em Portugal, uma maior proximidade às notícias das suas terras.
A PT está a fazer a parte dela, façamos também todos nós a nossa parte e teremos certamente um bom caminho para sairmos deste marasmo que nos consome o espírito e o bolso.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Confrontações
O Ministro dos Assuntos Parlamentares Augusto Santos Silva afirmou hoje no programa Grande Entrevista da RTP 1 , que o Parlamento é um lugar de confrontação política.
Depois de festejarmos o Carnaval, rapidamente estaremos a caminhar para o mês de Abril onde comemoraremos o 35º Aniversário da nossa democracia.
Não faltarão os discursos da praxe enaltecendo todos os benefícios ( inegáveis ) de vivermos num regime democrático.
Já quanto à confrontação política dos últimos 35 anos ter beneficiado o povo que elege os “confrontadores políticos”, muitas dúvidas se colocam, a começar pela percentagem de votantes que se encontra bastante longe do número total de eleitores inscritos.
A descrença generalizada nas forças partidárias pode ter como explicação o facto de o povo não reconhecer que a confrontação política parlamentar, resulte em benefícios visíveis para a Nação.
O Parlamento é o lugar de eleição para se abordarem as questões de natureza política, económica e social, retirando de cada deputado presente, um contributo para construirmos um Portugal melhor para todos.
Da confrontação política referida por Augusto Santos Silva, deve resultar uma elevação de valores. Cada membro eleito tem o privilégio de nos poder representar e o dever de o fazer com todo o empenho.
Na confrontação política, os argumentos e contra-argumentos utilizados, deverão traduzir-se não na vitória de um deputado ou de uma bancada parlamentar, mas na vitória do País.
É o País que vai comemorar os 35 anos de democracia e que deve (re) ver nela, recorrentemente, os motivos pelos quais a contribuição de todos, Governo e Partidos da oposição, é a todo momento, determinante para vencermos os desafios que enfrentamos.
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Quero um café cheio
Estive recentemente na Índia onde não é fácil beber um café. A bebida tradicional lá ( também por influência dos Ingleses ) é o chá, sendo o Chá Indiano uma variedade a experimentar pela sua singularidade.
Quando vou a Espanha, aqui tão perto de nós, também sinto dificuldade em encontrar um bom café como o que tomamos em terras lusitanas, de norte a sul do país, não esquecendo as regiões insulares da Madeira e Açores.
No entanto, tenho deparado com um facto intrigante ou irritante que em breve vos descreverei.
O café é um hábito, um costume, um vício ou uma atitude social que enraizou profundamente nos hábitos de muitos portugueses: café curto, café normal, café cheio, descafeinado, café pingado, etc, muitas são variedades de café disponíveis no mercado.
Eu confesso-me fã do café cheio. O café curto sabe-me a pouco e o café cheio reconforta-me com sucessivos tragos, sendo os finais de verdadeira satisfação.
No entanto, qual não é o meu espanto, a minha incredulidade ao verificar que em 10 vezes que peço o café cheio, só uma ou duas vezes vejo o meu pedido satisfeito.
Grande parte das vezes servem-me um café normal e noutras então, servem-me um café curto, deixando-me totalmente sem palavras. A língua portuguesa não devia ser difícil de entender em Portugal, mas por vezes parece que o é.
Se eu peço um café cheio, por que carga de água me servem um café normal ou, pior ainda, um café curto. Será por pressa ? Por preguiça ? Por desleixo ? Por vontade de me irritar ? Não sei.
Mesmo não sabendo o motivo de tal teimosia, não posso deixar de lamentar que um simples pedido ( Quero um café cheio ) seja tão difícil de satisfazer. Eu não estou a pedir um Ferrari Amarelo ou Vermelho. Estou a pedir um simples café cheio em que basta o empregado ou a empregada de balcão esperar que a chávena fique cheia para entregar ao cliente o que ele pediu.
Mas não, os pedidos dos clientes não parecem ser tão importantes.
Mas não, os pedidos dos clientes não parecem ser tão importantes.
E aqui é altura de perguntar, como queremos nós produzir e distribuir pelo mundo a nossa produção, se não soubermos atender ao que os consumidores mundiais pretendem ? Se eles têm desejos ou necessidades, é ao encontro dessas necessidades que devemos ir.
Também os profissionais da nossa Indústria Hoteleira e de Restauração deveriam ter mais brio no seu trabalho diário.
O brio profissional também se mede pelo grau de satisfação dos clientes.
E qual é o grau de satisfação de um cliente que não consegue ver satisfeito o simples pedido de um café cheio ?
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Prisioneiros de porta aberta

Chip no automóvel? E porque não pulseira electrónica para todos?
Andamos todos distraídos. E tudo permitimos.
Qualquer dia o comum dos cidadãos percebe, parando, reflectindo e olhando para trás que deixou de ser verdadeiramente livre. Deste o cartão único de cidadão, ao cruzamento de informação por todos os motivos (uns justificáveis outros nem tanto) ao cartão de crédito, passando agora pelo chip na matrícula do seu automóvel, tudo é controlado. Tudo lhe é controlado. Dos sistemas de vídeo-vigilância em locais públicos, ou na rua inclusivamente, ao uso simples do seu dinheiro, o cidadão é vigiado e observado. Perdeu o seu espaço, a sua privacidade, a sua individualidade. O que se diria ou como se chamaria no tempo do Estado Novo? Alguém se lembra do Big Brother de George Orwell. Pois é. É para lá que caminhamos.
Este povo embrutecido, como diz Clara Ferreira Alves no seu artigo. Este povo que em carneirada, avança rumo ao abismo. Quantos terão já procurado acorrer aos locais ou obter informações para ir a correr comprar? Porque o governo assim o definiu? Sem pensar, reflectir ou contestar?
De seguida virá certamente a pulseira electrónica. Qual prisioneiros de porta aberta.
E ninguém contesta, ninguém comenta (na SEDES já o fizeram no seu Blog) e todos (quase todos) o aceitam. Esta sociedade portuguesa, amorfa, desdenhosa, mas simplória, balofa e provinciana. Onde os novos-ricos se arrebitam julgando que são alguém e onde os pobres se envergonham e se escondem. Esta (não) sociedade civil, inexistente, porque composta de novas gerações acomodadas ao controle, à pobreza de espírito e à aceitação de todas e quaisquer regras, sejam elas quais forem, que nada mais têm do que medo de contestar. Como disse o ex-Presidente Ramalho Eanes há pouco. Vive-se um tempo que é o do medo.
Mais uma vez, desculpem-me a sempre insistência, parafraseando José Gil. O medo de Existir.
Andamos todos distraídos. E tudo permitimos.
Qualquer dia o comum dos cidadãos percebe, parando, reflectindo e olhando para trás que deixou de ser verdadeiramente livre. Deste o cartão único de cidadão, ao cruzamento de informação por todos os motivos (uns justificáveis outros nem tanto) ao cartão de crédito, passando agora pelo chip na matrícula do seu automóvel, tudo é controlado. Tudo lhe é controlado. Dos sistemas de vídeo-vigilância em locais públicos, ou na rua inclusivamente, ao uso simples do seu dinheiro, o cidadão é vigiado e observado. Perdeu o seu espaço, a sua privacidade, a sua individualidade. O que se diria ou como se chamaria no tempo do Estado Novo? Alguém se lembra do Big Brother de George Orwell. Pois é. É para lá que caminhamos.
Este povo embrutecido, como diz Clara Ferreira Alves no seu artigo. Este povo que em carneirada, avança rumo ao abismo. Quantos terão já procurado acorrer aos locais ou obter informações para ir a correr comprar? Porque o governo assim o definiu? Sem pensar, reflectir ou contestar?
De seguida virá certamente a pulseira electrónica. Qual prisioneiros de porta aberta.
E ninguém contesta, ninguém comenta (na SEDES já o fizeram no seu Blog) e todos (quase todos) o aceitam. Esta sociedade portuguesa, amorfa, desdenhosa, mas simplória, balofa e provinciana. Onde os novos-ricos se arrebitam julgando que são alguém e onde os pobres se envergonham e se escondem. Esta (não) sociedade civil, inexistente, porque composta de novas gerações acomodadas ao controle, à pobreza de espírito e à aceitação de todas e quaisquer regras, sejam elas quais forem, que nada mais têm do que medo de contestar. Como disse o ex-Presidente Ramalho Eanes há pouco. Vive-se um tempo que é o do medo.
Mais uma vez, desculpem-me a sempre insistência, parafraseando José Gil. O medo de Existir.
domingo, fevereiro 01, 2009
Dois Mil INOVE = 2009
Já estamos em Fevereiro deste novo ano de 2009.
Como o próprio pronunciar do ano indica, este é um ano que convida à Inovação ( Dois Mil INOVE ).
A necessidade de Inovar é ainda realçada pelas dificuldades gerais e globais que se apresentam aos cidadãos de quase todos os países do mundo.
Inovar significa sobretudo buscar novos caminhos, novas acções e podemos ter 2 tipos de Inovação:
1. Inovação pura em que se cria algo de verdadeiramente novo.
2. A Inovação em que não se cria algo de novo, repescando-se acções que se tinham deixado para trás mas que voltam a fazer sentido desenvolver.
1. Inovação pura em que se cria algo de verdadeiramente novo.
2. A Inovação em que não se cria algo de novo, repescando-se acções que se tinham deixado para trás mas que voltam a fazer sentido desenvolver.
A propósito deste segundo tipo de inovação, uma inovação sobretudo na nossa mudança de atitude em que voltamos ao passado para voltar a utilizar algo que volta a fazer sentido, recordemos de forma lata o sentido das palavras no nosso colega Henrique Abreu: “ Face à crise actual e aos desafios que se colocam a cada um de nós, talvez fosse bom repensarmos o nível em que estamos na Hierarquia de Necessidades de Maslow. Em determinado momento recente conseguimos atingir um nível em que valores como a realização e a satisfação pessoal eram já os objectivos a atingir. No entanto face aos desafios actuais, talvez tenhamos de descer de nível e preocuparmos com necessidades mais básicas como a nossa própria sobrevivência."
A sobrevivência é e sempre foi o maior desafio para todas as espécies incluindo o ser humano, e já o cientista Charles Darwin dizia que “não é a espécie mais forte e nem a mais inteligente que sobrevive, mas aquela que se adapta mais rapidamente às mudanças “.
Como estamos nós a reagir às mudanças no meio em que vivemos ?
Estaremos de facto conscientes de que os valores em luta hoje são diferentes do que eram há um ou dois anos atrás ?
Teremos a consciência de que recuar hoje um ou mais passos em nada nos faz perder a nossa dignidade e orgulho em nós próprios ?
Temos sobretudo que ser realistas pois com os recursos que temos podemos fazer tantas coisas ainda. Apesar de todos os discursos de crise a vida continua e tendo ainda bastantes recursos à nossa disposição, talvez fosse bom ter presente o espírito de inovação e a frase de Charles Darwin, ou seja, adaptemo-nos às mudanças pois só assim sobreviveremos.
terça-feira, janeiro 27, 2009
The Big Small Man
In the last 2 decades we saw the evolution of a concept called Globalization.
We had to spread our thoughts and try to shift from our local areas to the Global Markets.
This was an impulse of the economics and companies in traditional markets start facing a very hard competition from companies that born in countries like China and India.
Now the world is facing a Global Crisis and the way the Globalization is being implemented may be one of the main causes for this Global Crisis.
No matter how you try to improve your production methods, reducing production costs, it is virtually impossible to compete with countries that almost don´t have labor costs because they pay so little amounts to their employees and force them to work larger weekly periods with no social benefits.
We may want to think global but western countries are not able to compete globally.
We want to be Big but after all we are no more than small Man´s falling one after the other because our factories are no longer competitive.
We want to be Big but after all we are no more than small Man´s falling one after the other because our factories are no longer competitive.
It is important that we make a stop and try to find out the true causes of the current global crisis. Each government separately is trying to deal with the problem. Important measures are being taken but they are not enough.
From above, from the big economic zones like the USA or the European Community, we must start to receive signs that a globalization with few rules must be changed somehow. We will not go back 20 years putting again so many regulations that avoids the global trades.
But the way the trades are being done are far from being fair and they will continue to destroy the Western Economies, maybe leading to a tragical collapse.
domingo, janeiro 25, 2009
Crise, Atitudes e Valores
Não há dia que passe, manchetes dos jornais e revistas, spots de rádios e televisão, noticias virtuais, conversas triviais de café que se oiça, veja ou leia a palavra Crise.
É verdade, a frieza dos factos é essa mesmo...crise económica mundial que parecia estar longe, distante para lá do horizonte, está hoje presente em nós. E será apenas uma crise de carácter económico? Eu diria que não....é também uma crise de ausência de pensamento, visão e atitude. Não falo de politica como muitos que de modo mais confortável atribuem a culpabilidade apenas ao poder politico. Como diz um provérbio chinês a palavra crise é caracterizada tem dois significados, um que significa perigo e o outro oportunidade. Francamente sou mais apologista do último.
Este momento histórico que estamos a assistir pode proporcionar-nos, apesar da inércia e dificuldade que sentimos em tudo o que fazemos e assistimos os outros a fazer, uma visão, uma linha de pensamento diferente do habitual. Podemos pensar glocal, isto é pensar no global e agir localmente. Isto é identificar o problema, analisá-lo e adaptar a solução a cada comunidade local.
Podemos valorizar as nossas "gentes", sociedade, amigos, familia, privilegiar as nossas empresas apesar de não serem em grande número, os nossos produtos, os nossos valores/virtudes, os nossos pensamentos, nós próprios como um todo.
No seguimento desta linha de pensamento sermos visionários em tempos complexos e termos visão colectiva em vez de sermos "egoistas". Não devemos menosprezar a nossa função social como cidadãos responsáveis que somos e que poderão incidir nas seguintes áreas:
- Valorização da vida laboral e profissional
- Amigos, colegas e familia
- Incentivo ao reforço positivo e á consciencia colectiva nacional
Em jeito de reflexão gostaria de deixar a todos vós a seguinte frase: " Bons pensamentos geram atitudes positivas"
Saudações FRESIANAS
Alexandre Motty
É verdade, a frieza dos factos é essa mesmo...crise económica mundial que parecia estar longe, distante para lá do horizonte, está hoje presente em nós. E será apenas uma crise de carácter económico? Eu diria que não....é também uma crise de ausência de pensamento, visão e atitude. Não falo de politica como muitos que de modo mais confortável atribuem a culpabilidade apenas ao poder politico. Como diz um provérbio chinês a palavra crise é caracterizada tem dois significados, um que significa perigo e o outro oportunidade. Francamente sou mais apologista do último.
Este momento histórico que estamos a assistir pode proporcionar-nos, apesar da inércia e dificuldade que sentimos em tudo o que fazemos e assistimos os outros a fazer, uma visão, uma linha de pensamento diferente do habitual. Podemos pensar glocal, isto é pensar no global e agir localmente. Isto é identificar o problema, analisá-lo e adaptar a solução a cada comunidade local.
Podemos valorizar as nossas "gentes", sociedade, amigos, familia, privilegiar as nossas empresas apesar de não serem em grande número, os nossos produtos, os nossos valores/virtudes, os nossos pensamentos, nós próprios como um todo.
No seguimento desta linha de pensamento sermos visionários em tempos complexos e termos visão colectiva em vez de sermos "egoistas". Não devemos menosprezar a nossa função social como cidadãos responsáveis que somos e que poderão incidir nas seguintes áreas:
- Valorização da vida laboral e profissional
- Amigos, colegas e familia
- Incentivo ao reforço positivo e á consciencia colectiva nacional
Em jeito de reflexão gostaria de deixar a todos vós a seguinte frase: " Bons pensamentos geram atitudes positivas"
Saudações FRESIANAS
Alexandre Motty
domingo, janeiro 18, 2009
O Caminho
No link
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1073398
pode-se ler a notícia com o título “ Norte passou a liderar os calotes à Banca “
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1073398
pode-se ler a notícia com o título “ Norte passou a liderar os calotes à Banca “
Aqui fica um pequeno extracto
“ Em meados de 2008, ainda antes do agudizar da crise, era a Norte que se encontrava mais crédito incobrável
É mais um dos sinais da crise que atinge as empresas situadas no Norte: é lá que está a maior percentagem de crédito de cobrança duvidosa do país. O couro (curtumes e calçado) e o têxtil lideram os calotes.
Ainda antes do agudizar da crise que atirou Portugal para a recessão, a situação das empresas do Norte tinha piorado a ponto de passarem a ter a maior fatia de crédito incobrável do país. Dos 119 mil milhões de euros emprestados à actividade económica, 31 mil milhões foram entregues a empresas sediadas no Norte e, destes, 3% (quase mil milhões) foram dados como incobráveis no terceiro trimestre de 2008, diz o Banco de Portugal. O problema ainda vai piorar antes de melhorar, dizem os empresários, sobretudo se não forem dados passos para ajudar as firmas já em dificuldades. “
“ Em meados de 2008, ainda antes do agudizar da crise, era a Norte que se encontrava mais crédito incobrável
É mais um dos sinais da crise que atinge as empresas situadas no Norte: é lá que está a maior percentagem de crédito de cobrança duvidosa do país. O couro (curtumes e calçado) e o têxtil lideram os calotes.
Ainda antes do agudizar da crise que atirou Portugal para a recessão, a situação das empresas do Norte tinha piorado a ponto de passarem a ter a maior fatia de crédito incobrável do país. Dos 119 mil milhões de euros emprestados à actividade económica, 31 mil milhões foram entregues a empresas sediadas no Norte e, destes, 3% (quase mil milhões) foram dados como incobráveis no terceiro trimestre de 2008, diz o Banco de Portugal. O problema ainda vai piorar antes de melhorar, dizem os empresários, sobretudo se não forem dados passos para ajudar as firmas já em dificuldades. “
Esta notícia teve um comentário online, duro, apesar de conter algumas verdades.
“ antoniooliveira
18.01.200914:48
Portugal - Porto
O optimismo dos Portugueses e principalmente dos políticos era tão grande, que só podia dar num beco sem saída, não se pensa muito no futuro, temos por hábito, pensar só no presente e depois vê-se, e o resultado está à vista, empresas e famílias super endividadas. Acabaram-se os sonhos, estamos no fundo do poço e não há possibilidade alguma de sair, desistamos da mania das grandezas e admitamos que somos realmente pobrezinhos, não só monetáriamente, mas também de espírito, de mentalidades, no desenvolvimento, na criatividade, até somos pobrezinhos nos locais de trabalho, quando alguém tenta produzir mais, ou inovar, há meia dúzia a puxar para trás, desmoralizando esse alguém, e até rotulando-o de louco, ou de engraxador do patrão. pois bem, aqui temos um País à beira da ruína financeira, na miséria, no fim.”
Em todos os quadrantes se houve dizer que é necessário unir esforços para fazer face aos tempos difíceis que estamos a enfrentar. Mas essa tentativa de união de esforços careceria ( se fosse possível ) de uma calendarização. Uma pessoa pode pensar que temos 1 ano para unir esforços, mas outra pode dizer que as coisas não estão tão mal assim e que podemos ter 2 anos para conseguirmos unir esforços. Na minha opinião, não temos já 1 , 2 ou 3 anos para unir esforços. O tempo é de acção, pois a cada semana que passa, continuamos a afastar-nos do caminho certo. Como unir então os esforços e começar a fazer as coisas certas?
“ antoniooliveira
18.01.200914:48
Portugal - Porto
O optimismo dos Portugueses e principalmente dos políticos era tão grande, que só podia dar num beco sem saída, não se pensa muito no futuro, temos por hábito, pensar só no presente e depois vê-se, e o resultado está à vista, empresas e famílias super endividadas. Acabaram-se os sonhos, estamos no fundo do poço e não há possibilidade alguma de sair, desistamos da mania das grandezas e admitamos que somos realmente pobrezinhos, não só monetáriamente, mas também de espírito, de mentalidades, no desenvolvimento, na criatividade, até somos pobrezinhos nos locais de trabalho, quando alguém tenta produzir mais, ou inovar, há meia dúzia a puxar para trás, desmoralizando esse alguém, e até rotulando-o de louco, ou de engraxador do patrão. pois bem, aqui temos um País à beira da ruína financeira, na miséria, no fim.”
Em todos os quadrantes se houve dizer que é necessário unir esforços para fazer face aos tempos difíceis que estamos a enfrentar. Mas essa tentativa de união de esforços careceria ( se fosse possível ) de uma calendarização. Uma pessoa pode pensar que temos 1 ano para unir esforços, mas outra pode dizer que as coisas não estão tão mal assim e que podemos ter 2 anos para conseguirmos unir esforços. Na minha opinião, não temos já 1 , 2 ou 3 anos para unir esforços. O tempo é de acção, pois a cada semana que passa, continuamos a afastar-nos do caminho certo. Como unir então os esforços e começar a fazer as coisas certas?
Aqui reside o maior problema. Não vai haver uma “varinha mágica” a unir-nos e a permitir que de forma concertada consigamos lutar contra a crise. O caminho é outro pois o que está ao nosso alcance é sobretudo a luta contra a descrença.
É necessário que cada um entenda que por muito pouco que possa fazer, aquilo que realmente fizer de ponderado, produtivo e positivo, estará imediatamente a dar um contributo para remarmos contra a maré. Mais do que esperar que haja uma concertação de interesses politico-partidários, civis ou comerciais, públicos ou privados, tem de existir o interesse em cada indivíduo, cada cidadão, em fazer o que está ao seu alcance.
Não podemos pedir milagres globais, mas podemos pedir múltiplas acções individuais. Serão essas, centenas de milhares de acções individuais que poderão fazer com que o rumo dos acontecimentos seja outro. A ajuda dos governantes será bem vinda, pois são eles que têm a faca e o queijo na mão. Mas é necessário que entendamos que o queijo que está nas mãos deles ( sendo o queijo entendido aqui como os recursos do país ) não é um queijo grande, Portugal não é rico em recursos naturais como Petróleo ou Diamantes. A riqueza dos portugueses está no valor de cada um de nós. Está na hora de mostramos o que valemos.
sábado, janeiro 17, 2009
Haja Esperança - Ainda Falta Cumprir Portugal

Hoje, mais do que nunca, há um país que tanto necessita de instituições como a SEDES, como o FRES e outros grupos de debate e reflexão, movimentos cívicos e outros observatórios da sociedade. Esta sociedade que caminha sabe-se lá para onde. Que ao mesmo tempo que evolui em novos modelos sociais de (con)vivência entre os cidadãos, banhada, acariciada e suportada por novos eventos e criações tecnológicas, onde se discute a alta finança (esta agora e também da forma e de modo despudorados dadas as atrocidades cometidas) retrocessa ela própria, retrógrada, aos não-valores contra os quais a dita sociedade moderna sempre pretendeu combater.
Um país que tem legislado um ordenado mínimo obrigatório e onde instituições públicas como um próprio Instituto do Emprego e Formação Profissional desse país, contrata e anuncia empregos e vagas a troco de valores abaixo desse ordenado mínimo nacional, legislado.
Um país onde a taxa de desemprego oficial é de 7.7% mas que na realidade é superior a 10% pois nesse país, os responsáveis políticos definiram como empregados todos aqueles, milhares, que frequentam cursos de formação profissional mas que de empregados nada têm. Um país que deixa de incluir nas suas estatísticas aqueles que, já desencantados e descrentes, deixaram de procurar emprego há mais de 1 mês. Simplesmente banados das estatísticas.
Um país que tem legislado um ordenado mínimo obrigatório e onde instituições públicas como um próprio Instituto do Emprego e Formação Profissional desse país, contrata e anuncia empregos e vagas a troco de valores abaixo desse ordenado mínimo nacional, legislado.
Um país onde a taxa de desemprego oficial é de 7.7% mas que na realidade é superior a 10% pois nesse país, os responsáveis políticos definiram como empregados todos aqueles, milhares, que frequentam cursos de formação profissional mas que de empregados nada têm. Um país que deixa de incluir nas suas estatísticas aqueles que, já desencantados e descrentes, deixaram de procurar emprego há mais de 1 mês. Simplesmente banados das estatísticas.
Um país onde há suspeitas que Ministros da Nação (incógnitos) receberam luvas para aprovarem projectos de Outlets.
Ou, finalmente, um país que vive e convive com a injustiça do Caso Casa Pia. Onde passados 6 anos ainda não se fez justiça. Onde as vitimas já foram inclusivamente monetariamente indemnizadas, mas onde os culpados vivem livremente e à solta, as suas vidas.
É um ultraje para as vitimas. É um ultraje para Portugal.
Falta de facto mais do que cumprir Abril. Falta cumprir Portugal.
Ou, finalmente, um país que vive e convive com a injustiça do Caso Casa Pia. Onde passados 6 anos ainda não se fez justiça. Onde as vitimas já foram inclusivamente monetariamente indemnizadas, mas onde os culpados vivem livremente e à solta, as suas vidas.
É um ultraje para as vitimas. É um ultraje para Portugal.
Falta de facto mais do que cumprir Abril. Falta cumprir Portugal.
terça-feira, janeiro 13, 2009
O nosso prémio dele(s)
Cristiano Ronaldo foi ontem considerado pela FIFA ( Associação Internacional das Associações de Futebol de cada país do Mundo ), o FIFA World Player 2008, ou seja, o melhor jogador do mundo em 2008.
É um título que deixa qualquer um orgulhoso e nós como portugueses, temos naturalmente de estar orgulhosos com os feitos alcançados por qualquer compatriota nosso que se destaque a nível mundial, pelo que aqui expresso também os parabéns ao Cristiano Ronaldo.
Como elogios não vão faltar, vindos de todas as partes do mundo, gostaria de abordar este feito de uma outra perspectiva, ou seja, analisando algumas das condições que contribuíram para que Ronaldo fosse considerado o melhor do mundo.
Ronaldo foi considerado o melhor porque em 2008 ganhou os seguintes títulos:
- Campeão da Liga Inglesa pelo seu clube, Manchester United
- Campeão Europeu de Clubes, pelo seu clube, Manchester United
- Campeão Mundial de Clubes, pelo seu clube, Manchester United
- Melhor Marcador da Europa, pelos golos que marcou no seu clube, Manchester United
- Campeão da Liga Inglesa pelo seu clube, Manchester United
- Campeão Europeu de Clubes, pelo seu clube, Manchester United
- Campeão Mundial de Clubes, pelo seu clube, Manchester United
- Melhor Marcador da Europa, pelos golos que marcou no seu clube, Manchester United
Para a consagração de qualquer campeão, muitos factores têm de se conjugar pois ninguém é campeão sozinho. Embora sendo português, é através de um clube inglês que Ronaldo se vê agora consagrado. Muito do mérito do seu feito deve-se ao facto de o Manchester United ter apostado nele 5 anos atrás. E começa aqui o segredo da dimensão mundial que Ronaldo alcançou.
Num clube português, dificilmente Ronaldo alcançaria nos dias de hoje, os feitos que conseguiu o ano passado ao serviço do Manchester United. O Manchester United é um clube que aposta totalmente nos seus colaboradores. E as apostas que fazem não são apostas para 6 meses ou um ano. Ronaldo foi muito acarinhado e motivado ao longo de 5 anos. Os seus primeiros anos em Inglaterra não foram fáceis e não lhe deram o destaque que alcançou agora. No entanto os responsáveis do Manchester e o seu treinador há 2 décadas, Sir Alex Fergusson, nunca deixaram de acreditar nele. As vitórias e os títulos raramente surgem do acaso. São quase sempre conseguidas através de uma boa organização, com uma boa planificação e uma aposta no médio-longo prazo. Os clubes e as organizações portuguesas podem e devem estudar o exemplo do Manchester United. A este clube inglês se deve em muito, o feito de Cristiano Ronaldo.
Até porque em 2008, tivemos um Campeonato da Europa na Austria-Suiça. Nesse Campeonato os milhares de Portugueses emigrados na Suiça, deram um apoio e um carinho fantástico à Selecção Portuguesa onde Ronaldo era a principal figura. Mas nesse Campeonato da Europa, a Selecção Portuguesa não triunfou, nem sequer chegou às meias-finais, apesar de todos terem a forte esperança de que poderíamos ser Campeões.
A selecção portuguesa e Cristiano Ronaldo, saíram do Europeu pela porta pequena, de forma discreta e longe da consagração que esperavam obter.Temos o melhor jogador do mundo mas que em 2008 pouco conseguiu fazer ele pela nossa Selecção.
Este prémio servirá mais uma vez para repensar que os trabalhadores portugueses estão ao nível dos melhores do mundo, mas falta-lhes das organizações nacionais, a planificação, o apoio e a motivação que são necessárias para tirar deles todo o seu potencial.
Este prémio deixa os portugueses orgulhosos mas Cristiano Ronaldo, no discurso da consagração não se lembrou de dedicar o prémio também aos portugueses, nem sequer ao clube e ao treinador que o ajudaram a alcançar este feito. Dedicou-o à sua família e aos seus amigos, pelo que o título deste artigo é com alguma ponta de tristeza: O nosso prémio dele(s).
domingo, janeiro 11, 2009
Acreditar de Segunda a Domingo
Enquanto estive de férias na India, a equipa de Futebol do Benfica, meu clube do coração, conseguiu chegar ao primeiro lugar do Campeonato Português, tendo sido eliminado pelo Leixões da Taça de Portugal. Início do ano e o Benfica na Liderança, já eliminado das Taças Uefa e de Portugal, fizeram-me pensar que este ano o Benfica tudo faria para manter o 1º lugar do Campeonato.
O primeiro jogo do ano, no Domingo dia 4, até era contra o último classificado do Campeonato, o Trofense. No entanto, na deslocação à Trofa, e apesar da forte motivação que um 1º lugar deveria dar, apresentou-se em campo uma sombra da equipa do Benfica. Jogadores completamente amorfos, sem qualquer ligação entre si e sem nenhuma capacidade atacante. Resultado ? O óbvio, derrota do Benfica e perda de liderança do Campeonato.
Com a moral completamente de rastos e com os adeptos a contestarem a atitude da equipa, eis que surge a meio da semana, um jogo a contar para outra competição, Taça da Liga, contra a equipa que o ano passado ficou à frente do Benfica, ocupando o segundo lugar do campeonato e indo à Liga dos Campeões da UEFA.
A deslocação foi então a Guimarães e apenas 3 dias depois, os jogadores mostraram uma atitude completamente diferente. Entraram no jogo muito concentrados, com uma forte atitude competitiva e atacante, começando por marcar logo um golo nos primeiros minutos. Durante todo o jogo mantiveram-se unidos e combativos, acabando por marcar mais um golo, vencendo os de Guimarães por 2-0. No final o contentamento era óbvio e ficou o recado para os adeptos; têm de acreditar na equipa pois eles tudo farão para ganhar.
Vem esta história desportiva a propósito do acreditar.
No início do ano, os adeptos acreditavam na equipa, no dia 4 deixaram de acreditar. 3 dias depois voltaram a acreditar, quem sabe até quando.
Julgo que reside aqui um dos principais problemas das equipas, empresas e instituições portuguesas. A falta de regularidade no acreditar. Todos nós em termos pessoais e profissionais temos as nossas crenças. Mas essas crenças devem ser constantes. Como constante deve ser a nossa luta na defesa dessas crenças. Se acreditamos à segunda nos nossos ideais, mas dias depois deixamos de acreditar ou de lutar, estamos a entrar em contradições, enfraquecendo bastante a nossa posição e, pior ainda, fazendo com que os nossos desejos se tornem mais difíceis de concretizar.
A definição clara de objectivos e a luta constante para os alcançar, fazem a diferença entre os vencedores e os perdedores.
Não basta termos desejos que 2009 corra melhor. É necessário que cada um dê o seu contributo, fazendo o que lhe compete e melhorando sempre que possível.
Querermos um Portugal melhor, mas depois deixarmo-nos vencer pelo frio ou pela preguiça, só nos vai fazer ficar mais longe dos nossos objectivos, fazendo com que os objectivos se transformem em sonhos permanentemente adiados.
Qualquer altura é boa para mudar de atitude. Se temos objectivos para 2009, convém lutarmos desde já, definindo bem esses objectivos e acreditando neles de segunda a domingo.
Só assim se concretizarão.
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Força de vontade vs vontade de fazer força
O Sociólogo António Barreto e cronista do Jornal Público, manifestou na rubrica com o título sugestivo “ Gostaria”, alguns dos seus desejos para 2009.
Começa por dizer que
“ Não vale a pena ter esperanças desmedidas para 2009. Mas podem formular-se votos modestos.”…acrescentando “Os meus votos são modestos. Não são excessivos, nem irrealistas. Custam pouco dinheiro ou nenhum.”
“ Não vale a pena ter esperanças desmedidas para 2009. Mas podem formular-se votos modestos.”…acrescentando “Os meus votos são modestos. Não são excessivos, nem irrealistas. Custam pouco dinheiro ou nenhum.”
Os votos que António Barreto expressa são o espelho do que muitos Portugueses anseiam ano após ano: Melhorias nos Sistemas Judiciais e Educativo; Melhor aplicação dos dinheiros públicos, sobretudo quando envolvem projectos de grandes dimensões como os projectos na Área dos Transportes e Comunicações, como são os casos do Novo Aeroporto de Lisboa, do TGV e das novas Auto-Estradas; um olhar mais próximo do Governo em relação às necessidades reais dos cidadãos e das pequenas e médias-empresas, dado os interesses das grandes empresas e instituições, bancárias ou de outros sectores, parecerem contar já com o apoio do Governo.
São legítimos os votos de António Barreto. Todos eles, se concretizados, poderiam trazer uma inversão nas tendências actuais, implicando melhorias significativas para um elevado número de Portugueses. Quanto a não serem excessivos ou irrealistas, as minhas certezas já não são tantas.
Os desejos concretizam-se quando há encontro de vontades. Se só uma das partes tem o desejo ( e nem sequer tem o poder para a concretizar ), dependendo da vontade de terceiros, tornam-se muito difíceis as concretizações desses desejos. Por muito simples e modestos que sejam, por muito pouco ou nenhum dinheiro que necessitem, eles serão sempre e apenas, desejos.
Num cenário de crise mundial, começam a multiplicar-se os apelos para a cooperação.
Um dos argumentos utilizados é o de que a crise é geral, a todos afecta e daí todos termos de unir esforços para a combater.
Um dos argumentos utilizados é o de que a crise é geral, a todos afecta e daí todos termos de unir esforços para a combater.
Estará porventura aqui uma das grandes falsidades que nos querem “impingir”.
A crise não é geral, nem afecta todas as empresas e todos os cidadãos da mesma maneira.
Aqueles que mais sofrem gostariam de contar com apoio e necessitariam de alguma real solidariedade dos que menos ou nada estão a sofrer. Mas se alguém está bem, porque irá prescindir da sua riqueza ou do seu bem-estar para ir em auxílio dos que estão piores e carentes de ajuda? Esse problema não é dos ricos, dos poderosos ou dos que não sendo ricos, estão consideravelmente melhores que uma crescente faixa da população que se vê mergulhada numa crise de dívidas, desemprego e total falta de perspectivas presentes ou futuras.
Aqueles que mais sofrem gostariam de contar com apoio e necessitariam de alguma real solidariedade dos que menos ou nada estão a sofrer. Mas se alguém está bem, porque irá prescindir da sua riqueza ou do seu bem-estar para ir em auxílio dos que estão piores e carentes de ajuda? Esse problema não é dos ricos, dos poderosos ou dos que não sendo ricos, estão consideravelmente melhores que uma crescente faixa da população que se vê mergulhada numa crise de dívidas, desemprego e total falta de perspectivas presentes ou futuras.
O que resta então aos que esperam uma melhor actuação dos Governantes e dos Ricos e Poderosos ? Muito pouco, resta-lhes sobretudo contarem consigo próprios, terem a coragem e a ousadia de buscarem nichos de mercados ou oportunidades. Mais do que nunca, as migalhas também são pão. É esse o pão dos mais necessitados, um pão formado de migalhas que terão de ser suficientes para garantir a sua subsistência.
Pouca coisa acontece na vida por desejos unilaterais. Para que as coisas aconteçam é necessário haver força de vontade, mas é ainda mais necessário que (todas) as partes envolvidas tenham vontade de fazer força, o que só acontece quando há benefícios mútuos.
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