Fórum de Reflexão Económica e Social

«Se não interviermos e desistirmos, falhamos»

sábado, dezembro 28, 2013

Humildade para entender o futuro da democracia


Como estamos na altura das Festas, há que proferir os chavões do costume: Feliz Natal e próspero Ano Novo. Para 2014, e dado que nos encontramos a poucos meses de entrar nos entas do 25 de Abril, a consciência impele‑me a acrescentar, aos habituais desejos de contínua saúde e felicidade, os sinceros votos de diferente mentalidade para nós, portugueses. Só com nova mentalidade conseguiremos enterrar a ladainha do costume sobre os valores românticos da nossa democracia. Arrisco‑me a defender que o futuro é o que quisermos. Basta pensarmos em conformidade, com sinceridade e bomsenso.

Quando comecei a escrever este texto acerca do 25 de Abril de 1974, pretendia transmitir o meu profundo agradecimento ao movimento clandestino pré‑democrático e aos gentios anónimos que lhe concederam (gratuitamente) toda a energia e sabedoria. Contudo, depressa alarguei o âmbito da mensagem a transmitir porque não quis entrar e cair no lugar‑comum de banalizar tamanho marco intemporal da esperança nacional que o movimento continua a representar.

A data comemorativa do 40.º aniversário merece a realização apurada de um poema, uma música, uma escultura ou outra manifestação artística, compatível com a necessidade de dar alma nova à Revolução dos Cravos. Como não sou poeta, músico ou escultor e não lido com eles nem com os demais artistas, não sabia como satisfazer o intento de concretizar a homenagem. Decidi substituir a arte por palavras assertivas, mantendo‑me assim fiel ao entendimento pessoal de que a forma eficaz de cumprir o 25 de Abril é abandonar o passado e encarar os desafios com coragem e ponderação.

O documento em anexo tem quatro secções, e no fundo relaciona a sensatez da crítica com a qualidade democrática. Nas duas primeiras procurei simplificar ao máximo algumas ideias referentes ao processo de desenvolvimento das democracias em geral. As restantes estão direcionadas especialmente para a democracia portuguesa.

Boa leitura a quem tiver paciência para tal. Termino como comecei: Feliz Natal e próspero Ano Novo.  

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